domingo, 28 de fevereiro de 2010

Por onde andas …ó fazedor de palavras

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ilustração de Rebecca  Dautremer

Todos os dias Maria, vestia o seu mais belo fato vermelho, pintava

os lábios de carmim, colocava cuidadosamente a coroa na cabeça, corria

para a janela, encostava a sua face aos cortinados e esperava…  ás  vezes

por ali ficava toda a manhã, outras vezes, só abandonava a janela, quando

já estava escuro.

Os habitantes daquela terra interrogavam-se?

- O que seria que a princesa tanto esperava?

Haviam pessoas, que diziam que ela esperava amado que tinha  ido para a guerra, outras,  que ela esperava

o príncipe encantado que ainda estava para vir!

Esta  dúvida estava a deixar o povo inquieto, e até já se faziam apostas pelas ruas.

Os mais corajosos,  batiam  na   porta do Castelo e perguntavam:

O que a princesa Maria, tanto espera à janela?

Mas os guardas, os criados,as criadas, os jardineiros, as aias também não podiam ajudar, pois eles também não

sabiam responder a este mistério.

A determinada altura, o mistério já era tão grande, que não se falava de outra coisa no Reino da Fantasia.

O rei e rainha para acalmar os ânimos, propuseram:

- Quem nos ajudar a descobrir o segredo da princesa Maria, receberá a sua mão em casamento.

Os  rapazes  lá do reino ficaram entusiasmados, mas como poderiam saber… se  a princesa era muda.

Os  pretendentes perguntaram pelo reino, depois pelas terras vizinhas e até pelo mundo inteiro…

Mas nada.

Até que um dia, um contador de histórias,  trazia nos seus sacos e algibeiras  milhentas histórias de fazer sonhar .

Sentou-se na praça em frente ao palácio, e da sua boca surgiram as mais belas palavras  que se poderia imaginar.

Maria, abriu a janela e inspirou profundamente aquelas palavras, que se  iam  espalhando como uma sinfonia, pela praça.

As palavras iam entrando dentro de Maria e um enorme sorriso ia-se rasgando nas suas faces.

Até que lá do alto da sua janela, Maria falou:

-  Era o contador de histórias que eu estava a esperar, só ele com a sua magia das palavras …   me poderia fazer falar.

Como seria de esperar, Maria e o  contador de histórias casaram-se  e tiveram muitos, muitos filhos que perpetuaram

a magia da palavra e foram grandes contadores de histórias.

Por isso quando ouvirem um contador de histórias,   lembrem-se que ele descende da família real do Reino da Fantasia.

 

Escrito e criado por Vanda Furtado Marques

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

A Padeira foi a Valbom e a Alcobaça

 

 

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Ontem a Padeira de Aljubarrota, foi espalhar as suas aventuras por terras de Alcobaça.

A ida à Escola de Alcobaça foi especial , pois permitiu-me recordar os meus tempos de criança .

Adorei o grupo de alunos que tive a minha frente, estiveram super atentos,  muito

bem informados sobre o contexto que envolvia a história e foram muito, muito curiosos.

Recordei a vinda da carrinha da Gulbenkian à Alcobaça e a alegria que isso nos trazia, quando éramos crianças e como

os livros nos levavam a sonhar, a percorrer mundos desconhecidos, sentir cheiros e  abrir asas na nossa imaginação.

Comparámos essa situação com a actualidade, onde o imediatismo e a ditadura da imagem, nos cortam as amarras para sonhar.

Foi uma partilha muito gratificante.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Congresso Internacional de Literatura Infantil

Está de regresso o Congresso Internacional de Literatura Infantil, desta feita subordinado ao tema Releituras do fenómeno mítico-lendário no espaço ibero-americano.

