sexta-feira, 20 de novembro de 2009

As três irmãs

                                                                                                                         

                                                                                              

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Era uma vez… três irmãs gémeas, filhas do mesmo pai e da mesma mãe.

Só que, uma era morena como os lápis de carvão , a outra era branca como os ursos polares, e a outra ainda, era ruiva como o sol nos dias de verão.

Quando elas nasceram os pais ficaram com os olhos em bico e as bocas torçidas:

- Como era possível as três bebés serem tão diferentes?

De ínicio, ainda tentaram dar algumas explicações meio absurdas:

- Ah!, é de famíla , já o meu irmão teve duas filhas, uma branca e uma amarela!

- Oh, é normal, a mais morena saí a tia-avó, a ruiva ao primo e a branca, é igualzinha a nós.

Com o tempo, as pessoas deixaram de se questionar, e as gémeas foram crescendo forte e sádias.

Tal como eram diferentes por fora, também o eram por dentro.

A morena, adorava o mar, não havia um único dia que não sonhasse  ser sereia.

A branca adorava o frio, não havia um único dia que não sonhasse viver no Polo Norte.

A ruiva adorava a Natureza, não havia um único dia que não sonhasse ser a princesa das flores.

Os pais, por vezes tinham algumas dificuldades em gerir estas diferenças.

Quando chegava ao fim de semana e queriam ir passear juntos, começavam as dificuldades.

-Hoje, vamos à praia , dizia o pai

- Naaaaõ!.. - dizia a branca e a ruiva.

Depois lá vinha a mãe, com uma outra proposta:

- Que tal, irmos fazer um piquenique na floresta?

- Naaaaõ!.. - dizia a branca e a morena!..

Por fim ainda tentaram os dois juntos:

- Vamos patinar no gelo!..

Naaaaõ!..- dizia a ruiva e a morena.

Depois ficavam todas amudas a bater com o pé e com os braços bem cruzados sobre o peito.

Mas como os pais tem uma paciência especial de corrida e sabem fazer milagres do nada,

disseram:

- Já sabemos… hoje vamos à praia de manhã, almoçamos na floresta e à tarde vamos patinar no Gelo!..

-Boa!.. Boa!.. , disseram as três, obrigado mamã, obrigado papá.

Nesta família, todos foram aprendendo a viver com as diferenças e até tirar partido delas.

 

escrita e criada por Vanda Furtado Marques

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

TUDO QUE DEVIA SABER...APRENDI NO JARDIM DE INFÂNCIA!

 

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Hoje veio-me parar às mãos este texto, fique a pensar nele.

Realmente, nós temos tudo dentro de nós, por vezes, só precisamos

de parar um pouco e deixar que os ensinamentos venham à flor da pele.

Não resiste em deixá-lo aqui no blog:

Grande parte das coisas que preciso de saber sobre a vida,

sobre o que fazer e como ser, aprendi no jardim de infância...

A sabedoria, afinal, não estava no topo de uma montanha chamada Universidade

mas sim na caixa de areia da minha escola.

Eis as coisas que aprendi:

a compartilhar... a não fazer batota...

a não magoar os outros... a arrumar o que desarrumei... e a limpar o que sujei.

A não tirar o que não me pertence, a pedir desculpa quando magoo alguém.

A lavar as mãos antes de comer. A puxar o autoclismo.

Aprendi que o leite faz bem à saúde.

Aprendi a aprender, a pensar e também

que desenhar, pintar, cantar e dançar era bom...

a dormir a sesta... a ter cuidado com o trânsito ... a dar a mão, a ser solidário.

Vi a semente a crescer no copo de plástico;

as raízes descem e a planta sobe, embora não saiba porquê, gosta-se.

Os peixes dourados, os hamsters, os ratinhos brancos...

(e mesmo a planta no copo de plástico) morrem. Nós também.

E lembro-me dos primeiros livros, da primeira palavra que aprendi: OLHA!

É isso que tenho feito sempre.

Se todos - em todo o mundo - tivessem tomado

um copo de leite às quatro da tarde,

depois de terem dormido a sesta,

o mundo estaria bem melhor.

Ou se houvesse uma política de base no nosso país - e em todos os outros - de devolver o que não é nosso e de limpar o que sujamos.

E também sei que é verdade, que ainda é verdade,

que no mundo o melhor é dar as mãos...

e ficarmos juntos.

Robert Fulghum

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

O que é preciso para uma criança ser feliz

 

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Mas de que precisam afinal, as nossas crianças, para serem felizese crescerem saudáveis?

De uma Playstation? De um Nintendo? De um plasma gigante no meio da sala,

de um televisor no quarto, de um telemóvel no bolso e de um hipod na mão?

De um “Magalhães” que as torne mais iguais a todos os meninos da escola?

De uma conta bancária que cresça com elas?

De uma Linha telefónica para pedir socorro, quando os pais lhes baterem?

De mais e redobrada protecção contra todos os vírus à solta?

De novas aulas de Educação Sexual, muito precoces, muito explícitas, muito práticas, muito “bem orientadas”, em salas de aula, último grito em equipamento, luz e cor?

