terça-feira, 29 de março de 2011

As minhas viagens pelas Escolas…

Hoje, estive numa Escola Básica que foi construída em 1881, toda restaurada, uma verdadeira preciosidade histórica. Contaram-me as professoras, que foi uma das primeiras Escolas primárias a surgir  naquela região.
Esta Escola fica em Vidais, concelho das Caldas da Rainha, numa zona bucólica e verdejante.
Ainda fiquei encantada com outro pormenor, as crianças deixavam os sapatos à entrada e calçavam os seus chinelinhos para não sujar a Escola e para manter os pés mais quentinhos . Achei uma delícia ver como as crianças  adoravam e cuidavam da sua escola.
Qualquer dia  escrevo uma reportagem sobre" As minhas viagens pelas escolas de Portugal" teria tantas histórias giras para vos contar.

image            image

sexta-feira, 25 de março de 2011

Uma história… para ajudar os outros

Vários escritores juntam-se para ajudar a Acreditar

Vários escritores, madeirenses e não só, decidiram juntar-se para ajudar a Acreditar - Associação de Pais e Amigos de
Crianças com Cancro. Trata-se de um livro de contos cujo título ainda estar por escolher como explicou ao Jornal da Madeira Octaviano Correia, mentor deste projecto, que deverá ser publicado em Setembro próximo.
Octaviano Correia, Adriana Mendes, António Castro, António Cruz, Cíntia Palmeira, Francisco Fernandes, Graça Alves, Irene Lucília, Isabel Fagundes, Luandino Vieira, Maria Celestina Fernandes, Cremilda de Lima, Dario de Melo, João Pedro Mésseder, João Manuel Ribeiro e Vanda Furtado Marques são os escritores que já confirmaram a sua participação no projecto literário, que terá como principal objectivo ajudar a Acreditar - Associação de Pais e Amigos de Crianças com Cancro.
De acordo com o escritor madeirense e mentor do projecto, Octaviano Correia, o título da obra ainda não foi escolhido podendo vir a ser "Contos de Acreditar" ou "Semeador de Sorrisos".
Destinados a crianças com idade entre os 6 e os 14 anos, os contos serão escritos e ilustrados por escritores de várias proveniências, nomeadamente Madeira, Portugal Continental e Angola, a editar pela Editora 7 Dias 6 Noites e a ser lançado na Madeira no mês de Setembro próximo.
Segundo Octaviano Correia, que é também voluntário no núcleo regional da Madeira da Acreditar, como esta obra é dirigida a um público infanto-juvenil, contará também com a participação de vários iustradores.
Até ao momento, adiantou, já estão confirmados os nomes de Ângela Serra, Bruno Balegas, Elsa Fernandes e Gabriela Sotto Mayor (todos estes continentais) e dos madeirenses Elisabete Henriques, Nelson Henriques e Raul Pestana nas ilustrações.
Quanto ao resultado das vendas, e dependendo de o livro vir a ser apoiado na totalidade por algum patrocinador, este reverterá integralmente para a Acreditar ou em, pelo menos, 40%, caso esse apoio não se verifique.
Octaviano Correia adianta que, neste momento, a “mão-de-obra” já está garantida uma vez que "há já vários escritores e ilustradores confirmados que, a título gratuito, se prontificaram a colaborar. Há ainda outros escritores e ilustradores contactados que poderão vir a integrar o projecto"

quarta-feira, 16 de março de 2011

Era uma vez…

Abrem- se as portas para mundos de sonhos e fantasia,  onde o mundo do maravilhoso passa a ser possível.

Aqui vão algumas das fórmulas mágicas :

 

Há muitos, muitos anos…

Uma lenda Portuguesa…

Eu vou te contar uma história, agora, atenção!
Que começa aqui no meio da palma da tua mão
Bem no meio tem uma linha ligada ao coração
Quem sabia dessa história antes mesmo da canção?
Dá tua mão, dá tua mão, dá tua mão, dá tua mão...

Num reino muito distante…

 

BILD5048            BILD5050

 

BILD5296              BILD4543

 

 

BILD5198           BILD5301

No final do conto, fechamos o universo do maravilhoso e regressamos ao mundo real.

Vitória, vitória acabou-se a história, com pós de perlimpimpim,a história chegou ao fim.

Está a minha história acabada, e a minha boca cheia de marmelada.

Benedito e louvado, está o meu conto acabado.

segunda-feira, 7 de março de 2011

O tricô que aconchegou a Natureza

 

my so called scarf

Era uma vez, uma senhora bem velhinha que adorava tricotar.

Passava os dia inteiros a dar às agulhas e a fazer cachecóis coloridos.

Acho que não havia ninguém lá em casa que não tivesse cachecol, o gato , o cão, os periquitos, os peixes  e até as formigas, tinham minis cachecóis.

Um dia gastou-se a lã, e a senhora bem velhinha pegou no seu cestinho  e foi à rua comprar novelos.

Entrou numa loja, que ela nem se lembrava que existia, mas era tão bonita e tinha umas prateleiras gigantes cheias de novelos de mil cores , que não resistiu e encheu o cesto.

