terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Era uma vez a Magia da História de Portugal

Este é o meu plano para trabalhar com as Escolas, Bibliotecas e outros.

Pretendo com esta sessão:
- Descobrir a importância dos contos de fadas e das lendas no processo de maturação das crianças;
- Compreender a importância das metáforas nos textos infantis;
- Transmitir a importância do sonho e da fantasia para o crescimento saudável das crianças.

 

OBJECTIVOS:
- Contar episódios da nossa História de Portugal com uma linguagem simples, encantada e carinhosa, de forma a levar as crianças a descobrir a riqueza da nossa cultura;
- Levar as crianças a Descobrir Valores que cada vez mais se vão desvanecendo na nossa sociedade;
- Abordar a História do Ponto de Vista Feminino ao demonstrar que as Rainhas tiveram um papel fulcral na nossa História e que juntamente com um grande Rei existiu sempre uma grande Rainha;
- Permitir que as crianças vejam o Lado Humano dos Reis e Rainhas e que isso lhe possibilite descobrir que as decisões e os actos por eles realizados também lhes criaram indecisões, dúvidas, ódio e sacrifícios e transformações;
- Transmitir às crianças o Encantamento e Magia, pois é muito mais fácil cativar as crianças para o Mundo da História através da linguagem dos contos de fada.

DESENVOLVIMENTO:
Troca de impressões com as crianças sobre:
- Situações de fantasia e encantamento;
- Importância dos valores (amor, partilha ,diferença e entrega).

Estes são os livros que editei, e que exploro com as crianças.

Vanda Furtado Marques

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Os arquétipos nos contos infantis

Todas as histórias ancestrais possuem alguns elementos estruturais comuns, encontrados universalmente em mitos, contos de fadas, sonhos e filmes.

No livro a “Jornada do Escritor” de Christopher Vogler podemos compreender essa estrutura comum, que está inerente à própria humanidade.

“Assim que entramos no mundo dos contos de fadas e dos mitos, observamos que há tipos recorrentes de personagens e relações: heróis que partem em busca de alguma coisa, arautos que os chamam à aventura, homens e mulheres velhos e sábios que lhes dão certos dons mágicos, guardiões de entrada que parecem bloquear seu caminho, companheiros de viagem que se transformam, mudam de forma e os confundem, vilões nas sombras que tentam destruí-los, brincalhões que perturbam o status quo e trazem um alívio cómico. Ao descrever esses tipos comuns de personagem, símbolos e relações, o psicólogo suíço Carl G. Jung empregou o termo arquétipos para designar antigos padrões de personalidade que são uma herança compartilhada por toda a raça humana.

Jung sugeriu que pode existir um inconsciente colectivo, semelhante ao inconsciente pessoal. Os contos de fadas e os mitos seriam como os sonhos de uma cultura inteira, brotando desse inconsciente colectivo. Os mesmos tipos de personagem parecem ocorrer, tanto na escala pessoal como na colectiva. Os arquétipos são impressionantemente constantes através dos tempos e das mais variadas culturas, nos sonhos e nas personalidades dos indivíduos, assim como na imaginação mítica do mundo inteiro. Uma compreensão dessas forças é um dos elementos mais poderosos no baú de truques de um moderno contador de histórias.

O conceito de arquétipo é uma ferramenta indispensável para se compreender o propósito ou função dos personagens em uma história. Se você descobrir qual a função do arquétipo que um determinado personagem está expressando, isso pode lhe ajudar a determinar se o personagem está jogando todo o seu peso na história. Os arquétipos fazem parte da linguagem universal da narrativa. Dominar sua energia é tão essencial ao escritor, como respirar.”

