quarta-feira, 3 de junho de 2009

Era uma vez em Alcobaça… parte II

Mais algumas fotos que as professoras dos Candeeiros me enviaram.

 

Tudo começou no Castelo, com a Lenda do Ben Almansor que enfeitiçava as raparigas que por lá passavam….

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Depois….        

O Amor de Pedro e Inês  e os túmulos mais belos do mundo inteiro.                                                                 

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Por fim no local da junção dos dois Rios, a Lenda do Alcoa e Baça

 

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terça-feira, 2 de junho de 2009

O Amor de Pedro e Inês na Quinta das Lágrimas

 

 

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Com a colaboração da Associação Integrar de Coimbra e a Quinta das Lágrimas

fui apresentar a minha história “ O amor de Pedro e Inês” aos pequenotes do 1º

ciclo  das escolas periféricas de Coimbra.

A envolvência era magnífica, e duzentas crianças estavam à minha espera num belíssimo

anfiteatro ao ar livre.

Levei-os para o imaginário dos reis e rainhas e a história foi se desenrolando.

As crianças estavam empolgadas e olhavam em redor para ver a Fonte dos Amores,

o local onde Pedro e Inês namoravam, onde os maus se teriam escondido? e onde

Inês teria sido morta?

Estavam  verdadeiramente apaixonados por todos estes episódios.

Quando a história terminou, foram ver com os seus olhitos tudo aquilo que tinham

ouvido.

Muitos deles, apesar de serem dos arredores de Coimbra, nunca tinham estado

na Quinta das Lágrimas.

Para eles,  e para mim foi um dia mágico.

domingo, 31 de maio de 2009

Vivam as crianças

Amanhã, dia 1 de Junho, comemora-se  o dia da Criança.

Para vocês, com muito amor.

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A criança é mais sábias do que os os grandes sábios e intelectuais adultos.

Quando fala…   inunda-nos de bolhinhas em forma de coração.

Quando sorri… amolece-nos o coração e derrete-o  como se fosse manteiga.

Quando chora… precisamos de um chapéu de chuva  para a alma.

Quando brinca… transforma uma simples pedra num gigante das histórias.

Quando pensa… enche o mundo de balões  coloridos .

Quando dorme… os carneirinhos dos sonhos fazem-nos mé…mé …

Quando está triste…até fazemos piruetas e saltamos montanhas.

Quando nos abraça… as raízes do amor multiplicam-se criando flores vermelhas.

texto de Vanda Furtado Marques

Um muito, muito obrigada, a todas crianças do mundo

sábado, 30 de maio de 2009

O bailado das Borboletas

 

Desde ontem que uma autentica peregrinação de borboletas

atravessa os nossos céus.

Não sei a razão deste fenómeno… mas é lindo, lindo de se ver.

 

Bailado das Borboletas 

 

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Abriram-se as portas minúsculas  das casinhas das árvores.

De cada casa, dez borboletas fofinhas, saíam das suas caminhas.

Sacudiam as suas asas, compunham os seus fatinhos e esticavam

os seus pés delicados.

Puseram-se em posição, ouviu-se o apito… 1,2,3… partida.

Os céus encheram-se de borboletas, que dez a dez , iam crescendo, até ficarem

mil, dois mil, três mil.

Estavam verdadeiramente felizes… podiam finalmente, sentir o sabor do vento,

o quentinho do sol e o cheiro das flores.

Se olhássemos bem… via-se o pozinho de borboleta que se ia soltando.

Cada uma abria o seu saquinho e enchia  o mundo de magia.

Sim, pois todos nós sabemos, que as borboletas são fadas  disfarçadas.

 

escrito por Vanda Furtado Marques

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Fomos à descoberta de Alcobaça

Fui, no dia vinte seis de Maio, com 75 crianças da Escola EB1/JA dos Candeeiros e as respectivas professoras e auxiliares à descoberta de Alcobaça

Começamos no Castelo, que pouco se via , pois o matagal que que o envolvia, era enorme.

Apesar deste contratempo, não desistimos e lá foi a criançada toda, para junto das muralhas ouvir  a Lenda do Castelo e do Ben Almansor.

