sábado, 12 de dezembro de 2009

Quero mais surpresas destas!

Ontem ia buscar a minha Luisinha ao Centro Paroquial de Turquel, quando deparo com a turminha dela, no local dos contos. Estava a minha filhota com o livro “A Fonte da Senhora” a fazer de mãe, achei uma delícia.

Só que os meninos quando me viram, pediram: - Vanda, conta-nos a história!

Como podia eu resistir? Sentei-me  e deliciei-me a contar a Lenda da Fonte da Senhora.

Venham mais surpresas destas… que eu adoro.

Ah! e obrigado à Aurea (grande contadora de histórias) pela foto-reportagem.

“O amor de Pedro e Inês” no Brasil

Conheci pela net, uma contadora de histórias brasileira, Eliana Cavalcanti e acabamos por partilhar material.

Eu enviei-lhe o meu livro “O Amor de Pedro e Inês”, dizendo-lhe que era uma das mais belas histórias portuguesas.

Eis a Resposta carinhosa e emocionada da Eliana:

“Olá VANDA, recebi ontem o livro que você me enviou:
"O AMOR DE PEDRO E INÊS" o livro é simplesmente maravilhoso! AMEI!
(...) É apaixonante... E fato de os personagens terem vivido ainda que num tempo distante do nosso, reforça a veracidade da história...
A ilustração é MAGNÍFICA!!! Os cenários, feitos a partir de papéis "rasgados" inclusive as cortinas, dão um toque mais que especial na obra.
Achei extremamente criativo o uso de uma coroa ou grinalda de junco enfeitada com flores... Simboliza de maneira sutil e carinhosa a verdadeira coroa que Pedro gostaria de ter tido a oportunidade de colocar em sua amada.
Ainda teve todo aquele empenho em fazer para ela um sepultura tão bela como jamais havia sido vista até então...
Também o fato de ele não ter se rebelado e se tornado um mal rei, é muito comovente: FOI UM GRANDE E JUSTO REI... MUITO AMADO POR SEU POVO.
A "morte" para PEDRO, não era algo de que se devia temer... Ao contrário disso, ele a ansiava, esperava por ela dia após dia. Vivia sim. Se mostrava alegre mesmo tendo o coração contrito e esperançoso pelo reencontro com sua amada ALÉM DA VIDA...”

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Contos de Fadas III

Eu valorizo muito os contos de fadas, devido à sua riqueza metafórica, simbólica e essencialmente a sua força espiritual e moral.

Os contos de Fadas:

  • Podem contar ou não com a presença de fadas, mas fazem uso de magia e encantamentos;
  • Seu núcleo problemático é existencial (o herói ou a heroína buscam a realização pessoal);
  • Os obstáculos ou provas constituem-se num verdadeiro ritual de iniciação para o herói ou heroína;

A palavra portuguesa "Fada" vem do latim Fatum (destino, fatalidade, fado etc). O termo reflete-se nos idiomas das principais nações européias: fée em francês, fairy em, fata em italiano, Fee em alemão e hada em espanhol.
Por analogia, os "contos de fadas" são denominados conte de fées na França, fairy tale na Inglaterra, cuento de hadas na Espanha e racconto di fata na Itália. Na Alemanha, até o século XVIII era utilizada a expressão Feenmärchen, sendo substituída por Märchen ("narrativa popular", "história fantasiosa") depois do trabalho dos Irmãos Grimm.
No Brasil e em Portugal, os contos de fadas, na forma como são hoje conhecidos, surgiram em fins do século XIX sob o nome de contos da carochinha. Esta denominação foi substituída por "contos de fadas" no século XX.

Algumas histórias tratam de temas que fazem parte da tradição de muitos povos e apresentam soluções para problemas universais, pois funcionam como válvula de escape e permitem que a criança vivencie seus problemas psicológicos de modo simbólico, saindo mais feliz dessa experiência.
A obra de Bettelheim (2001) foi “a pedra fundamental” da produção psicanalítica sobre os Contos de Fadas, ensinando-nos os mecanismos de sua eficácia na vida das crianças – eficácia observada a partir do diálogo da criança com aquelas histórias que lhe agradam.
De acordo com Corso (2006), retomando aspecto já destacado por Betttelheim, essas histórias oferecem soluções para possíveis conflitos e transmitem a mensagem de que a luta contra as dificuldades e os medos é inevitável, mas a vitória é possível.

Segundo Bettelheim (2001), os Contos de Fadas abordam – tendo como base o elemento fantástico - problemas interiores dos seres humanos e apresentam soluções válidas para qualquer sociedade, contribuindo para formar a personalidade e atuando significativamente no desenvolvimento emocional infantil. A criança aumenta seu repertório de conhecimentos sobre o mundo e transfere para os personagens seus principais dramas.

Para Corso (2006), o simbólico apresentado nas histórias infantis possui importância fundamental, pois expressa anseios humanos tais como: encontro e desencontro, angústia, medo, tristeza, alegria, amor e dor. O sentido da vida começa a ser traçado quando ainda a única linguagem entendida pela criança, é a do afecto. Deste modo, crianças sensibilizadas desde cedo para o universo da linguagem e para a utilização da capacidade simbólica tornam-se pessoas com um sentido de vida verdadeiro, capazes de lançar para o mundo um olhar de doação, generosidade e transformação.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

A simbologia nos Contos Infantis

Contos de Fadas, mitos, lendas e fábulas, são temas que mexem com o nosso interior. Muitas vezes, estas histórias estão cheias de simbologia, que nos vão ajudar a resolver problemas no nosso eu.

