terça-feira, 3 de novembro de 2009

Temos que nos preocupar com o cultivo das qualidades humanas.

 

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Vamos agora olhar para nossa história enquanto civilização: o que vemos? Vemos que o homem, principalmente no último século, concentrou-se muito no desenvolvimento da ciência e tecnologia, o que sem dúvida melhorou nossas condições materiais de vida. Porém, visando o conforto exterior, o ser humano foi deixando de lado seu plano interior, esquecendo-se que é corpo, mente e espírito (MORAES,2003).
Esse enfoque tecnicista fragmentou a educação, priorizando o acúmulo de conhecimento, a competição cerrada, o que provocou uma desestruturação do ser humano que, por sua vez, se reflecte na realidade violenta de nossa sociedade. Estamos no meio de uma perigosa crise de valores.
E assim vamos abrindo caminho para a violência que, sorrateira, nos espreita. Muitos são os flagrantes de intolerância, frieza, transgressão da ética e moral.  As nossas crianças estão perdidos porque muitos de nós, adultos, também perdemos o rumo, sem saber para onde ir no rumo da vida. É como se a tênue linha divisória entre o bem e o mal, entre o certo e o errado se  estivesse  apagando.
Então culpamos o stress do quotidiano, a má influência dos media, as más companhias, drogas, pobreza, imoralidade... É claro que tudo isso contribui para o quadro actual. Mas por que, por exemplo, nossos jovens estão infelizes, buscando auto-realização no limite, no extremo e perigoso, no comportamento desregrado? Por que nossas crianças têm apresentado comportamentos com os quais não sabemos lidar, cada vez mais rotulados como hiperatividade, déficit de atenção, depressão, transtorno de separação na infância, ansiedade infantil, sendo essas crianças medicadas cada vez mais prematuramente?
Isso tudo é sinal de que nós, adultos, estamos falhando em algum lugar na formação adequada do carácter deles.
Quando questionamos estas coisas, devemos compreender que o comportamento de nossos pequenos é um reflexo da formação recebida em casa e na escola, da falta de respeito pelo outro, do desconhecimento de limites, da ausência de disciplina e da inversão de valores presente na nossa sociedade que gera desestruturação nos nossos lares e com a qual acabamos por nos habituar.
Se a educação que fornecemos às nossas crianças enfatiza o desenvolvimento intelectual sem se preocupar com o cultivo das qualidades humanas, os meios de comunicação levam os indivíduos a modos padronizados de pensar, de agir, de consumir. Um grande domínio é assim exercido sobre nós, pequenos e grandes, e então paramos de questionar! (MOWEN, 2003).

sábado, 31 de outubro de 2009

Ao grande poeta Carlos Drummond de Andrade...

É muito bom quando temos amigos que nos mandam coisas lindas como estas…

Obrigado.

 

 

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A incapacidade de ser verdadeiro

Paulo tinha fama de mentiroso. Um dia chegou em casa dizendo que vira no campo dois dragões-da-independência cuspindo fogo e lendo fotonovelas.

A mãe botou-o de castigo, mas na semana seguinte ele veio contando que caíra no pátio da escola um pedaço de lua, todo cheio de buraquinhos, feito queijo, e ele provou e tinha gosto de queijo. Desta vez Paulo não só ficou sem sobremesa como foi proibido de jogar futebol durante quinze dias.

Quando o menino voltou falando que todas as borboletas da terra passaram pela chácara de Siá Elpídia e queriam formar um tapete voador para transportá-lo ao sétimo céu, a mãe decidiu levá-lo ao médico. Após o exame, o Dr. Epaminondas abanou a cabeça:

- Não há nada a fazer. Este menino é mesmo um caso de poesia.

Carlos Drummond de Andrade, Contos Plausíveis

Divulgação da nossa História de Portugal

 

Como escritora e contadora de histórias quero continuar a levar a magia da nossa História de Portugal a todos os cantos do país. Com uns bons pós de perlimpimpim e umas histórias de encantar, as nossas crianças vão descobrindoo quanto maravilhoso existe na História do nosso país

Todo o Projecto "Contado aos Pequenotes" nasceu de uma profunda convicção, que se tornou na Essência que norteia todas as minhas iniciativas relativas a este projecto.