Depois, como a descer todos os santos ajudam, lá fomos até ao Mosteiro.

Junto dos túmulos contei-lhes a minha história “O Amor de Pedro e Inês – Contado aos Pequenotes”.

Partindo da história fomos descobrir coisas giras nos túmulos.

Como disse uma menina:

          - “Os anjos estão a deitar a Inês na almofada Real.”
ou
          - “O cão que guarda o D. Pedro é grande, porque ele era um rei forte.”

Foi uma visão infantil, mas muito interessante dos túmulos mais belos do mundo inteiro.

Ah!, mas eles queriam mais…
Fomos para o  novo jardim onde se juntam os rios Alcoa e Baça e aí contei-lhes a “Lenda de amor entre o Alcoa e a Baça”. Eles gostaram especialmente da parte em que o Alcoa arrependido, pede à Baça para  que unam as suas águas e passem  a  correr juntos no mesmo leito.

Foi uma experiência lindíssima.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Era uma vez uma princesa de olhos grandes

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Era uma vez uma princesa de olhos grandes.

Por estes olhos ela via mundos e sonhos jamais alcançados.

Quando a princesa arregalava os seus  grandes, grandes olhos parecia que nos engolia .

Ah! e quando entravamos no seu mundo, que força e paixão

nos movia.

Percorríamos túneis e labirintos, subíamos e descíamos

de elevador.

Que vontade dava continuar naquele sobe e desce…

Mas, quando princesa arregalava ainda mais e mais os olhos,

tudo tremelicava e a diversão parava.

Acabava-se a brincadeira e voltávamos cá para fora.

Ás vezes  ficávamos ali horas e horas parados à espera que a princesa se zangasse um bocadinho… mas não muito.

Pois, porque só quando ela se zangava um bocadinho,  é que os seus grandes, grandes olhos se arregalavam uma vez… e a diversão começava.

texto de Vanda Furtado Marques
imagem de Júlio Vanzeler

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Meditar sobre o livro Infantil

Ao comprar um livro infantil, ainda existem mitos e preconceitos à volta desse mesmo livro.

Blog "O Livro Infantil". Visita que vais gostar.

Segundo o Blog “O Livro Infantil”, aqui ficam alguns deles:

Preconceitos quanto ao objecto “livro”:
- só os livros de capa dura têm valor;
- os livros mais finos, de capa mole, não valem a pena;
- não valem o investimento porque podem ser lidos rapidamente numa livraria;
- os livros infantis não valem mais que 5 euros.

Preconceitos quanto ao conteúdo (texto e ilustração):
- os livros infantis são um género menor dentro da literatura;
- são livros fáceis, de conteúdo directo;
- têm uma estrutura interna formatada (no sentido de ser rígida: introdução, desenvolvimento e conclusão);
- devem imitar as obras para adultos;
- é mais importante o texto do que as imagens;
- deve haver uma correspondência directa entre o texto e a imagem;
- há temas tabu;
- as imagens não podem ser assustadoras;
- devem ser coloridas, com recurso a cores “bonitas” (ausência de cores escuras e, em especial, de negro).

Preconceitos quanto ao público a quem se destinam:
- destinam-se unicamente às crianças, ou seja, têm um público-alvo pré-determinado e bem definido (faixa etária);
- os livros têm uma classificação por género, ou seja, há livros para rapazes e livros para raparigas;
- os pais não lêem livros aos filhos ou não os compram porque as crianças não percebem, não lêem ou não sabem ainda ler; ou então porque as crianças preferem outras coisas;
- os próprios pais não têm tempo para ler aos filhos.

Preconceitos quanto à autoria:
- são assinados por escritores menores e ilustrados por aqueles que não conseguiram ser pintores;
- os livros para crianças não precisam ter grande qualidade global;
- o autor e o ilustrador não têm que estar em contacto, quando fazem o livro;
- os livros infantis são parte de um universo feminino (são as mulheres que se interessam por eles).

Preconceitos quanto aos objectivos:
- os livros infantis têm objectivos didácticos e pedagógicos;
- o grande objectivo dos livros infantis é a transmissão de uma moral;
- a sua concepção obedece sempre a uma finalidade;
- não proporcionam uma leitura literária.