Se quiseres saber mais sobre os arquétipos, podes ler o Livro de Jung “Os arquétipos e o inconsciente colectivo”

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Receita para 2010

Mousse Maravilhosa

3 latas de afecto
2 pacotes de abraços
1 pacote de bolachas solidárias
2 pudins de mimos
4 colheres de sorrisos rasgados
5 ovos de galinhas tolerantes
3 colheres de açúcar mágico

Bata as três latas de afecto com os dois pacotes de abraços, mexa muito bem e irá obter uma massa que se vai pegar a si de uma forma deliciosa. Depois parta as bolachas solidárias, que lhe saltarão para o colo e junte-lhe dois pacotes de mimos e os cinco ovos tolerantes. A sua massa está cada vez mais afectiva e até poderá ouvir uns sussurros, que lhe dirão – És uma pessoa maravilhosa. Por fim junte as três colheres de açúcar mágico e as quatro colheres de sorriso rasgado, que o deixarão super sorridente. Com essa boa disposição levem o doce, dois minutos ao frigorífico. A sua mousse resplandece de harmonia e paz.

Depois vá se servindo durante o ano inteiro, para que não se esqueça, que cabe a cada um de nós, lutar por um mundo melhor.

Escrito e criado por
Vanda Furtado Marques

sábado, 26 de dezembro de 2009

Uma excelente exposição em Alcobaça

images.a marionetas no seu melhor…

Tragam os filhos, os primos, os netos e visitem uma exposição que vos vai dislumbrar.

Parabéns

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Vale a pena dar sempre o melhor de nós

O espírito Natalício ajuda e abre o coração das pessoas para os actos de solidariedade e partilha e torna-nos mais preocupados com os outros.

Mas e depois… depois devemos dar o melhor de nós, todos os dias e às vezes basta um sorriso, uma palavra carinhosa, um abraço, um elogio para poder mudar o mundo. Cada um de nós é responsável por essa mudança…

Sê… como diz Pablo Neruda.


Se não puderes ser um pinheiro, no topo de uma colina,
         Sê um arbusto no vale mas
         Sê o melhor arbusto à margem do regato.
         Sê um ramo, se não puderes ser uma árvore.

Se não puderes ser um ramo,
         Sê um pouco de relva e dá alegria a algum caminho.

Se não puderes ser uma estrada,
         Sê apenas uma senda,

Se não puderes ser o Sol,
         Sê uma estrela.

Não é pelo tamanho que terás êxito ou fracasso...
Mas sê o melhor no que quer que sejas.
Pablo Neruda

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Uma sugestão de Natal

Para os meninos e meninas e grandes que gostam de histórias.

Um lobo extravagante.

Um suculento capuchinho vermelho… onde tudo e nada foi deixado ao acaso num enredo idealizado por uma das mais criativas e visionárias equipas de design parisiense.

Da liberdade de criar, à liberdadede pensar, deixamos um sério convite à capacidade inventiva das nossas crianças, porque aqui não há fronteiras e a história não se repete.

Para cada jogo, uma multiplicidade de usos e finais felizes; Para cada material proposto, pais e filhos podem e devem criar e recriar contos, lendas ou histórias, jogos de equilíbrio em delicadas texturas, peças de encaixe ou livros no mais subtil dos materiais e escutar vezes sem conta a acústica suave das caixas de música, enternecedora e relaxante.

Edicare editora

Um conto de Natal

Deixo-vos aqui um excerto do meu conto da Natal preferido.

“A noite de Natal” da grande escritora Sophia de Mello Breyner.

“Será um lobo?” pensou.
Parou para escutar.
O barulho dos passos aproximava-se.
Até que viu surgir entre os pinheiros um vulto muito alto que caminhava ao seu encontro.

“Será um ladrão?”, pensou.
Mas o vulto parou à sua frente e ela viu que era um rei.
Tinha na cabeça uma coroa de oiro e dos seus ombros caía um longo manto azul todo bordado de diamantes.

- Boa noite - disse Joana.
- Boa noite - disse o rei - Como te chamas?
- Eu, Joana - disse ela.
- Eu chamo-me Melchior - disse o rei.
E perguntou:
- Onde vais sozinha a esta hora?
- Vou com a estrela - disse ela.
- Também eu - disse o rei - também eu vou com a estrela.
E juntos seguiram através do pinhal.

