terça-feira, 24 de novembro de 2009

D. Fuas voltou a Porto de Mós

A escritora e também professora, Vanda Furtado Marques apresentou o seu novo livro aos pequenos portomosenses, no passado sábado.

A Biblioteca Municipal recebeu duas sessões, uma vez que a sala tornou-se pequena para acolher tanta gente, na única sessão prevista.

O livro infantil intitulado “D. Fuas Roupinho” conta a lenda deste nobre cavaleiro português e o milagre da Nossa Senhora da Nazaré, onde enquadra e muito bem o belo castelo de Porto de Mós.

O livro, com a ilustração de Gabriel Colaço, faz parte da Colecção “Contado aos Pequenotes”, que a escritora lança sob a chancela da editora “7 Dias / 6 Noites”.

Vanda Maria Furtado Marques nasceu em 1969, é licenciada em História pela Universidade de Coimbra, e publicou, até agora 6 Livros: “O Amor de Pedro e Inês”, “O Milagre de Isabel e Dinis”, “A Padeira de Aljubarrota”, “A Lenda da Fonte da Senhora” e “D. Fuas Roupinho”.

sábado, 21 de novembro de 2009

O meu amor pelas histórias

 

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Acho que desde que nasci que as histórias circulam nas minhas artérias e bombeiam o meu coração.

Até acho que eu e as histórias… nascemos no mesmo Hospital.

A determinada altura perdemos-nos e cada uma, foi para o seu lado.

Então eu corri o mundo, saltei montanhas, percorri atalhos, embati contra paredes… baralhei-me e até fiz nós.

Até que um dia, presas a um fio, lá vinham as histórias.

Abraçámos-nos, jurámos amizade eterna, jogámos às escondidas e ao rei manda.

Hoje, andamos sempre juntas, e o nosso sonho é fazer cócegas na imaginação das crianças e segredar-lhes:

Sonhem com mundos de algodão doce onde reis e rainhas, cavaleiros e heróis são vossos amigos.

Ah! e não se esqueçam…

Se os sapatinhos de manteiga não se derreterem pelo caminho terão o mundo das histórias aos vossos pés.

escrito por Vanda Furtado Marques

Ao grande Homem de paz- M. Luther King

 

 

 

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“É melhor tentar, ainda que em vão, do que sentarmo-nos e não fazer nada até o fim.
  Eu prefiro na chuva caminhar, que em dias frios em casa me esconder.
  Prefiro ser feliz embora louco, que em conformidade viver”

 

“Temos aprendido a voar como os pássaros, a nadar como os peixes, mas não aprendemos a sensível arte de viver como irmãos.”

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Menina bonita do laço de fita

A primeira vez que ouvi esta história foi através do Contador de Histórias Elcio de Trento.

Acheia- a linda…

Entretanto conheci pela net uma contadora de histórias brasileira Eliana   Cavalcanti  (   http://contandoradehistorias.blogspot.com/)   que me enviou muita coisa bonita,entre elas, lá vinha a menina bonita de laço de fita.

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Era uma vez uma menina linda, linda.
Os olhos dela pareciam duas azeitonas
pretas, daquelas bem brilhantes.
Os cabelos eram enroladinhos e bem negros, feito fiapos da noite. A pele era
escura e lustrosa, que nem o pêlo da
pantera negra quando pula na chuva.

Ainda por cima, a mãe
gostava de fazer
trancinhas no cabelo dela
e enfeitar com laço de fita colorida. Ela ficava parecendo uma
princesa das Terras da África, ou uma
fada do Reino do Luar.

Do lado da casa dela morava um
coelho branco, de orelha cor-de-rosa,
olhos vermelhos e focinho nervoso
sempre tremelicando. O coelho achava
a menina a pessoa mais linda que ele
tinha visto em toda a vida. E pensava:
- Ah, quando eu casar quero ter uma
filha pretinha e linda que nem ela…

Por isso, um dia ele foi até a casa da
menina e perguntou:
- Menina bonita do laço de fita, qual
é teu segredo pra ser tão pretinha?
A menina não sabia, mas inventou:
- Ah, deve ser porque eu caí na tinta
preta quando era pequenina..
O coelho saiu dali, procurou uma lata
de tinta preta e tornou banho nela.
Ficou bem negro, todo contente. Mas
aí veio uma chuva e lavou aquele pretume, ele ficou
branco outra vez.

