sábado, 17 de outubro de 2009
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Era uma vez…
Os Contos de Fada começam a ser encontrados na Idade Média, época em que eles fazem parte da ORALIDADE, ou seja, eram contados nas redondezas dos palácios, por cegos, mulheres do povo, feiticeiras, e outros .
Nesta época, o povo prestava culto a vários deuses e deusas, época do Paganismo.
Quando surge o Cristianismo, com um único Deus, as crianças da burguesia,vão conhecer além dos Contos, que escutavam nos palácios, a Bíblia. Primeiro, oralmente e, depois escrita.
Os Contos serviam, na época do Feudalismo, como uma compensação para os pobres, porque com o “Maravilhoso”, contido neles, o quotidiano do povo, que era de fome e miséria, era suavizado, através dos elementos simbólicos, como: Fartura de comida, tesouros, vestimentas de luxo, Castelos, que nos Contos, são super valorizados e os pobres não têm acesso a esse universo.
Neste período, as Mulheres do povo, cuidavam da Vida e da Morte. Viviam no Gineceu (clausura feminina) onde fiavam e teciam, além de mexerem com ervas, pois tinham o domínio da cura. Algumas, mais qualificadas, teciam as roupas dos nobres.
A Feiticeira (Bruxa), era muito importante no período do Paganismo, pois representava a senhora dos animais e guardiã dos mortos. Mas no final deste período, deixa de ser Mágica, para ser Traiçoeira. Elas serão perseguidas e queimadas na fogueira da Inquisição. Elas incomodavam os homens da época, pela sua sabedoria. Não foram poupadas
.
Na Idade Média, na literatura celta,vão surgir, as Fadas. Podem ainda encarar o Mal e apresentarem-se como o avesso , isto é, como Bruxas.Vulgarmente se diz que fada e bruxa são formas simbólicas da eterna dualidade da mulher. A Fada vai representar a beleza, a riqueza, a bondade. Serão sempre salvadoras, muitas vezes disfarçadas como “velhas sábias”, “animais falantes”, “caçadores”, “árvores”, e muitos outros disfarces. Servem para amenizar a maldade das Bruxas e das Madrastas nos Contos, além de ajudarem as crianças a diferenciar o Bem do Mal, sem com isso tirar o maniqueísmo dos Contos.
Nota: Os Contos de Fadas, tiveram seu conteúdo modificado, primeiro por Charles Perrault que os contava para as crianças da corte e depois pelos irmãos Grimm, que foram os responsáveis pela divulgação destes contos na Europa e na América
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
E se todos distribuíssemos uns floquinhos!!
Era uma vez uma pequena aldeia…onde o dinheiro não entrava.Tudo o que as pessoas compravam, tudo o que era cultivado e produzido por cada um, era trocado. A coisa mais importante, a coisa mais sublime, era o amor.
Quem nada produzia, quem não possuía coisas que pudessem ser trocadas por alimentos, ou utensílios, dava seu
CARINHO. O CARINHO era simbolizado por um floquinhode algodão.
Muitas vezes, era normal que as pessoas trocassem floquinhos sem querer nada em troca.As pessoas davam seu CARINHO pois sabiam que receberiam outros num outro momento, ou outro dia. Um dia, uma mulher muito má, que vivia fora da aldeia,convenceu um menino a não dar mais os seus floquinhos. Desta forma, ele seria a pessoa mais rica da cidade e teria o que quisesse. Iludido pelas palavras da malvada, o menino,que era uma das pessoas mais populares e queridas da aldeia, passou a juntar CARINHOS e em pouquíssimo tempo, a sua casa estava repleta de floquinhos, o que tornava difícil morar nela.
Quando a cidade já estava praticamente sem floquinhos, as pessoas começaram a guardar o pouco CARINHO que tinham, e toda a HARMONIA da cidade desapareceu.
Surgiram a GANÂNCIA, a DESCONFIANÇA, ROUBO,ÓDIO, a DISCÓRDIA, as pessoas maltrataram-se pela primeira vez e passaram IGNORAR-SE pelas ruas.