Essa Essência é constituída por Seis Pontos Basilares que gostava de partilhar contigo:

  1. Contar episódios da nossa História de Portugal com uma linguagem simples, encantada e carinhosa, de forma a levar as crianças a descobrir a riqueza da nossa cultura.
  2. Levar as crianças a Descobrir Valores que cada vez mais se vão desvanecendo na nossa sociedade.
    No "O Amor de Pedro e Inês" abordei a importância do amor incondicional;
    No "O Milagre de Isabel e Dinis" a partilha e a gratidão; e
    Nos restantes livros da colecção outros valores vão imergindo.
  3. Abordar a História do Ponto de Vista Feminino ao demonstrar que as Rainhas tiveram um papel fulcral na nossa História e que juntamente com um grande Rei existiu sempre uma grande Rainha.
  4. Permitir que as crianças vejam o Lado Humano dos Reis e Rainhas e que isso lhe possibilite descobrir que as decisões e os actos por eles realizados também lhes criaram indecisões, dúvidas, ódio e sacrifícios e transformações.
    No fundo através destas histórias as crianças poderão rever-se a si e aos outros.
  5. Levar as crianças, e respectivas famílias, a Visitarem os nossos Monumentos e Locais Históricos descobrindo-os e vendo-os sob uma nova perspectiva, já influenciada pelos pontos anteriores.
    Isto é, sabendo que todas as pedras que os constituem, foram testemunhas das histórias e vidas reais de seres humanos, que através das suas acções os levaram a ser importantes para aquilo que somos hoje como povo e como pessoas.
  6. Oferecer às crianças Encantamento e Magia, pois é muito mais fácil cativar as crianças para o Mundo da História através da linguagem dos contos de fadas.

Se quiserem a minha colaboração nas vossas Escolas ou Bibliotecas, contactem-me.

Obrigado

Vanda Furtado marques

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

O D. Fuas foi à Escola

 

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Fui hoje à EB1 de Turquel contar a história do D. Fuas Roupinho.

Contei-lhes a vida fascinante deste cavaleiro e de como ele era o mais

forte e bravo cavaleiro de toda a Península Ibérica.

Depois estivemos a conversar e as crianças quiseram colocar algumas questões

pertinentes e curiosas:

Oh! Vanda o D. Fuas nunca perdia a Chave do Castelo?

OD. Fuas usava arco e flecha ou era sempre uma espada?

Ele também salvava princesas ? ou só lutava contra os maus?

Nós ainda podemos ver a Nossa Senhora na Nazaré?

Os cascos dos cavalos ainda estão nas rochas?

O D. Fuas andava sozinho ou andava com os amigos?

Quem contou pela primeira vez a história do D. Fuas?

O deus dos mouros era diferente dos dos portugueses?

 

Perante tanta curiosidade fiquei muito satisfeita! 

missão cumprida…

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

A Lenda do D. Fuas vista pelas crianças

 

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Lenda recontada pelas crianças do jardim de Infância do Agrupamento de Porto de Mós

O cavaleiro D. Fuas Roupinho gostava de caçar. Um dia foi à caça e tinha uma espada e uma seta.

Ele foi caçar para o lado da Nazaré e no caminho, encontrou um veado.

Ele não apanhou o veado, porque o veado era esperto e foi para o mar.

O cavalo estava na beira da rocha, mas não caiu.

O boné de D. Fuas “Roupeiro” (Roupinho) caiu, quando ele travou o cavalo e disse:

- “Ajuda-me Nossa Senhora da Nazaré”

A Mãe de Jesus ajudou a parar o cavalo.

E o D. Fuas e o cavalo não caíram no mar.

Vamos conhecer melhor o Grande Cavaleiro, D. Fuas Roupinho

 

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Sinopse

Era uma vez…um cavaleiro com um coração verdadeiro chamado D. Fuas Roupinho. Era o mais forte e corajoso cavaleiro de todo o reino de Portugal. Foi, por isso, o eleito por Deus para lutar contra o mal.

Nossa Senhora concedeu-lhe um milagre e o grande D. Fuas foi salvo para tudo poder contar.

sábado, 17 de outubro de 2009

Bons momentos entre as crianças

 

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sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Era uma vez…