Então ele voltou lá na casa da menina
e perguntou outra vez:
- Menina bonita do laço de fita, qual é
teu segredo pra ser tão pretinha?

A menina não sabia, mas inventou:
- Ah, deve ser porque eu tomei muito
café quando era pequenina.
O coelho saiu dali e tomou tanto café
que perdeu o sono e passou a noite toda fazendo xixi. Mas não ficou nada
preto.

Então ele voltou lá na casa da
menina e perguntou outra vez:
- Menina bonita do laço de
fita, qual é teu segredo pra ser tão
pretinha?
A menina não sabia, mas inventou:
- Ah, deve ser porque eu comi muita
jabuticaba quando era pequenina.

O coelho saiu dali e se empanturrou de jabuticaba
até ficar pesadão, sem conseguir
sair do 1ugar. O máximo que
conseguiu foi fazer muito cocozinho
preto e redondo feito jabuticaba.
Mas não ficou nada preto.

Por isso, daí a alguns dias ele voltou lá na
casa da menina e perguntou outra vez:
- Menina bonita do laço de fita, qual
é teu segredo pra ser tão pretinha?
A menina não sabia e já ia inventando
outra coisa, uma história de feijoada, quando a mãe dela,
que era uma  mulata linda e risonha, resolveu se  meter e disse:
- Artes de uma avó preta que ela tinha…

Aí o coelho - que era bobinho,
mas nem tanto - viu que a mãe da menina
devia estar mesmo dizendo a verdade, porque
a gente se parece sempre é com os pais, os tios,
os avós e até com os parentes tortos.
E se ele queria ter uma filha pretinha e
linda que nem a menina, tinha era que procurar uma coelha preta para casar.

Não precisou procurar muito.
Logo encontrou uma coelhinha escura
como a noite, que achava aquele
coelho branco uma graça.

Foram namorando, casando e tiveram
uma ninhada de filhotes, que coelho
quando desanda a ter filhote não pára mais.

Tinha coelho pra todo gosto: branco,
bem branco, branco meio cinza,
branco malhado de preto, preto
malhado de branco e até uma coelha
bem pretinha. já se sabe, afilhada da
tal menina bonita que morava na casa
ao lado.

E quando a coelhinha saía, de laço
colorido no pescoço, sempre
encontrava alguém que perguntava:
- Coelha bonita do laço de fita, qual é
teu segredo pra ser tão pretinha?
E ela respondia:
- Conselhos da mãe da minha madrinha.

História de Ana Maria Machado

As três irmãs

                                                                                                                         

                                                                                              

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Era uma vez… três irmãs gémeas, filhas do mesmo pai e da mesma mãe.

Só que, uma era morena como os lápis de carvão , a outra era branca como os ursos polares, e a outra ainda, era ruiva como o sol nos dias de verão.

Quando elas nasceram os pais ficaram com os olhos em bico e as bocas torçidas:

- Como era possível as três bebés serem tão diferentes?

De ínicio, ainda tentaram dar algumas explicações meio absurdas:

- Ah!, é de famíla , já o meu irmão teve duas filhas, uma branca e uma amarela!

- Oh, é normal, a mais morena saí a tia-avó, a ruiva ao primo e a branca, é igualzinha a nós.

Com o tempo, as pessoas deixaram de se questionar, e as gémeas foram crescendo forte e sádias.

Tal como eram diferentes por fora, também o eram por dentro.

A morena, adorava o mar, não havia um único dia que não sonhasse  ser sereia.

A branca adorava o frio, não havia um único dia que não sonhasse viver no Polo Norte.

A ruiva adorava a Natureza, não havia um único dia que não sonhasse ser a princesa das flores.

Os pais, por vezes tinham algumas dificuldades em gerir estas diferenças.

