domingo, 15 de novembro de 2009

Fim de Semana de solidariedade

Foi com muita satisfação que eu e a minha colega Patrícia, e um grupo de alunos maravilhosos,  colaborámos  na recolha do Sorriso Amigo em Turquel, onde a adesão foi fantástica.

Ainda bem que temos  grupo de professoras e de alunos de boa vontade a trabalhar nesta Associação de Voluntariado.

Para quem não conhece o Sorriso Amigo, aqui fica alguma informação :

“A Associação de Solidariedade Sorriso Amigo volta este fim-de-semana, 14 e 15 de Novembro, aos supermercados das freguesias da Benedita, Turquel e Vimeiro para a segunda ronda da sua campanha de angariação de alimentos.
Associação está a recolher alimentos para depois fazer cabazes que serão entreguesas famílias mais carenciadas da freguesia.
Trabalhando em cooperação com o Externato Cooperativo da Benedita, o Sorriso Amigo tem como objectivo ajudar os alunos mais carenciados, e suas famílias, bem como idosos e outras famílias das freguesias referidas. “

Quem resiste a este D. Fuas?

 

D. FUAS ROUPINHO

A pedido da Professora e escritora Vanda fiz mais um boneco com História.
Desta vez é o Cavaleiro D. Fuas Roupinho e o seu cavalo, Alcaide do Castelo de Porto de Mós, que segundo diz a lenda , quando perseguia um veado no Sítio da Nazaré onde caçava, o animal  saltou o precipício e ele aterrorizado disse:
- Valha-me a Nossa Senhora da Nazaré!
Nossa Senhora apareceu-lhe e assim se salvou o  cavalo e cavaleiro  de cair no precipício do mar.
Esta é a lenda, que a Vanda escreveu  para contar às crianças.
Este boneco serve para ilustrar quando ela vai às escolas contar a história.

Publicada por Guida em 11/14/2009 0 Bonecas

Etiquetas: Bonecos com História

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

As meninas que distribuíam corações

 

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Há muitos, muitos anos quando nós ouviamos e respeitavamos os conselhos da mãe-terra,

tudo era tão mágico.

O sol , todos os dias acordava com um sorriso de orelha a orelha, mesmo naqueles dias, em que era a irmã

chuva que tinha o privilégio de subir ao céu.

Cada um sabia esperar pela sua vez, até faziam filinha, como na Escola.

Imaginem só, que até havia o dia da chuva de corações.

Ah!.. mas esse dia era aguardado com grande ansiedade e emoção.

Nesse dias as meninas do mundo mágico, levavam cestinhas com laçinhos rosa, e corriam pela rua fora.

Quando os corações amarelos, vermelhos e cor-de rosa tocavam no chão, já havia um grupo de meninas

a aninhá-los nos seus cestinhos.

Depois, cada uma oferecia um coração … a quem precisava de amor , gratidão e paz na sua vida.

Nesse dia aconteciam verdadeiros milagres… aquelas pessoas que estavam sempre zangadas, rasgavam

sorrisos, aquelas que viviam tristes e sozinhas, descobriam  que afinal podiam ser felizes e até aquelas

que acham que tudo se resolve com a guerra,  baixavam as armas e agitavam bandeiras de paz.

Pois, mas tudo isto acontecia, quando nós sabiamos ouvir a sabedoria da mãe- terra.

escrito e criado por Vanda Furtado Marques
ilustração de Sara Teixeira- ver blog. wwwsaranaluablogspot.com

terça-feira, 10 de novembro de 2009

O Principezinho

 

Se gosta do Principezinho, agora poderá deliciar-se com a versão em Pop-up.

 

Sinopse: O Principezinnho - O Grande Livro Pop-up é uma das edições mais bonitas alguma vez publicadas da obra-prima de Saint-Exupéry. Nela a narrativa ganha uma nova vida, e as maravilhosas aguarelas do autor são investidas de um movimento e de uma graciosidade tais que se tornam ainda mais próximas do leitor. O principezinho, a rosa, a raposa surgem diante dos nossos olhos mais vivos e reais que nunca, prontos para arrebatar o espírito encantado das crianças e o de todos os adultos que conservam ainda intacta essa mesma capacidade de encantamento perante a beleza pura que envolve e ilumina a obra de Saint-Exupéry. 

domingo, 8 de novembro de 2009

A fadinha delicada

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Era uma vez…

Uma fada linda e delicada como porcelana da China

As roupas que vestia eram cosidas com fios de oiro e prata, vindos do interior de África.

