quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

A simbologia nos Contos Infantis

Contos de Fadas, mitos, lendas e fábulas, são temas que mexem com o nosso interior. Muitas vezes, estas histórias estão cheias de simbologia, que nos vão ajudar a resolver problemas no nosso eu.

Castelo” Introspecção ao nosso mundo interior; busca de autoconhecimento;

Espelho mágico” Símbolo do conhecimento e da sabedoria é o instrumento da iluminação; simboliza também o coração do iniciado;

Floresta” Símbolo do inconsciente, pela obscuridade e pelo enraizamento profundo;

Relógio” Ligado ao simbolismo do tempo e ao ciclo da vida;

Castiçal” Símbolo de luz espiritual, de semente de vida e de salvação;

Pai” Ligado ao simbolismo da dominação, da posse, do valor, é uma forma de representação da autoridade; representa a consciência diante dos impulsos instintivos e dos desejos espontâneos do inconsciente;

“Lobo” Imagem inciática e arquetípica cujo simbolismo está ligado ao fenômeno de alternância dia-noite, mortevida; também simboliza a sexualidade instintiva.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Como os contos são importantes…

 

“O conto é um espelho mágico no qual somos convidados a mergulhar, a fim de nos reconhecermos.

Não no sentido de nos afogarmos numa auto-contemplação estéril, como Narciso, mas antes no de nos observarmos tal e qual somos, para além das aparências.”

Marilene Tavares de Almeida

A importância do Maravilhoso nas histórias infantis

“Nos seus primórdios, a Literatura foi essencialmente fantástica.

Nessa época era inacessível à humanidade o conhecimento científico dos fenômenos da vida natural ou humana, assim sendo o pensamento mágico dominava em lugar da lógica que conhecemos.

A essa fase mágica, e já revelando preocupação crítica às relações humanas ao nível do social, correspondem as fábulas.
Compreende-se, pois, porque essa literatura arcaica acabou se transformando em Literatura Infantil: a natureza mágica de sua matéria atrai espontaneamente as crianças.

A literatura fantasista foi a forma privilegiada da Literatura Infantil, desde seus primórdios (sec. VII), até a entrada do Romantismo, quando o maravilhoso dos contos populares é definitivamente incorporado ao seu acervo (pelo trabalho dos Irmãos Grimm, na Alemanha; de Hans Christian Andersen, na Dinamarca; Garret e Herculano em Portugal; etc.)

Considera-se como Maravilhoso todas as situações que ocorrem fora do nosso entendimento da dicotomia espaço/tempo ou realizada em local vago ou indeterminado na terra.
Tais fenómenos não obedecem às leis naturais que regem o planeta.

O Maravilhoso sempre foi e continua sendo um dos elementos mais importantes na literatura destinada às crianças. Através do prazer ou das emoções que as estórias lhes proporcionam, o simbolismo que está implícito nas tramas e personagens vai agir em seu inconsciente, actuando pouco a pouco para ajudar a resolver os conflitos interiores normais nessa fase da vida.

A Psicanálise afirma que os significados simbólicos dos contos maravilhosos estão ligados aos eternos dilemas que o homem enfrenta ao longo de seu amadurecimento emocional.
É durante essa fase que surge a necessidade da criança em defender sua vontade e sua independência em relação ao poder dos pais ou à rivalidade com os irmãos ou amigos.

É nesse sentido que a Literatura Infantil e, principalmente, os contos de fadas podem ser decisivos para a formação da criança em relação a si mesma e ao mundo à sua volta.
O maniqueísmo que divide as personagens em boas e más, belas ou feias, poderosas ou fracas, etc. facilita à criança a compreensão de certos valores básicos da conduta humana ou convívio social.
Tal dicotomia, se transmitida atravás de uma linguagem simbólica, e durante a infância, não será prejudicial à formação de sua consciência ética.”

retirado do blog: www.graudez.com.br

sábado, 5 de dezembro de 2009

Momentos Especiais

Mais uns momentos mágicos com as crianças e os papás e as Lendas da nossa História vão encantando quem as ouve; D. Fuas e a Padeira são duas figuras muito cativantes para as crianças.
Obrigado criançada e também aos pais que me tem apoiado, nesta aventura de levar a nossa História de Portugal aos pequenitos.

Que ternura!

Adorei estes azulejos. São lindooos!!!!!

Atelier * Av. 15 de Agosto-112 - Alvarinhos, na estrada Sintra - Ericeira
Sara Teixeira: sarat.lua@gmail.com

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Recomendo-vos o último livro da minha mãe

 

A minha paixão pela escrita já nasceu com a família.

A minha mãe, Maria Zulmira Albuqerque Furtado Marques é escritora e investigadora na área da História de Portugal.

Já publicou onze livros, que nos ajudam a desvendar a história do Mosteiro de Alcobaça e a sua ligação à História de Portugal.

