domingo, 15 de novembro de 2009

Quem resiste a este D. Fuas?

 

D. FUAS ROUPINHO

A pedido da Professora e escritora Vanda fiz mais um boneco com História.
Desta vez é o Cavaleiro D. Fuas Roupinho e o seu cavalo, Alcaide do Castelo de Porto de Mós, que segundo diz a lenda , quando perseguia um veado no Sítio da Nazaré onde caçava, o animal  saltou o precipício e ele aterrorizado disse:
- Valha-me a Nossa Senhora da Nazaré!
Nossa Senhora apareceu-lhe e assim se salvou o  cavalo e cavaleiro  de cair no precipício do mar.
Esta é a lenda, que a Vanda escreveu  para contar às crianças.
Este boneco serve para ilustrar quando ela vai às escolas contar a história.

Publicada por Guida em 11/14/2009 0 Bonecas

Etiquetas: Bonecos com História

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

As meninas que distribuíam corações

 

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Há muitos, muitos anos quando nós ouviamos e respeitavamos os conselhos da mãe-terra,

tudo era tão mágico.

O sol , todos os dias acordava com um sorriso de orelha a orelha, mesmo naqueles dias, em que era a irmã

chuva que tinha o privilégio de subir ao céu.

Cada um sabia esperar pela sua vez, até faziam filinha, como na Escola.

Imaginem só, que até havia o dia da chuva de corações.

Ah!.. mas esse dia era aguardado com grande ansiedade e emoção.

Nesse dias as meninas do mundo mágico, levavam cestinhas com laçinhos rosa, e corriam pela rua fora.

Quando os corações amarelos, vermelhos e cor-de rosa tocavam no chão, já havia um grupo de meninas

a aninhá-los nos seus cestinhos.

Depois, cada uma oferecia um coração … a quem precisava de amor , gratidão e paz na sua vida.

Nesse dia aconteciam verdadeiros milagres… aquelas pessoas que estavam sempre zangadas, rasgavam

sorrisos, aquelas que viviam tristes e sozinhas, descobriam  que afinal podiam ser felizes e até aquelas

que acham que tudo se resolve com a guerra,  baixavam as armas e agitavam bandeiras de paz.

Pois, mas tudo isto acontecia, quando nós sabiamos ouvir a sabedoria da mãe- terra.

escrito e criado por Vanda Furtado Marques
ilustração de Sara Teixeira- ver blog. wwwsaranaluablogspot.com

terça-feira, 10 de novembro de 2009

O Principezinho

 

Se gosta do Principezinho, agora poderá deliciar-se com a versão em Pop-up.

 

Sinopse: O Principezinnho - O Grande Livro Pop-up é uma das edições mais bonitas alguma vez publicadas da obra-prima de Saint-Exupéry. Nela a narrativa ganha uma nova vida, e as maravilhosas aguarelas do autor são investidas de um movimento e de uma graciosidade tais que se tornam ainda mais próximas do leitor. O principezinho, a rosa, a raposa surgem diante dos nossos olhos mais vivos e reais que nunca, prontos para arrebatar o espírito encantado das crianças e o de todos os adultos que conservam ainda intacta essa mesma capacidade de encantamento perante a beleza pura que envolve e ilumina a obra de Saint-Exupéry. 

domingo, 8 de novembro de 2009

A fadinha delicada

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Era uma vez…

Uma fada linda e delicada como porcelana da China

As roupas que vestia eram cosidas com fios de oiro e prata, vindos do interior de África.

Os seus cabelos eram penteados com pentes de marfim, vindos da Índia.

E os sapatinhos vermelhos, eram feitos de manteiga da Holanda.

Esta fada era  tão delicada que quando o vento soprava forte..VUUU…VUUU…VUUU

dava cambalhotas e pinos sem parar.

Quando a fadinha decidia bricar na rua, todos ficavam inquietos.

-Ai! se o vento forte a leva…

-Ui!  se os seus pés delicados pisam o chão…

Ih! se o seu vestido se amarrota…

Era divertido a valer, ver como todo o reino das fadas mimava a fadinha delicada.

As papoilas esticavam-se para que os sapatinhos de manteiga não tocassem o chão.

O sol aproveitava para pôr a conversa em dia com ovento, não fosse ele lembrar-se de soprar.

As borboletas com as suas maozinhas de pó de perlimpimpim iam ajeitando o vestido, não

fosse ele ficar amarrotado.

Esta azáfama só parava quando a fadinha , já de noite, bem escurinho, regressava a casa.

Nessa altura todos suspiravam..ufa, ufa , agora  podemos descansar.

Mas esperem … que o lufa-lufa ainda não acabou.

A fadinha  estava no quarto, a vestir a camisa de dormir, quando pelo canto do olho

viu a lua tão grande e gorda , que não resistiu…

Abriu a janela e assobiou para a lua… uiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii

Que confusão se criou naquela noite!!.