De escolas grandes, renovadas, espaçosas, cheias de janelas basculantes, confortáveis auditórios climatizados e modernos ginásios?

Sejamos simples e descomplicados,

Que em tempos de crise – como os nossos - convém resumir as necessidades supérfluas e focarmo-nos no essencial…

Sejamos simples e descomplicados…

Convenhamos que tudo isto pode fascinar, atrair e “encher o olho”…

Até dar votos e pôr as crianças a rir durante algum tempo…

Mas aquilo de que cada criança, verdadeiramente, necessita para ser feliz é de…

Ter um pai e uma mãe que procurem amar-se e entender-se,

Não a prazo, mas para sempre,

Pais com trabalho, sim, mas também com tempo para ser família,

Pais que se esforcem por estar de acordo sobretudo quanto à sua educação…

Que lhe dêem carinho, atenção e segurança,

Que a motivem e apoiem com o seu aplauso e louvor,

Que a corrijam com ternura e firmeza,

Que - se possível - a acompanhem nos seus estudos, dificuldades e progressos,

Que sempre confiem nela,

E que ela possa sempre confiar neles,

Que a preparem para enfrentar perigos e desafios,

Mas não a superprotejam, nem a abafem,

Que lhe ensinem a conquista gradual da liberdade,

mas sempre assente na responsabilidade,

Que a encaminhem para a vida em sociedade,

Facilitando-lhe laços fortes de solidariedade,

Se possível, com irmãos, avós, tios, primos e amigos.

Enfim, que lhe ofereçam diariamente – qualquer que seja a sua idade –

Bons exemplos, valores, convicções e uns braços sempre abertos

Para a acolher e abraçar,

Quando houver dores e tormentas,

ou simples alegrias a partilhar!

(in APFN - Associação Portuguesa de Famílias Numerosas)

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Alerta chocante sobre a fome no mundo

 

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O secretário geral da ONU, Ban Ki- Moon fez um alerta chocante, hoje na cimeira em Roma, cujo

o objectivo é dar um novo impulso contra a fome e subnutrição- “ Só hoje vão morrer de fome cerca

de 17 mil crianças.”

Esta notícia deixa-me extremamente chocada .

Vivemos num mundo tão injusto, onde milhares de  crianças morrem por não ter um único alimento e outras vivem na abundância e não dão valor a nada.

Estas situações fazem-me doer o coração …

domingo, 15 de novembro de 2009

Fim de Semana de solidariedade

Foi com muita satisfação que eu e a minha colega Patrícia, e um grupo de alunos maravilhosos,  colaborámos  na recolha do Sorriso Amigo em Turquel, onde a adesão foi fantástica.

Ainda bem que temos  grupo de professoras e de alunos de boa vontade a trabalhar nesta Associação de Voluntariado.

Para quem não conhece o Sorriso Amigo, aqui fica alguma informação :

“A Associação de Solidariedade Sorriso Amigo volta este fim-de-semana, 14 e 15 de Novembro, aos supermercados das freguesias da Benedita, Turquel e Vimeiro para a segunda ronda da sua campanha de angariação de alimentos.
Associação está a recolher alimentos para depois fazer cabazes que serão entreguesas famílias mais carenciadas da freguesia.
Trabalhando em cooperação com o Externato Cooperativo da Benedita, o Sorriso Amigo tem como objectivo ajudar os alunos mais carenciados, e suas famílias, bem como idosos e outras famílias das freguesias referidas. “

Quem resiste a este D. Fuas?

 

D. FUAS ROUPINHO

A pedido da Professora e escritora Vanda fiz mais um boneco com História.
Desta vez é o Cavaleiro D. Fuas Roupinho e o seu cavalo, Alcaide do Castelo de Porto de Mós, que segundo diz a lenda , quando perseguia um veado no Sítio da Nazaré onde caçava, o animal  saltou o precipício e ele aterrorizado disse:
- Valha-me a Nossa Senhora da Nazaré!
Nossa Senhora apareceu-lhe e assim se salvou o  cavalo e cavaleiro  de cair no precipício do mar.
Esta é a lenda, que a Vanda escreveu  para contar às crianças.
Este boneco serve para ilustrar quando ela vai às escolas contar a história.

Publicada por Guida em 11/14/2009 0 Bonecas

Etiquetas: Bonecos com História

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

As meninas que distribuíam corações

 

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Há muitos, muitos anos quando nós ouviamos e respeitavamos os conselhos da mãe-terra,

tudo era tão mágico.

O sol , todos os dias acordava com um sorriso de orelha a orelha, mesmo naqueles dias, em que era a irmã

chuva que tinha o privilégio de subir ao céu.

Cada um sabia esperar pela sua vez, até faziam filinha, como na Escola.

Imaginem só, que até havia o dia da chuva de corações.

Ah!.. mas esse dia era aguardado com grande ansiedade e emoção.

Nesse dias as meninas do mundo mágico, levavam cestinhas com laçinhos rosa, e corriam pela rua fora.