Castelo” Introspecção ao nosso mundo interior; busca de autoconhecimento;

Espelho mágico” Símbolo do conhecimento e da sabedoria é o instrumento da iluminação; simboliza também o coração do iniciado;

Floresta” Símbolo do inconsciente, pela obscuridade e pelo enraizamento profundo;

Relógio” Ligado ao simbolismo do tempo e ao ciclo da vida;

Castiçal” Símbolo de luz espiritual, de semente de vida e de salvação;

Pai” Ligado ao simbolismo da dominação, da posse, do valor, é uma forma de representação da autoridade; representa a consciência diante dos impulsos instintivos e dos desejos espontâneos do inconsciente;

“Lobo” Imagem inciática e arquetípica cujo simbolismo está ligado ao fenômeno de alternância dia-noite, mortevida; também simboliza a sexualidade instintiva.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Como os contos são importantes…

 

“O conto é um espelho mágico no qual somos convidados a mergulhar, a fim de nos reconhecermos.

Não no sentido de nos afogarmos numa auto-contemplação estéril, como Narciso, mas antes no de nos observarmos tal e qual somos, para além das aparências.”

Marilene Tavares de Almeida

A importância do Maravilhoso nas histórias infantis

“Nos seus primórdios, a Literatura foi essencialmente fantástica.

Nessa época era inacessível à humanidade o conhecimento científico dos fenômenos da vida natural ou humana, assim sendo o pensamento mágico dominava em lugar da lógica que conhecemos.

A essa fase mágica, e já revelando preocupação crítica às relações humanas ao nível do social, correspondem as fábulas.
Compreende-se, pois, porque essa literatura arcaica acabou se transformando em Literatura Infantil: a natureza mágica de sua matéria atrai espontaneamente as crianças.

A literatura fantasista foi a forma privilegiada da Literatura Infantil, desde seus primórdios (sec. VII), até a entrada do Romantismo, quando o maravilhoso dos contos populares é definitivamente incorporado ao seu acervo (pelo trabalho dos Irmãos Grimm, na Alemanha; de Hans Christian Andersen, na Dinamarca; Garret e Herculano em Portugal; etc.)

Considera-se como Maravilhoso todas as situações que ocorrem fora do nosso entendimento da dicotomia espaço/tempo ou realizada em local vago ou indeterminado na terra.
Tais fenómenos não obedecem às leis naturais que regem o planeta.

O Maravilhoso sempre foi e continua sendo um dos elementos mais importantes na literatura destinada às crianças. Através do prazer ou das emoções que as estórias lhes proporcionam, o simbolismo que está implícito nas tramas e personagens vai agir em seu inconsciente, actuando pouco a pouco para ajudar a resolver os conflitos interiores normais nessa fase da vida.

A Psicanálise afirma que os significados simbólicos dos contos maravilhosos estão ligados aos eternos dilemas que o homem enfrenta ao longo de seu amadurecimento emocional.
É durante essa fase que surge a necessidade da criança em defender sua vontade e sua independência em relação ao poder dos pais ou à rivalidade com os irmãos ou amigos.

É nesse sentido que a Literatura Infantil e, principalmente, os contos de fadas podem ser decisivos para a formação da criança em relação a si mesma e ao mundo à sua volta.
O maniqueísmo que divide as personagens em boas e más, belas ou feias, poderosas ou fracas, etc. facilita à criança a compreensão de certos valores básicos da conduta humana ou convívio social.
Tal dicotomia, se transmitida atravás de uma linguagem simbólica, e durante a infância, não será prejudicial à formação de sua consciência ética.”

retirado do blog: www.graudez.com.br

sábado, 5 de dezembro de 2009

Momentos Especiais

Mais uns momentos mágicos com as crianças e os papás e as Lendas da nossa História vão encantando quem as ouve; D. Fuas e a Padeira são duas figuras muito cativantes para as crianças.
Obrigado criançada e também aos pais que me tem apoiado, nesta aventura de levar a nossa História de Portugal aos pequenitos.

Que ternura!

Adorei estes azulejos. São lindooos!!!!!

Atelier * Av. 15 de Agosto-112 - Alvarinhos, na estrada Sintra - Ericeira
Sara Teixeira: sarat.lua@gmail.com

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Recomendo-vos o último livro da minha mãe

 

A minha paixão pela escrita já nasceu com a família.

A minha mãe, Maria Zulmira Albuqerque Furtado Marques é escritora e investigadora na área da História de Portugal.

Já publicou onze livros, que nos ajudam a desvendar a história do Mosteiro de Alcobaça e a sua ligação à História de Portugal.

Recomendo-vos a leitura do seu último livro:

“O Mosteiro de Alcobaça e a Dinastia de Bragança”.

domingo, 29 de novembro de 2009

A importância das palavras

Quem melhor que Eugénio de Andrade para nos fazer sentir  o poder das palavras

As palavras

São como cristal,
as palavras.
Algumas, um punhal,
um incêndio.
Outras,
orvalho apenas.
Secretas vêm, cheias de memória.
Inseguras navegam:
barcos ou beijos,
as águas estremecem.
Desamparadas, inocentes,
leves.
Tecidas são de luz
e são a noite.
E mesmo pálidas
verdes paraísos lembram ainda.
Quem as escuta? Quem
as recolhe, assim,
cruéis, desfeitas,
nas suas conchas puras?

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