Afinal, como é que um ser tão delicado como a porcelana, pode ter um assobio tão forte e alto que até arrepiou os cabelos  lua?

escrito e criado por Vanda Furtado Marques
ilustração de Rebeca Dautremer

sábado, 7 de novembro de 2009

Como as Histórias criam laços entre nós

 

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Da boca do adulto ao ouvido da criança, os contos são as primeiras confidências
filosóficas. Pela primeira vez, a criança vive a experiência do universal: ultrapassa as fronteiras
estreitas do “eu”, o gueto do “ego”… As histórias criam uma ponte entre nós e os outros e
fazem-nos sair do casulo do nosso pequeno mundo.
Tornar-se adulto, escreve acertadamente Albert Jacquart no prefácio de Qui a lu petit lira
grand :" é ser-se introduzido num novelo de encontros. Sim, a leitura, aberta ao outro, cria um
extraordinário mundo de encontros, porque convida à empatia e à emoção”.

 

A  palavra-chave: emoção. É também aquela que diferencia a história do discurso
moralizador. Não se imagina a que ponto o livro é capaz de transmitir emoção. À medida que as
crianças o vão folheando, sentem a revolta da Cinderela, o medo de Branca de Neve, choram ao
ouvirem o que diz a menina dos fósforos (que lhes fala também de Deus e do que está para além
da morte).
Esta ebulição de sentimentos e emoções está bem descrita pelas palavras de  Daniel
Pennac*   em Comme un roman: Satisfação imediata e exclusiva das nossas
sensações: a imaginação expande-se, os nervos vibram, o coração bate apressado, a
adrenalina sobe...

*Daniel Pennac, Comme un roman, Paris, Gallimard, 1995.

Para saber mais sobre os contos de fadas

 

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Para quem gostar deste tema vou deixar aqui bibliografia:

 

-“Psicanálise dos Contos de Fadas” de Bruno Bettelheim , Bertrand Editora

-“No Reino das Fadas” de Maria ConceiçãoCosta , Editora Fim de Século

-“ Mulheres que correm como os lobos”de Clarissa Pinkola Estes editora Rocco

-“ Pedagogias do Imaginário”     editora  Asa

- “ A Arte de Contar Histórias” de Navcy Mellon,  editora Rocco

- “Gostosuras e Bobices” de Fanny Ardant, editora scipione

Retirados da internet:

Sobre fantasias e os contos de fadas de Sónia Porto Machado

Contos de Fadas: Histórias para crianças ou metáforas da vida humana?

Vera Lúcia Soares Chvatal

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Os meus livros e a estrutura dos contos de Fadas

 

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Cada vez que escrevo uma história para as crianças  tento  orientar-me  pela  estrutura dos

contos de Fadas.

Os contos de Fadas são cruciais para a formação emocional da criança, pois ajudam

as crianças a encontrar soluções para os conflitos que elas vivem no dia a dia.

Uma criança ao ouvir um conto clássico, está ouvindo não só os seus conflitos, mas os

de todos os seres humanos. Com estas histórias , a criança pode identificar-se com o heroi

e sentir-se forte para lutar, apesar dos obstáculos que vão surgindo pelo caminho.

A criança apercebe-se que vale a pena lutar, pois no final emergirá a vitória.

A estrutura dos contos de fadas dão ainda às crianças a possibilidade de perceberem

que nós nem sempre conseguimos ser bons, às vezes somos como feras.

Nos contos clássicos, as bruxas, as feras e outros seres permitem que as crianças exorcizem

o seu medo de ser maus.

Outra  grande vantagem destas histórias é o  uso  da  linguagem simbólica que as crianças tão bem percebem e que por não ser demasiado explicita, permite-lhes compreender  e   resolver   muitos  dos seus anseios.

 

Segundo Bruno Bettelheim-“ os  contos servem como alívio de todas as pressões e não só oferece formas de resolver os problemas, mas promete uma solução feliz. Também possibilita a criança viver papéis de todas as matizes:ora é herói, ora é bandido; ora é um principe, ora é um monstro… assim vai exprimentando e optando por aquele que mais se identifica e vivendo emoções na pele de todos os personagens.

O pael dos contos de fadas é colocar alguma ordem no caos interno da sua mente de modo a poder entender-se melhor.”

Analisando os meus livros:

 

No” Amor de Pedro e Inês”, temos o herói que é  D. Pedro, que teve de passar por grandes privações,obstáculos, lutas e contenções   para   um dia poder encontrar-se com o seu grande amor, Inês de Castro.

No” Milagre de Isabel e Dinis”, temos uma menina muito nova que vai ter que ser rainha e assumir uma enorme responsabilidade.

Isabel vai ainda  ter que  ultrapassar  um   grande conflito interior- ajudar os mais pobres ou obedecer, ao Rei,  o seu marido. Neste caso vamos ter a intervenção de uma solução mágica, o milagre das rosa que vai despoletar  toda a acção e resolver a história.