Quando chegava ao fim de semana e queriam ir passear juntos, começavam as dificuldades.

-Hoje, vamos à praia , dizia o pai

- Naaaaõ!.. - dizia a branca e a ruiva.

Depois lá vinha a mãe, com uma outra proposta:

- Que tal, irmos fazer um piquenique na floresta?

- Naaaaõ!.. - dizia a branca e a morena!..

Por fim ainda tentaram os dois juntos:

- Vamos patinar no gelo!..

Naaaaõ!..- dizia a ruiva e a morena.

Depois ficavam todas amudas a bater com o pé e com os braços bem cruzados sobre o peito.

Mas como os pais tem uma paciência especial de corrida e sabem fazer milagres do nada,

disseram:

- Já sabemos… hoje vamos à praia de manhã, almoçamos na floresta e à tarde vamos patinar no Gelo!..

-Boa!.. Boa!.. , disseram as três, obrigado mamã, obrigado papá.

Nesta família, todos foram aprendendo a viver com as diferenças e até tirar partido delas.

 

escrita e criada por Vanda Furtado Marques

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

TUDO QUE DEVIA SABER...APRENDI NO JARDIM DE INFÂNCIA!

 

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Hoje veio-me parar às mãos este texto, fique a pensar nele.

Realmente, nós temos tudo dentro de nós, por vezes, só precisamos

de parar um pouco e deixar que os ensinamentos venham à flor da pele.

Não resiste em deixá-lo aqui no blog:

Grande parte das coisas que preciso de saber sobre a vida,

sobre o que fazer e como ser, aprendi no jardim de infância...

A sabedoria, afinal, não estava no topo de uma montanha chamada Universidade

mas sim na caixa de areia da minha escola.

Eis as coisas que aprendi:

a compartilhar... a não fazer batota...

a não magoar os outros... a arrumar o que desarrumei... e a limpar o que sujei.

A não tirar o que não me pertence, a pedir desculpa quando magoo alguém.

A lavar as mãos antes de comer. A puxar o autoclismo.

Aprendi que o leite faz bem à saúde.

Aprendi a aprender, a pensar e também

que desenhar, pintar, cantar e dançar era bom...

a dormir a sesta... a ter cuidado com o trânsito ... a dar a mão, a ser solidário.

Vi a semente a crescer no copo de plástico;

as raízes descem e a planta sobe, embora não saiba porquê, gosta-se.

Os peixes dourados, os hamsters, os ratinhos brancos...

(e mesmo a planta no copo de plástico) morrem. Nós também.

E lembro-me dos primeiros livros, da primeira palavra que aprendi: OLHA!

É isso que tenho feito sempre.

Se todos - em todo o mundo - tivessem tomado

um copo de leite às quatro da tarde,

depois de terem dormido a sesta,

o mundo estaria bem melhor.

Ou se houvesse uma política de base no nosso país - e em todos os outros - de devolver o que não é nosso e de limpar o que sujamos.

E também sei que é verdade, que ainda é verdade,

que no mundo o melhor é dar as mãos...

e ficarmos juntos.

Robert Fulghum

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

O que é preciso para uma criança ser feliz

 

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Mas de que precisam afinal, as nossas crianças, para serem felizese crescerem saudáveis?

De uma Playstation? De um Nintendo? De um plasma gigante no meio da sala,

de um televisor no quarto, de um telemóvel no bolso e de um hipod na mão?

De um “Magalhães” que as torne mais iguais a todos os meninos da escola?

De uma conta bancária que cresça com elas?

De uma Linha telefónica para pedir socorro, quando os pais lhes baterem?

De mais e redobrada protecção contra todos os vírus à solta?

De novas aulas de Educação Sexual, muito precoces, muito explícitas, muito práticas, muito “bem orientadas”, em salas de aula, último grito em equipamento, luz e cor?

De escolas grandes, renovadas, espaçosas, cheias de janelas basculantes, confortáveis auditórios climatizados e modernos ginásios?