Os seus cabelos eram penteados com pentes de marfim, vindos da Índia.

E os sapatinhos vermelhos, eram feitos de manteiga da Holanda.

Esta fada era  tão delicada que quando o vento soprava forte..VUUU…VUUU…VUUU

dava cambalhotas e pinos sem parar.

Quando a fadinha decidia bricar na rua, todos ficavam inquietos.

-Ai! se o vento forte a leva…

-Ui!  se os seus pés delicados pisam o chão…

Ih! se o seu vestido se amarrota…

Era divertido a valer, ver como todo o reino das fadas mimava a fadinha delicada.

As papoilas esticavam-se para que os sapatinhos de manteiga não tocassem o chão.

O sol aproveitava para pôr a conversa em dia com ovento, não fosse ele lembrar-se de soprar.

As borboletas com as suas maozinhas de pó de perlimpimpim iam ajeitando o vestido, não

fosse ele ficar amarrotado.

Esta azáfama só parava quando a fadinha , já de noite, bem escurinho, regressava a casa.

Nessa altura todos suspiravam..ufa, ufa , agora  podemos descansar.

Mas esperem … que o lufa-lufa ainda não acabou.

A fadinha  estava no quarto, a vestir a camisa de dormir, quando pelo canto do olho

viu a lua tão grande e gorda , que não resistiu…

Abriu a janela e assobiou para a lua… uiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii

Que confusão se criou naquela noite!!.

Afinal, como é que um ser tão delicado como a porcelana, pode ter um assobio tão forte e alto que até arrepiou os cabelos  lua?

escrito e criado por Vanda Furtado Marques
ilustração de Rebeca Dautremer

sábado, 7 de novembro de 2009

Como as Histórias criam laços entre nós

 

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Da boca do adulto ao ouvido da criança, os contos são as primeiras confidências
filosóficas. Pela primeira vez, a criança vive a experiência do universal: ultrapassa as fronteiras
estreitas do “eu”, o gueto do “ego”… As histórias criam uma ponte entre nós e os outros e
fazem-nos sair do casulo do nosso pequeno mundo.
Tornar-se adulto, escreve acertadamente Albert Jacquart no prefácio de Qui a lu petit lira
grand :" é ser-se introduzido num novelo de encontros. Sim, a leitura, aberta ao outro, cria um
extraordinário mundo de encontros, porque convida à empatia e à emoção”.

 

A  palavra-chave: emoção. É também aquela que diferencia a história do discurso
moralizador. Não se imagina a que ponto o livro é capaz de transmitir emoção. À medida que as
crianças o vão folheando, sentem a revolta da Cinderela, o medo de Branca de Neve, choram ao
ouvirem o que diz a menina dos fósforos (que lhes fala também de Deus e do que está para além
da morte).
Esta ebulição de sentimentos e emoções está bem descrita pelas palavras de  Daniel
Pennac*   em Comme un roman: Satisfação imediata e exclusiva das nossas
sensações: a imaginação expande-se, os nervos vibram, o coração bate apressado, a
adrenalina sobe...

*Daniel Pennac, Comme un roman, Paris, Gallimard, 1995.

Para saber mais sobre os contos de fadas

 

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Para quem gostar deste tema vou deixar aqui bibliografia:

 

-“Psicanálise dos Contos de Fadas” de Bruno Bettelheim , Bertrand Editora

-“No Reino das Fadas” de Maria ConceiçãoCosta , Editora Fim de Século

-“ Mulheres que correm como os lobos”de Clarissa Pinkola Estes editora Rocco

-“ Pedagogias do Imaginário”     editora  Asa

- “ A Arte de Contar Histórias” de Navcy Mellon,  editora Rocco

- “Gostosuras e Bobices” de Fanny Ardant, editora scipione

Retirados da internet:

Sobre fantasias e os contos de fadas de Sónia Porto Machado

Contos de Fadas: Histórias para crianças ou metáforas da vida humana?

Vera Lúcia Soares Chvatal

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Os meus livros e a estrutura dos contos de Fadas

 

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Cada vez que escrevo uma história para as crianças  tento  orientar-me  pela  estrutura dos

contos de Fadas.

Os contos de Fadas são cruciais para a formação emocional da criança, pois ajudam

as crianças a encontrar soluções para os conflitos que elas vivem no dia a dia.