Como este menino era muito querido na cidade, foi o primeiro a sentir-se TRISTE e SOZINHO.
O que o fez procurar a velha .
Não a encontrou mas, tomou uma decisão muito séria. Pegou uma grande carroça, colocou todos os seus floquinhos em cima e caminhou por toda a cidade distribuindo aleatoriamente seu CARINHO. A todos que dava CARINHO, apenas dizia: Obrigado por receber meu carinho.
Assim, sem medo de acabar com seus floquinhos, ele distribuiu até o último CARINHO sem receber um só de volta. Sem que tivesse tempo de sentir-se sozinho e triste novamente.
Mas alguém caminhou até ele e lhe deu CARINHO.Um outro fez o mesmo...Mais outro... e outro... até que
definitivamente a aldeia voltou ao normal.
Adaptação de uma história de autor desconhecido
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
O lançamento vai ser adiado
Por questões editoriais o lançamento do livro vai ser adiado.
Assim que tiver novas notícias, volto a colocar no blog
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Era uma vez … o 5 de Outubro
Era uma vez um povo governado por Reis.
Neste país tinha havido Reis muito bons, reis médios e reis maus.
Mas povo sempre os amou e acarinhou.
Só que ultimamente o povo estava com muita fome e dor
e o Rei não estava a ajudar.
As crianças choravam de fome e os seus pais nada tinham para dar.
Mas o Senhor Rei vivia na fartura e luxo nos seus palácios,
esquecia-se que tinha um povo para acarinhar e ajudar.
A população exigia outra forma de governar…
As crianças queriam escolas para estudar.
Os pais queriam empregos para trabalhar.
Entretanto novas ideias surgiam no ar…
A República e a sua nova maneira de pensar.
O povo gostou destas ideias, e cheios de coragem,
uma Revolução fizeram estalar.
Em uníssono entoam vivas: Viva Portugal …Viva a República.
Viva o 5 de Outubro.
Que grandes mudanças… se vão dar em Portugal
A partir de agora a população já podia votar e juntamente com o seu
governante, a uma solução para o país, vão poder encontrar.
Foi o fim da monarquia e José Relvas na janela da Câmara de Lisboa já podia falar.
Viva a Republica, Viva Portugal.
escrito por Vanda Furtado Marques
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Como prover a leitura
Ler livros e contar histórias com as crianças – como formar leitores activos e envolvidos” é o novo título da autora Sylviane A. Rigolet. Integrada na colecção “A par e passo”, da Porto Editora, esta é uma obra que pretende fornecer ao mediador pistas concretas e experimentadas com sucesso para, a par e passo, compartilhar histórias e promover a leitura de livros.
domingo, 20 de setembro de 2009
A menina que não sonhava em azul
Era uma vez uma menina que era azul, como todas as outras meninas
do mundo azul.
Essa menina gostava de pular, saltar, correr, mas tudo acontecia
sempre em tons de azul.
Só que às vezes, a menina sentia o mundo em tons de rosa, e isso
deixava-a muito atrapalhada…ela queria ser igual às outras meninas.
Um dia pensou que devia sofrer de uma doença… talvez fosse rosalite.
Foi aos livros, mas não havia nenhuma doença com esse nome.
Foi então que teve uma ideia brilhante, comprou uns óculos
escuros com lentes azuis.
Que felicidade, finalmente seria igual a todos.
Mas, um dia esbarrou com um menino de olhos
sonhadores .
Conversaram e ambos se aperceberam que eram diferentes.
A menina via tudo em rosa e o menino via tudo em verde.
Ela perguntou ao menino:
- Tu não ficas preocupado de veres tudo verde?
- Eu?, não!.. até acho piada, sou eu próprio.
A menina voltou a dizer:
Achas que não é uma doença?
- Claro que não!..
Pensa no lado divertido das coisas, não é engraçado
os teus olhos colorirem as pessoas de Rosa?