Sejamos simples e descomplicados,

Que em tempos de crise – como os nossos - convém resumir as necessidades supérfluas e focarmo-nos no essencial…

Sejamos simples e descomplicados…

Convenhamos que tudo isto pode fascinar, atrair e “encher o olho”…

Até dar votos e pôr as crianças a rir durante algum tempo…

Mas aquilo de que cada criança, verdadeiramente, necessita para ser feliz é de…

Ter um pai e uma mãe que procurem amar-se e entender-se,

Não a prazo, mas para sempre,

Pais com trabalho, sim, mas também com tempo para ser família,

Pais que se esforcem por estar de acordo sobretudo quanto à sua educação…

Que lhe dêem carinho, atenção e segurança,

Que a motivem e apoiem com o seu aplauso e louvor,

Que a corrijam com ternura e firmeza,

Que - se possível - a acompanhem nos seus estudos, dificuldades e progressos,

Que sempre confiem nela,

E que ela possa sempre confiar neles,

Que a preparem para enfrentar perigos e desafios,

Mas não a superprotejam, nem a abafem,

Que lhe ensinem a conquista gradual da liberdade,

mas sempre assente na responsabilidade,

Que a encaminhem para a vida em sociedade,

Facilitando-lhe laços fortes de solidariedade,

Se possível, com irmãos, avós, tios, primos e amigos.

Enfim, que lhe ofereçam diariamente – qualquer que seja a sua idade –

Bons exemplos, valores, convicções e uns braços sempre abertos

Para a acolher e abraçar,

Quando houver dores e tormentas,

ou simples alegrias a partilhar!

(in APFN - Associação Portuguesa de Famílias Numerosas)

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Alerta chocante sobre a fome no mundo

 

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O secretário geral da ONU, Ban Ki- Moon fez um alerta chocante, hoje na cimeira em Roma, cujo

o objectivo é dar um novo impulso contra a fome e subnutrição- “ Só hoje vão morrer de fome cerca

de 17 mil crianças.”

Esta notícia deixa-me extremamente chocada .

Vivemos num mundo tão injusto, onde milhares de  crianças morrem por não ter um único alimento e outras vivem na abundância e não dão valor a nada.

Estas situações fazem-me doer o coração …

domingo, 15 de novembro de 2009

Fim de Semana de solidariedade

Foi com muita satisfação que eu e a minha colega Patrícia, e um grupo de alunos maravilhosos,  colaborámos  na recolha do Sorriso Amigo em Turquel, onde a adesão foi fantástica.

Ainda bem que temos  grupo de professoras e de alunos de boa vontade a trabalhar nesta Associação de Voluntariado.

Para quem não conhece o Sorriso Amigo, aqui fica alguma informação :

“A Associação de Solidariedade Sorriso Amigo volta este fim-de-semana, 14 e 15 de Novembro, aos supermercados das freguesias da Benedita, Turquel e Vimeiro para a segunda ronda da sua campanha de angariação de alimentos.
Associação está a recolher alimentos para depois fazer cabazes que serão entreguesas famílias mais carenciadas da freguesia.
Trabalhando em cooperação com o Externato Cooperativo da Benedita, o Sorriso Amigo tem como objectivo ajudar os alunos mais carenciados, e suas famílias, bem como idosos e outras famílias das freguesias referidas. “

Quem resiste a este D. Fuas?

 

D. FUAS ROUPINHO

A pedido da Professora e escritora Vanda fiz mais um boneco com História.
Desta vez é o Cavaleiro D. Fuas Roupinho e o seu cavalo, Alcaide do Castelo de Porto de Mós, que segundo diz a lenda , quando perseguia um veado no Sítio da Nazaré onde caçava, o animal  saltou o precipício e ele aterrorizado disse:
- Valha-me a Nossa Senhora da Nazaré!
Nossa Senhora apareceu-lhe e assim se salvou o  cavalo e cavaleiro  de cair no precipício do mar.
Esta é a lenda, que a Vanda escreveu  para contar às crianças.
Este boneco serve para ilustrar quando ela vai às escolas contar a história.

Publicada por Guida em 11/14/2009 0 Bonecas

Etiquetas: Bonecos com História

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