Quando os corações amarelos, vermelhos e cor-de rosa tocavam no chão, já havia um grupo de meninas

a aninhá-los nos seus cestinhos.

Depois, cada uma oferecia um coração … a quem precisava de amor , gratidão e paz na sua vida.

Nesse dia aconteciam verdadeiros milagres… aquelas pessoas que estavam sempre zangadas, rasgavam

sorrisos, aquelas que viviam tristes e sozinhas, descobriam  que afinal podiam ser felizes e até aquelas

que acham que tudo se resolve com a guerra,  baixavam as armas e agitavam bandeiras de paz.

Pois, mas tudo isto acontecia, quando nós sabiamos ouvir a sabedoria da mãe- terra.

escrito e criado por Vanda Furtado Marques
ilustração de Sara Teixeira- ver blog. wwwsaranaluablogspot.com

terça-feira, 10 de novembro de 2009

O Principezinho

 

Se gosta do Principezinho, agora poderá deliciar-se com a versão em Pop-up.

 

Sinopse: O Principezinnho - O Grande Livro Pop-up é uma das edições mais bonitas alguma vez publicadas da obra-prima de Saint-Exupéry. Nela a narrativa ganha uma nova vida, e as maravilhosas aguarelas do autor são investidas de um movimento e de uma graciosidade tais que se tornam ainda mais próximas do leitor. O principezinho, a rosa, a raposa surgem diante dos nossos olhos mais vivos e reais que nunca, prontos para arrebatar o espírito encantado das crianças e o de todos os adultos que conservam ainda intacta essa mesma capacidade de encantamento perante a beleza pura que envolve e ilumina a obra de Saint-Exupéry. 

domingo, 8 de novembro de 2009

A fadinha delicada

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Era uma vez…

Uma fada linda e delicada como porcelana da China

As roupas que vestia eram cosidas com fios de oiro e prata, vindos do interior de África.

Os seus cabelos eram penteados com pentes de marfim, vindos da Índia.

E os sapatinhos vermelhos, eram feitos de manteiga da Holanda.

Esta fada era  tão delicada que quando o vento soprava forte..VUUU…VUUU…VUUU

dava cambalhotas e pinos sem parar.

Quando a fadinha decidia bricar na rua, todos ficavam inquietos.

-Ai! se o vento forte a leva…

-Ui!  se os seus pés delicados pisam o chão…

Ih! se o seu vestido se amarrota…

Era divertido a valer, ver como todo o reino das fadas mimava a fadinha delicada.

As papoilas esticavam-se para que os sapatinhos de manteiga não tocassem o chão.

O sol aproveitava para pôr a conversa em dia com ovento, não fosse ele lembrar-se de soprar.

As borboletas com as suas maozinhas de pó de perlimpimpim iam ajeitando o vestido, não

fosse ele ficar amarrotado.

Esta azáfama só parava quando a fadinha , já de noite, bem escurinho, regressava a casa.

Nessa altura todos suspiravam..ufa, ufa , agora  podemos descansar.

Mas esperem … que o lufa-lufa ainda não acabou.

A fadinha  estava no quarto, a vestir a camisa de dormir, quando pelo canto do olho

viu a lua tão grande e gorda , que não resistiu…

Abriu a janela e assobiou para a lua… uiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii

Que confusão se criou naquela noite!!.

Afinal, como é que um ser tão delicado como a porcelana, pode ter um assobio tão forte e alto que até arrepiou os cabelos  lua?

escrito e criado por Vanda Furtado Marques
ilustração de Rebeca Dautremer

sábado, 7 de novembro de 2009

Como as Histórias criam laços entre nós

 

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Da boca do adulto ao ouvido da criança, os contos são as primeiras confidências
filosóficas. Pela primeira vez, a criança vive a experiência do universal: ultrapassa as fronteiras
estreitas do “eu”, o gueto do “ego”… As histórias criam uma ponte entre nós e os outros e
fazem-nos sair do casulo do nosso pequeno mundo.
Tornar-se adulto, escreve acertadamente Albert Jacquart no prefácio de Qui a lu petit lira
grand :" é ser-se introduzido num novelo de encontros. Sim, a leitura, aberta ao outro, cria um
extraordinário mundo de encontros, porque convida à empatia e à emoção”.

 

A  palavra-chave: emoção. É também aquela que diferencia a história do discurso
moralizador. Não se imagina a que ponto o livro é capaz de transmitir emoção. À medida que as
crianças o vão folheando, sentem a revolta da Cinderela, o medo de Branca de Neve, choram ao
ouvirem o que diz a menina dos fósforos (que lhes fala também de Deus e do que está para além
da morte).
Esta ebulição de sentimentos e emoções está bem descrita pelas palavras de  Daniel
Pennac*   em Comme un roman: Satisfação imediata e exclusiva das nossas
sensações: a imaginação expande-se, os nervos vibram, o coração bate apressado, a
adrenalina sobe...

*Daniel Pennac, Comme un roman, Paris, Gallimard, 1995.

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