Quando ia para  casa, ouviu as pessoas nas ruas muito preocupadas,  com a vaga de frio as árvores e plantas da cidade estavam a morrer congeladas. Seria uma catástrofe…

Que estranho pensou ela, e foi para casa a pensar no assunto.

Foi, então que teve uma ideia verdadeiramente brilhante “ se eu fizer cachecóis para  as árvores e flores elas vão ficar mais quentinhas e vão melhorar.

Passou a noite a tricotar, e desta vez algo de estranho acontecia , os novelos parecia que ganhavam vida e rodavam para ela mais rápido tricotar.

Na manhã seguinte, com o cestinho cheio de cachecóis coloridos , foi pondo um a um nas árvores e nas flores enregeladas. Assim que a senhora envolvia o cachecol nas árvores e flores, estas pareciam que sorriam e suspiravam de satisfação.

Um grupo de pessoas, ao ver os cachecóis nas árvores e flores, desatou a rir ás gargalhadas e disse para a senhora:

- Nunca vimos parvoíce tão grande, alguma vez se viu, flores e árvores com cachecóis às riscas! Ah ah ah …

A senhora continuou a tarefa, mas o seu coração encolhia de tristeza, por ver tanta crueldade no peito das pessoas.

Nessa noite voltou a pegar nas agulhas e com a ajudas dos novelos mágicos fez centenas e centenas de cachecóis .

De manhã, bem cedinho, a senhora foi aconchegando mais cachecóis nas flores que entretanto passavam a ganhar cor e esticavam as suas pétalas. Depois foi a vez das árvores serem enroladinhas e também elas, ganharam cor e vida.

A senhora,  cheia de satisfação continuava a sua tarefa, as pessoas iam-se juntando à sua volta, riam  às gargalhadas e comentavam:

- Estas pessoas que acham que podem salvar o mundo, deviam era ser expulsas e presas para ninguém as imitar.

A senhora continuava a caminhar, mas os pés já lhe pesavam e as costas doíam de tanto  caminhar.

Foi, então que uma menina pequenina, com os olhos cheios de lágrimas disse:

- Vocês, ainda não perceberam que esta senhora está cansada de tanto andar e que graças a ela a nossa natureza está a desabrochar?

As pessoas olharam em volta e viram as flores e as árvores a despertar , onde antes se via secura e aridez , agora saltava aos olhos, o colorido dos cachecóis e um enorme sorriso estampado na cara das árvores e flores.

   Vale a pena agir, mesmo que contra a corrente , invés de  passar a vida na mediocridade e a criticar os outros.

Escrito por Vanda Furtado Marques

sexta-feira, 4 de março de 2011

As histórias e o valor da família

 -

 

Crianças: a importância da família alargada na vida dos mais pequenos

A família não deve ser só pai e mãe. Avós, tios e primos têm uma enorme importância no desenvolvimento do mapa afectivo das crianças. Não os perca – eles são demasiado preciosos

 

Toda a gente se lembra dos bolinhos da avó. Das histórias que nos lia o avô. Dos passeios com a tia Joana. Do bigode do primo Zeca. Um dos traços mais positivos e mais tradicionais da família portuguesa são... os outros: aquela legião - ou enfim... grupinho... - de gente disposta a dar tempo, atenção, carinho  à sua criança. Actualmente, esta família alargada corre o risco de desaparecer: os avós vivem longe ou trabalham ainda mais horas do que os pais, os tios têm a sua vidinha, e os próprios pais, que passam tão pouco tempo com as crianças, também não gostam de prescindir dos fins-de-semana com elas, e não as partilham de boa vontade com outras pessoas que veem como rivais no afecto dos filhos.

 

Mas vale a pena lutar pela preservação dessa espécie em vias de extinção - a família alargada - por várias razões.

A primeira: saber que há pessoas à volta com quem podem contar dá às crianças uma enorme sensação de segurança. O desaparecimento dos pais é sempre um fantasma na vida de todas as crianças, e saber que há alguém que toma conta deles se for preciso é um conforto.

A segunda: o amor dos avós, dos tios, dos primos, é muito diferente do amor dos pais, e todas as crianças merecem descobrir isso. Não quer dizer que seja melhor ou pior, é apenas diferente. Ir às compras com a avó não é a mesma coisa que ir às compras com a mãe, simplesmente porque são pessoas diferentes, e isso dá traquejo social e afectivo. 

A terceira: o coração é um músculo, também se treina, e as crianças precisam de ‘treinar' os seus afectos com mais gente do que o pai, a mãe, os amigos da escola. Precisam de aprender que amar é multiplicar, precisam de aprender a ‘ler' as outras pessoas, precisam de perceber que há regras diferentes em casas diferentes, que na casa dos avó podem saltar em cima do sofá e na casa dos pais nem pensar. Ou vice-versa...

A quarta: As crianças precisam de ser deseducadas, função que não cabe aos pais, coitados. Tenha fé no futuro: ainda há-de ter netos ou sobrinhos para deseducar à vontade.

A quinta: A família alargada é o ‘mapa' pessoal de uma criança. Graças às histórias dos avós e dos tios, aos álbuns de fotografias, às molduras da sala, eles aprendem quem são, de onde vieram, como eram os pais com a idade deles.

Catarina Fonseca in Activa

LinkWithin

Blog Widget by LinkWithin