E de novo Joana ouviu passos.
E um vulto surgiu entre as sombras da noite.
Tinha na cabeça uma coroa de brilhantes e dos seus ombros caía um grande manto vermelho coberto de muitas esmeraldas e safiras.

- Boa noite - disse ela - Chamo-me Joana e vou com a estrela.
- Também eu - disse o rei - também eu vou com a estrela e o meu nome é Gaspar.
E seguiram juntos através dos pinhais.

E mais uma vez Joana ouviu um barulho de passos e um terceiro vulto surgiu entre as sombras azuis e os pinheiros escuros.
Tinha na cabeça um turbante branco e dos seus ombros caía um longo manto verde bordado de pérolas. A sua cara era preta.

- Boa noite - disse ela - O meu nome é Joana. E vamos com a estrela.
- Também eu - disse o rei - caminho com a estrela e o meu nome é Baltasar.

[...]

Até que chegaram ao lugar onde a estrela tinha parado e Joana viu um casebre. Mas não viu escuridão, nem sombra, nem tristeza. Pois o casebre estava cheio de claridade, porque o brilho dos anjos o iluminava.

E Joana viu o seu amigo Manuel. Estava deitado nas palhas entre a vaca e o burro e dormia sorrindo.”

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Uma pergunta ao Pai Natal

No Pólo Norte, a azáfama era grande…

Os duendes embrulhavam os presentes com grandes fitas douradas, o Pai Natal ia conferindo as listas, as renas treinavam os seus voos pelos céus, a Mãe Natal separava os presentes por países…

Que lufa, lufa, se vivia na aldeia do Pai Natal.

Á última da hora chegou a cegonha carteira, com uma carta que dizia URGENTE.

O Pai Natal, os duendes, as renas e a Mãe Natal reuniram-se, muito ansiosos à volta da cegonha.

- Vá Pai Natal! … Abre a carta, depressa!

O Pai Natal abriu o envelope, pegou na carta e leu alto:

Querido Pai Natal

Espero que estejas bem, tal como a tua família, os duendes e as renas.
Preciso de uma explicação, sobre algo muito, muito importante. Como é sobre ti, achei melhor escrever directamente, para ti. Tu, Pai Natal dás presentes aos meninos que se portam bem? Não é?
Mas, eu conheço meninos que se portam bem e que não recebem presentes, e eu não consigo perceber o porquê? .Os adultos disseram que como eles eram pobrezinhos, não recebiam presentes.

Ó Pai Natal que resposta mais parva! … Como se tu não desses presentes a esses meninos, por eles serem pobrezinhos… Tu és um Homem justo e isso não é possível? Pois não?

Preciso de uma reposta.
Beijinhos
Catarina

O Pai Natal, os duendes, as renas e a Mãe Natal ficaram a olhar uns para os outros, sem saber o que responder. O Pai Natal muito emocionado disse que ia sentar-se no seu sofá, pois precisava de encontrar uma resposta para esta menina.

As renas, os duendes e a Mãe Natal voltaram para o seu trabalho, mas também eles se sentiam inquietos.

Entretanto,o  Pai Natal pensou, repensou e fez-se luz…

No dia 24 de Dezembro, o Pai Natal desceu pela chaminé da casa da Catarina, deixou-lhe os presentes e uma carta vermelha, onde se lia:

URGENTE: para a Catarina

No dia de Natal, a Catarina acordou, correu para junto da árvore para abrir os presentes e foi então, que  viu uma carta vermelha com o seu nome, muito nervosa, abriu-a e leu-a:

Querida Catarina

Fizeste muito bem, em escrever-me, pois às vezes as pessoas não sabem responder por nós. Ainda bem, que me disseste que estavam a acontecer problemas desses, com alguns meninos.

Sabes, é que eu já estou a ficar mais velho, e nem sempre ponho os óculos, sou um bocado teimoso e resmungão. Por isso, não li  com cuidado, a lista com nome dos meninos que se portaram bem.

Prometo-te que a partir de agora, nunca mais me esqueço de pôr os óculos.