Visita este excelente Blog, que vais gostar, tal como eu adorei.
Eu recomendo-o:
“O Livro Infantil”  -  http://olivroinfantil.blogspot.com/

sábado, 23 de maio de 2009

Teatro “Para sempre era uma vez, o Amor de Pedro e Inês”

É com este esplêndido grupo de teatro, que eu tenho o privilégio de narrar a  peça  “Para sempre era uma vez o amor de Pedro e Inês”Jornal Região de Leiria

“Os ensaios, da peça ‘Para sempre era uma vez, o amor de Pedro e Inês’, decorrem quatro vezes por semana, entre o Mosteiro de Santa Maria [Mosteiro de Alcobaça], auditório Biblioteca Municipal e Cine-teatro.
Bruno, Carla, Felisbela, Hélder, João Carreira, João Murraças, Marco, Fátima, Pedro, Sérgio e Tânia são os utentes do CEERIA que dão voz e corpo às personagens que compõem a história. Juntam-se em palco também Olga Santos, mãe de um dos protagonistas, bem como a escritora Vanda Maria Furtado Marques, que narra a história.
A persistência e dedicação de Sandra Coelho, encenadora e actriz, Rui Clemente, coreógrafo e actor, são as traves mestras deste projecto, que decorre no âmbito de Centro de Actividades Ocupacionais, coordenado por Goreti Peça. Os adereços de cenografia utilizados em palco foram construídos na Oficina de Azulejo, ministrada José Luís Borda.”

notícia retirada da Jornal Região de Cister

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Ser professor é partilhar afectos

Não resisto em contar-vos um lindo episódio que me aconteceu numa aula de História do 9ºano. Estava  a falar do  nascimento da sociedade de consumo, e das consequências nefastas que esta trouxe para o mundo. Nomeadamente, a enorme competição, a insatisfação, o triunfo dos valores economicistas e abismo cada vez maior entre o primeiro e o terceiro mundos.

E estávamos, nós num animado debate, quando um aluno me questionou: - Há lojas e escolas como as nossas em África?

Foi aí que me lembrei de lhes mostrar a fotografia da Fátima, a minha afilhada, que vive em Moçambique, no meio de uma aldeia, perdida no mato.

Tive que passar a fotografia carteira a carteira e eles estavam perplexos, com o local onde ela morava.

Foi, então que eles se conseguiram aperceber, o que era viver no meio do mato, sem escolas como a deles, sem roupa de marcas, sem centros comerciais e televisão e computadores.

Mas o maravilhoso, foi a preocupação deles e a vontade de ajudar e  até acho que alguns, puseram-se pela primeira vez na pele de uma criança africana. Foi uma partilha incrível.

Por tudo isto ira nascer um dia destes a história da “Fátima a menina cor de chocolate”.

Se quiseres saber mais sobre os apadrinhamentos: www.helpo.pt

terça-feira, 19 de maio de 2009

Numerologia nos contos infantis.

A numerologia  funciona, como um elemento  simbólico, nos contos infantis.

Os números mais encontrados são o 3 , 4 e o 12.

O três é associado à sagrada família, à Santíssima  Trindade. A composição do homem (corpo, alma, espírito). As três esferas concêntricas do Universo: natural, humano e divino. Os três ciclos de vida: nascimento, apogeu, morte.

Contos: “Três fios de ouro do cabelo do Diabo”, “Três Porquinhos”, entre outros.

O sete é o número mágico, por excelência. Na Bíblia aparece 77 vezes. No quotidiano, temos os sete dias da semana, sete notas musicais, sete cores do arco-íris, sete pecados mortais. Diz-se que representa a totalidade do Universo em movimento.

Contos: “Os sete cabritinhos”, “Branca de neve e os sete anões”

O número doze é visto como figuração de um ciclo completo, como símbolo da ordem cósmica, ou seja, como perfeita representação do mundo manifestado ordenadamente.  A expressão mais completa do simbolismo do doze é o zodíaco composto por doze signos que são as estações percorridas pelo sol no seu circuito anual.

Contos: “As doze princesas” e “Os doze irmãos”

Se se lembrarem de mais contos, com esta numerologia dêem  uma ajuda.

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