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Os Contos de Fada começam a ser encontrados na Idade Média, época em que eles fazem parte da ORALIDADE, ou seja, eram contados nas redondezas dos palácios, por cegos, mulheres do povo, feiticeiras, e outros .
Nesta época, o povo prestava culto a  vários deuses e deusas, época do Paganismo.
Quando surge o Cristianismo, com um único Deus, as crianças da burguesia,vão conhecer além dos Contos, que escutavam nos palácios, a Bíblia. Primeiro, oralmente e, depois escrita.
Os Contos serviam, na época do Feudalismo, como uma compensação para os pobres, porque com o “Maravilhoso”, contido neles, o quotidiano do povo, que era de fome e miséria, era suavizado, através dos elementos simbólicos, como: Fartura de comida, tesouros, vestimentas de luxo, Castelos,  que nos Contos, são super valorizados e os pobres não têm acesso a esse universo.
Neste período, as Mulheres do povo, cuidavam da Vida e da Morte. Viviam no Gineceu (clausura feminina) onde fiavam e teciam, além de mexerem com ervas, pois tinham o domínio da cura. Algumas, mais qualificadas, teciam as roupas dos nobres.
A Feiticeira (Bruxa), era muito importante no período do Paganismo, pois representava a senhora dos animais e guardiã dos mortos. Mas no final deste período, deixa de ser Mágica, para ser Traiçoeira. Elas serão perseguidas e queimadas na fogueira da Inquisição. Elas incomodavam os homens da época, pela sua sabedoria. Não foram poupadas

.
Na Idade Média, na literatura celta,vão surgir, as Fadas. Podem ainda encarar o Mal e apresentarem-se como o avesso , isto é, como Bruxas.Vulgarmente se diz que fada e bruxa são formas simbólicas da eterna dualidade da mulher. A Fada vai representar a beleza, a riqueza, a bondade. Serão sempre salvadoras, muitas vezes disfarçadas como “velhas sábias”, “animais falantes”, “caçadores”, “árvores”, e muitos outros disfarces. Servem para amenizar a maldade das Bruxas e das Madrastas nos Contos, além de ajudarem as crianças a diferenciar o Bem do Mal, sem com isso tirar o maniqueísmo dos Contos.


Nota: Os Contos de Fadas, tiveram seu conteúdo modificado, primeiro por Charles Perrault que os contava para as crianças da corte e depois pelos irmãos Grimm, que foram os responsáveis pela divulgação destes contos na Europa e na América

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

E se todos distribuíssemos uns floquinhos!!

 

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Era uma vez uma pequena aldeia…onde o dinheiro não entrava.Tudo o que as pessoas compravam, tudo o que era cultivado e produzido por cada um, era trocado. A coisa mais importante, a coisa mais sublime, era o amor.

Quem nada produzia, quem não possuía coisas que pudessem ser trocadas por alimentos, ou utensílios, dava seu
CARINHO.  O CARINHO era simbolizado por um floquinhode algodão.

Muitas vezes, era normal que as pessoas trocassem floquinhos sem querer nada em troca.As pessoas davam seu CARINHO pois sabiam que receberiam outros num outro momento, ou outro dia. Um dia, uma mulher muito má, que vivia fora da aldeia,convenceu um  menino a não dar mais os seus floquinhos. Desta forma, ele seria a pessoa mais rica da cidade e teria o que quisesse.  Iludido pelas palavras da malvada, o menino,que era uma das pessoas mais populares e queridas da aldeia, passou a juntar CARINHOS e em pouquíssimo tempo, a sua casa estava repleta de floquinhos, o que tornava difícil morar nela.

Quando a cidade já estava praticamente sem floquinhos, as pessoas começaram a guardar o pouco CARINHO que tinham, e toda a HARMONIA da cidade desapareceu.

Surgiram a GANÂNCIA, a DESCONFIANÇA, ROUBO,ÓDIO, a DISCÓRDIA, as pessoas  maltrataram-se pela primeira vez e passaram IGNORAR-SE pelas ruas.

Como este menino era muito querido na cidade, foi o primeiro a sentir-se TRISTE e SOZINHO.

O que o fez procurar a velha .
Não a encontrou mas,  tomou uma decisão muito séria. Pegou uma grande carroça, colocou todos os seus floquinhos em cima e caminhou por toda a cidade distribuindo aleatoriamente seu CARINHO. A todos que dava CARINHO, apenas dizia: Obrigado por receber meu carinho.

Assim, sem medo de acabar com seus floquinhos, ele distribuiu até o último CARINHO sem receber um só de volta. Sem que tivesse tempo de sentir-se sozinho e triste novamente.

Mas alguém caminhou até ele e lhe deu CARINHO.Um outro fez o mesmo...Mais outro... e outro... até que
definitivamente a aldeia voltou ao normal.

Adaptação de uma história de autor desconhecido

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

O lançamento vai ser adiado

 

Por questões editoriais o lançamento do livro vai ser adiado.

Assim que tiver novas notícias, volto a colocar no blog

 

 

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