Com as minhas desculpas.
Um grande beijinho,
Pai Natal

Catarina, sorriu de orelha a orelha, ela sabia que o Pai Natal era um homem bom e desta vez, conseguiu perceber bem a resposta, pois ela por vezes, por teimosia também acaba por fazer “coisas” menos boas.

Terá sido, ou não, Magia do Natal, mas nesse ano todos os meninos, sem excepção receberam presentes de Natal.

Desejo a todos um Feliz Natal e que o espírito de partilha e de solidariedade esteja presente em nós.

escrito e criado por Vanda Maria Furtado Marques

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Fadas no Divã

Deixo-vos aqui um excerto do livro: “Fadas no Divã” de Diana e Mário Cors.
Reforça a importância e o poder que as histórias têm sobre nós

“As histórias não garantem a felicidade nem o sucesso na vida, mas ajudam. Elas são como exemplos, metáforas que ilustram diferentes modos de pensar e ver a realidade e, quanto mais variadas e extraordinárias forem as situações que elas contam, mais se ampliará a gama de abordagens possíveis para os problemas que nos afligem. Um grande acervo de narrativas é como uma boa caixa de ferramentas, na qual sempre temos o instrumento certo para a operação necessária, pois determinados consertos ou instalações só poderão ser realizados se tivermos a broca, o alicate ou a chave de fenda adequados. Além disso, com essas ferramentas podemos também criar, construir e transformar os objetos e os lugares.

Uma mente mais rica possibilita que sejamos flexíveis emocionalmente, capazes de reagir adequadamente a situações difíceis, assim como criar soluções para nossos impasses. Certamente essas qualidades dependem de que tenhamos recebido um suporte adequado na infância, ou seja, uma família que nos ofereceu a proteção e o estímulo necessários para crescer, um nome e uma missão na vida. Porém, independente do quanto nossa família tenha nos providenciado um bom acervo emocional, os problemas, as dúvidas e as exigências surgirão, como uma esfinge devoradora que se interpõe no caminho. Bem, essa é a hora em que uma boa caixa de histórias é de grande valia.

Por acreditar no poder da fantasia, nos lançamos na tarefa de refletir sobre o que as histórias antigas, que ainda são narradas, e as novas, que surgiram modeladas por valores contemporâneos, têm a dizer às pessoas que recorrem a elas. Supusemos que há uma relação pragmática com a ficção, usamos o que nos é útil. Porém, essa utilidade não depende de mensagens diretas, pois, se esse fosse o caso, apenas se consumiriam livros de auto-ajuda e manuais variados, o que felizmente não é verdade. Muitos adultos caem nessa cilada, fato que somente os torna mais pobres de espírito, na medida em que esse tipo de leitura não os alivia das obsessões, nem os livra de suas ruminações labirínticas.

Por sorte, as crianças são muito mais espertas, elas são adeptas irrestritas da ficção e quanto mais mágica, onírica, radical e absurda, melhor. Pode-se também traçar um paralelo interessante com a poesia, através da qual as palavras se tornam ferramentas polivalentes. Crianças adoram trocadilhos, rimas divertidas, sentidos surpreendentes e humor, e é nisso que as julgamos sábias, pois o domínio da língua flexibiliza o entendimento da realidade e faz nosso pensamento mais versátil e ágil. Enfim, é uma sorte que na mesma época em que estamos em formação, arrumando as malas que conterão os fundamentos que vamos levar na viagem pela vida afora, sejamos consumidores vorazes de ficção”.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Quero mais surpresas destas!

Ontem ia buscar a minha Luisinha ao Centro Paroquial de Turquel, quando deparo com a turminha dela, no local dos contos. Estava a minha filhota com o livro “A Fonte da Senhora” a fazer de mãe, achei uma delícia.

Só que os meninos quando me viram, pediram: - Vanda, conta-nos a história!

Como podia eu resistir? Sentei-me  e deliciei-me a contar a Lenda da Fonte da Senhora.

Venham mais surpresas destas… que eu adoro.

Ah! e obrigado à Aurea (grande contadora de histórias) pela foto-reportagem.

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