Na” Padeira de Aljubarrota” temos uma heroína diferente do que era normal para a época, feia, aventureira e com seis dedos em cada mão. Para triunfar  teve de tomar uma serie   de decisões  na sua vida.  Por ser uma mulher decidida e ouvir a voz do coração  teve  um   papel crucial na nossa História de Portugal

No” D. Fuas Roupinho” temos a história  de um cavaleiro  que era forte e corajoso e que um dia ao encontrar a imagem da Nossa Senhora, se tornou invencível.  Porém ele tinha mostrar que também era forte espiritualmente e que não se iria deslumbrar.

Assim D.Fuas foi posto à prova pelas forças do mal.

Com um bom final , o Bem triunfa sobre o Mal e o cavaleiro é salvo pela sua fé interior.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Sabedoria infantil

 

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- Relâmpago é um barulho rabiscando o céu.

- Palhaço é um homem todo pintado de piadas.

- Sono é saudade de dormir.

- Arco-íris é uma ponte de vento.

- Deserto é uma floresta sem árvores.

- Felicidade é uma palavra que tem música.

- Vento é ar com muita pressa.

- Cobra é um bicho que só tem rabo.

- Alegria é um palhacinho no coração da gente.

- Avestruz é a girafa dos passarinhos.

- Calcanhar é o queixo do pé.

O encantamento nas crianças

 

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Hoje fui contar a história do D. Fuas e normalmente caracterizo-me de princesa.

Contei-lhes que  tive o privilégio de conhecer o D. Fuas, e por eles ser um grande amigo,

honrou-me com a responsabilidade de guardar o elmo e a espada, com que ele lutava contra os maus.

Depois envolvio-os na história deste grande cavaleiro e eles de olhitos esbugalhados iam ouvindo

atentamente a história.

Ainda os armei cavaleiros, e meninos e meninos quiseram exprimentar o elmo e pegar na espada

de esponja( para eles era verdadeira).

Entretanto os meninos foram lanchar e eu despi a pele de princesa e vesti-me de Vanda.

Quando cheguei ao pé deles olhavam-me muito atentos, até que uma mennina me disse:

- Ah!, mas afinal tu és uma pessoa?

Dizia um outro:

És ou não uma princesa?

 

Esta magia que as crianças possuiem dentro delas , deixa-me maravilhada

Temos que nos preocupar com o cultivo das qualidades humanas.

 

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Vamos agora olhar para nossa história enquanto civilização: o que vemos? Vemos que o homem, principalmente no último século, concentrou-se muito no desenvolvimento da ciência e tecnologia, o que sem dúvida melhorou nossas condições materiais de vida. Porém, visando o conforto exterior, o ser humano foi deixando de lado seu plano interior, esquecendo-se que é corpo, mente e espírito (MORAES,2003).
Esse enfoque tecnicista fragmentou a educação, priorizando o acúmulo de conhecimento, a competição cerrada, o que provocou uma desestruturação do ser humano que, por sua vez, se reflecte na realidade violenta de nossa sociedade. Estamos no meio de uma perigosa crise de valores.
E assim vamos abrindo caminho para a violência que, sorrateira, nos espreita. Muitos são os flagrantes de intolerância, frieza, transgressão da ética e moral.  As nossas crianças estão perdidos porque muitos de nós, adultos, também perdemos o rumo, sem saber para onde ir no rumo da vida. É como se a tênue linha divisória entre o bem e o mal, entre o certo e o errado se  estivesse  apagando.
Então culpamos o stress do quotidiano, a má influência dos media, as más companhias, drogas, pobreza, imoralidade... É claro que tudo isso contribui para o quadro actual. Mas por que, por exemplo, nossos jovens estão infelizes, buscando auto-realização no limite, no extremo e perigoso, no comportamento desregrado? Por que nossas crianças têm apresentado comportamentos com os quais não sabemos lidar, cada vez mais rotulados como hiperatividade, déficit de atenção, depressão, transtorno de separação na infância, ansiedade infantil, sendo essas crianças medicadas cada vez mais prematuramente?
Isso tudo é sinal de que nós, adultos, estamos falhando em algum lugar na formação adequada do carácter deles.
Quando questionamos estas coisas, devemos compreender que o comportamento de nossos pequenos é um reflexo da formação recebida em casa e na escola, da falta de respeito pelo outro, do desconhecimento de limites, da ausência de disciplina e da inversão de valores presente na nossa sociedade que gera desestruturação nos nossos lares e com a qual acabamos por nos habituar.
Se a educação que fornecemos às nossas crianças enfatiza o desenvolvimento intelectual sem se preocupar com o cultivo das qualidades humanas, os meios de comunicação levam os indivíduos a modos padronizados de pensar, de agir, de consumir. Um grande domínio é assim exercido sobre nós, pequenos e grandes, e então paramos de questionar! (MOWEN, 2003).

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