- Não te preocupes demasiado, o mundo é como nós
o construirmos, independente, da cor, tamanho ou medida.
Foi assim, que os dois foram crescendo… livres e felizes.
Quando se tornaram grandes, casaram-se e tiveram
dois filhos: A Rosalite e o Verdite que imaginem…só
viam o mundo a verde e rosa.
Devo vos dizer que estes meninos nunca se queixaram de nada… e que a pouco
e pouco já se abriam brechas no mundo azul.
escrito por Vanda Furtado Marques
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Eu sei que sou sonhadora…
Eu adoro sonhar e sempre que posso levo
uns quilos e litros de sonhos a quem os queira
receber.
A propósito de sonhos deixo-vos aqui uma história
retirada do livro de Augusto Cury “ Nunca desista
dos seus sonhos”
“ Um dia uma crianças chegou diante de um pensador e perguntou-lhe:
- Que tamanho tem o universo? acariciando a cabeça da criança, ele olhou
para o infinito e respondeu:
- O universo tem o tamanho do teu mundo.
Perturbada, ela perguntou novamente: “ que tamanho tem o meu mundo?
O pensador respondeu: “Tem o tamanho dos teus sonhos”
Por isso sonhe, sonhe bem alto… e que grande visão do mundo nos poderemos ter
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
O Poeta Antero de Quental
Andava numa feira do livro quando me deparei com o livro infantil
“ As Fadas " de Antero de Quental.
Fiquei logo com os olhos arregalados, fadas, poesia e Antero de Quental, que
maravilha!!
Li um pouco sobre o poeta e achei que devia partilhar convosco, a alma nobre que
era este Homem “ Antero era um ser profundamente humano, dotado de uma sensibilidade fora
de comum(…),defensor de ideias como fraternidade e solidariedade, em todas as lutas depunha
um intenso amor pelo próximo que lhe vinha do fundo da sua alma.”
Agora deixo-vos um excerto deste poema sublime.
Oh, se esta noite, sonhando
alguma fada, engraçando
comigo( podia ser?)
Me tocasse com a varinha
E fosse minha madrinha,
Mesmo a dormir , sem a ver…
E que amanhã acordasse
E me achasse… eu sei! me achasse
feito um príncipe, um emir!…
Até já imaginando,
Se estão os meus olhos fechando…
Deixa-me já,já dormir!
Antero de Quental
sábado, 5 de setembro de 2009
Vamos ser felizes
As Bem-Aventuranças dos contadores de histórias
1. Feliz de ti que contas histórias a quem contigo caminha, porque quem te escuta encontrará mais facilmente a rota da sua vida e a estrela polar que faz ver o essencial, apesar das noites da existência.
2. Feliz de ti que te deixas envolver pelas histórias que contas, porque entenderás e viverás o que narras e fecundarás as sementes presentes no coração de quem se deixar contagiar pelas tuas palavras.
3. Feliz de ti que recrias as histórias que te contam ou que lês, porque serás continuamente renovado pelas pegadas e pela força das pessoas, dos factos e das imagens que reinventas.
4. Feliz de ti que dás importância ao modo como contas e ao impacto que as tuas palavras produzem, porque de dentro de ti jorrará uma fonte de alegria, de esperança e de vida.
5. Feliz de ti que comunicas fundamentalmente com a vida e através de factos, histórias e parábolas, porque deixarás a tua marca em novos e velhos, em sábios e em simples.
6. Feliz de ti que escreves com letras de ouro a tua história, porque perpetuar-te-ás através dos teus gestos sinceros de amizade, de solidariedade e de serviço.
7. Feliz de ti que tens na tua vida momentos de silêncio, porque escutarás a sabedoria presente no baú da tua memória e transmitirás com autenticidade as verdades da vida.
8. Feliz de ti que aprendes a arte de contar histórias de vida, porque os teus passos e os momentos da tua existência serão uma parábola viva nos valores eternos.