Uma criança ao ouvir um conto clássico, está ouvindo não só os seus conflitos, mas os

de todos os seres humanos. Com estas histórias , a criança pode identificar-se com o heroi

e sentir-se forte para lutar, apesar dos obstáculos que vão surgindo pelo caminho.

A criança apercebe-se que vale a pena lutar, pois no final emergirá a vitória.

A estrutura dos contos de fadas dão ainda às crianças a possibilidade de perceberem

que nós nem sempre conseguimos ser bons, às vezes somos como feras.

Nos contos clássicos, as bruxas, as feras e outros seres permitem que as crianças exorcizem

o seu medo de ser maus.

Outra  grande vantagem destas histórias é o  uso  da  linguagem simbólica que as crianças tão bem percebem e que por não ser demasiado explicita, permite-lhes compreender  e   resolver   muitos  dos seus anseios.

 

Segundo Bruno Bettelheim-“ os  contos servem como alívio de todas as pressões e não só oferece formas de resolver os problemas, mas promete uma solução feliz. Também possibilita a criança viver papéis de todas as matizes:ora é herói, ora é bandido; ora é um principe, ora é um monstro… assim vai exprimentando e optando por aquele que mais se identifica e vivendo emoções na pele de todos os personagens.

O pael dos contos de fadas é colocar alguma ordem no caos interno da sua mente de modo a poder entender-se melhor.”

Analisando os meus livros:

 

No” Amor de Pedro e Inês”, temos o herói que é  D. Pedro, que teve de passar por grandes privações,obstáculos, lutas e contenções   para   um dia poder encontrar-se com o seu grande amor, Inês de Castro.

No” Milagre de Isabel e Dinis”, temos uma menina muito nova que vai ter que ser rainha e assumir uma enorme responsabilidade.

Isabel vai ainda  ter que  ultrapassar  um   grande conflito interior- ajudar os mais pobres ou obedecer, ao Rei,  o seu marido. Neste caso vamos ter a intervenção de uma solução mágica, o milagre das rosa que vai despoletar  toda a acção e resolver a história.

Na” Padeira de Aljubarrota” temos uma heroína diferente do que era normal para a época, feia, aventureira e com seis dedos em cada mão. Para triunfar  teve de tomar uma serie   de decisões  na sua vida.  Por ser uma mulher decidida e ouvir a voz do coração  teve  um   papel crucial na nossa História de Portugal

No” D. Fuas Roupinho” temos a história  de um cavaleiro  que era forte e corajoso e que um dia ao encontrar a imagem da Nossa Senhora, se tornou invencível.  Porém ele tinha mostrar que também era forte espiritualmente e que não se iria deslumbrar.

Assim D.Fuas foi posto à prova pelas forças do mal.

Com um bom final , o Bem triunfa sobre o Mal e o cavaleiro é salvo pela sua fé interior.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Sabedoria infantil

 

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- Relâmpago é um barulho rabiscando o céu.

- Palhaço é um homem todo pintado de piadas.

- Sono é saudade de dormir.

- Arco-íris é uma ponte de vento.

- Deserto é uma floresta sem árvores.

- Felicidade é uma palavra que tem música.

- Vento é ar com muita pressa.

- Cobra é um bicho que só tem rabo.

- Alegria é um palhacinho no coração da gente.

- Avestruz é a girafa dos passarinhos.

- Calcanhar é o queixo do pé.

O encantamento nas crianças

 

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Hoje fui contar a história do D. Fuas e normalmente caracterizo-me de princesa.

Contei-lhes que  tive o privilégio de conhecer o D. Fuas, e por eles ser um grande amigo,

honrou-me com a responsabilidade de guardar o elmo e a espada, com que ele lutava contra os maus.

Depois envolvio-os na história deste grande cavaleiro e eles de olhitos esbugalhados iam ouvindo

atentamente a história.

Ainda os armei cavaleiros, e meninos e meninos quiseram exprimentar o elmo e pegar na espada

de esponja( para eles era verdadeira).

Entretanto os meninos foram lanchar e eu despi a pele de princesa e vesti-me de Vanda.

Quando cheguei ao pé deles olhavam-me muito atentos, até que uma mennina me disse:

- Ah!, mas afinal tu és uma pessoa?

Dizia um outro:

És ou não uma princesa?

 

Esta magia que as crianças possuiem dentro delas , deixa-me maravilhada

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