Recomendo-vos a leitura do seu último livro:

“O Mosteiro de Alcobaça e a Dinastia de Bragança”.

domingo, 29 de novembro de 2009

A importância das palavras

Quem melhor que Eugénio de Andrade para nos fazer sentir  o poder das palavras

As palavras

São como cristal,
as palavras.
Algumas, um punhal,
um incêndio.
Outras,
orvalho apenas.
Secretas vêm, cheias de memória.
Inseguras navegam:
barcos ou beijos,
as águas estremecem.
Desamparadas, inocentes,
leves.
Tecidas são de luz
e são a noite.
E mesmo pálidas
verdes paraísos lembram ainda.
Quem as escuta? Quem
as recolhe, assim,
cruéis, desfeitas,
nas suas conchas puras?

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Fátima, a menina cor de chocolate escuro

Fiz esta história para a Fátima a minha afilhada que vive na comunidade de Momola em Moçambique.

Há muito, muito, pouco tempo, numa aldeia em África vivia uma mãe e uma menina.

Nesta aldeia o chão era de terra, não havia televisão, casas de banho, computadores, nem lojas de brinquedos.

Por outro lado, havia um calor bom, animais selvagens, poças de água para brincar e muita terra para fazer bolinhos.

Nesta aldeia as mães e as filhas gostavam muito de estar juntas e conversar:

-Mãe, mãe porque é que nós somos castanhos?

-Ora, Fátima, tu já viste cor mais bonita que o castanho?

-O castanho é a cor dos quadradinhos de chocolate e da terra que nos dá alimento.

-Sim, Mãe, mas eu gostava de ser branca. O branco é a cor da neve e das pombas da paz. Tu já viste que coisa mais maravilhosa?

- Ó meu amor, a cor da nossa pele não é o mais importante, o que é mesmo, mesmo importante é o nosso interior.

- Ah! Sim, os pulmões, a barriga de dentro e o coração?

- Não, minha querida, o nosso interior, é a nossa capacidade de fazer coisas boas e ajudar os outros, mesmo quando por vezes estamos tristes ou zangados.

- Já estou a perceber, eu às vezes fico zangada contigo, porque me mandas ir buscar água ao poço… mas depois olho para ti e estás tão cansada, que agarro nos meus pés descalços e lá vou eu.

- Isso mesmo , minha filha!!!

Mãe e filha continuaram a conversar e só foram para casa quando o sol já estava a esconder-se por entre as montanhas.

Naquela aldeia, nenhuma filha se ia deitar sem uma boa conversa e uma história de encantar.

Digo-vos, muito a sério, naquela aldeia havia paz e harmonia…

escrito por Vanda Furtado Marques

terça-feira, 24 de novembro de 2009

D. Fuas voltou a Porto de Mós

A escritora e também professora, Vanda Furtado Marques apresentou o seu novo livro aos pequenos portomosenses, no passado sábado.

A Biblioteca Municipal recebeu duas sessões, uma vez que a sala tornou-se pequena para acolher tanta gente, na única sessão prevista.

O livro infantil intitulado “D. Fuas Roupinho” conta a lenda deste nobre cavaleiro português e o milagre da Nossa Senhora da Nazaré, onde enquadra e muito bem o belo castelo de Porto de Mós.

O livro, com a ilustração de Gabriel Colaço, faz parte da Colecção “Contado aos Pequenotes”, que a escritora lança sob a chancela da editora “7 Dias / 6 Noites”.

Vanda Maria Furtado Marques nasceu em 1969, é licenciada em História pela Universidade de Coimbra, e publicou, até agora 6 Livros: “O Amor de Pedro e Inês”, “O Milagre de Isabel e Dinis”, “A Padeira de Aljubarrota”, “A Lenda da Fonte da Senhora” e “D. Fuas Roupinho”.

sábado, 21 de novembro de 2009

O meu amor pelas histórias

 

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Acho que desde que nasci que as histórias circulam nas minhas artérias e bombeiam o meu coração.

Até acho que eu e as histórias… nascemos no mesmo Hospital.

A determinada altura perdemos-nos e cada uma, foi para o seu lado.

Então eu corri o mundo, saltei montanhas, percorri atalhos, embati contra paredes… baralhei-me e até fiz nós.

Até que um dia, presas a um fio, lá vinham as histórias.

Abraçámos-nos, jurámos amizade eterna, jogámos às escondidas e ao rei manda.

Hoje, andamos sempre juntas, e o nosso sonho é fazer cócegas na imaginação das crianças e segredar-lhes:

Sonhem com mundos de algodão doce onde reis e rainhas, cavaleiros e heróis são vossos amigos.

Ah! e não se esqueçam…

Se os sapatinhos de manteiga não se derreterem pelo caminho terão o mundo das histórias aos vossos pés.

escrito por Vanda Furtado Marques

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