O seu grande objectivo é promover uma reflexão pluridisciplinar no sentido de encontrar e fortalecer rumos conceptuais em relação às lendas e à sua reinterpretação junto das crianças, de forma a estimular nelas não só o gosto pela leitura, mas também pelo património cultural imaterial.
Promovido pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro - Pólo de Chaves, bem como pelo Observatório de Literatura Infanto-Juvenil e pela Câmara Municipal de Chaves, o congresso realizar-se-á nos dias 14, 15 e 16 de Maio de 2010.

retirado do blog: livro infantil

O Perigo de uma única história

As nossas vidas, as nossas culturas, são compostas por muitas histórias sobrepostas.
A romancista Chimamanda Adichie conta a história de como descobriu a sua voz cultural - e adverte que se ouvirmos apenas uma história sobre outra pessoa ou país, arriscamos um desentendimento crítico.

Vale a pena ouvir a lição de vida desta escritora nigeriana.

TED: Chimamanda Adichie

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

A Rainha Santa Isabel fez milagres na Fundação St Margarida no Arrabal

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A história de D. Dinis e da Rainha Santa Isabel levou-nos pelo reino de Portugal e o imaginário dos Reis e Rainhas fez sonhar as crianças

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Pedro e Inês na Escola Portuguesa em Moçambique

 

O livro “ O Amor de Pedro e Inês” chegou a Moçambique e foi o mote de inspiração para o dia dos namorados.

 

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Devemos valorizar a nossa História de Portugal

 

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    Por vezes quando abordo as figuras da nossa História de Portugal, surgem-me na  memória, imagens

do Estado Novo e da sua glorificação da pátria e a acentuação de certas figuras históricas

que eram utilizadas para enfatizar o nacionalismo, o machismo, o culto a Salazar  e o espírito do “orgulhosamente sós”.

    Porém, a abordagem Histórica, pós 25 de Abril, assume  um sentido muito diferente.

Desta forma, não devemos ter relutância em valorizar a nossa História de Portugal, pois a abordagem do nosso passado é de extrema importância, pois permite-nos valorizar  a força do povo anónimo, das grandes mulheres, mostrar que os nossos Reis e Rainhas também tiveram angústias e dificuldades como todos nós, encontrar valores de extrema importância para a nossa sociedade actual, perpetuar memórias e reforçar a identidade nacional( de forma saudável , solidária e  construtiva).

    São estas as motivações, que me levam a contar as histórias da nossa História às  crianças.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Uma música da minha infância

Eu adorava…

 

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A Casa

Vinicius de Moraes

Composição: Vinicius de Moraes

Era uma casa muito engraçada
Não tinha teto, não tinha nada
Ninguém podia entrar nela, não

Porque na casa não tinha chão
Ninguém podia dormir na rede
Porque na casa não tinha parede
Ninguém podia fazer pipi
Porque penico não tinha ali
Mas era feita com muito esmero

na rua dos bobos numero zero

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Dia dos Namorados- recordo o grande Amor de Pedro e Inês

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Hoje, não posso deixar de recordar duas figuras que sempre me inspiraram.

Quando era pequena, o Mosteiro de Alcobaça era local das minhas brincadeiras,corria pelas alas do Mosteiro, e D. Pedro e D. Inês  povoavam o  meu imaginário .

Era tão belo imaginar como teria sido o amor destes dois reis, que tantas dificuldades tiveram de superar.

Este meu interesse, por Pedro e Inês aguçou-se, quando a peça a “Castro” foi representada no Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça.

Para mim, pequenita foi um deslumbramento, e ficou-me para sempre gravada na memória, o momento

final, em que centenas e centenas de pétalas de rosas vermelhas se soltaram da abóbada do cruzeiro, enaltecendo o grande amor de D. Pedro e D. Inês.

Foi um amor de outros tempos e outros contextos, mas é de uma beleza tocante…

 

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retirado do meu livro “O Amor de Pedro e Inês”

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

A Padeira de Aljubarrota foi visitar os amigos padeiros.

 

 

A festa continua… e as crianças ajudam

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Jardim de Infância de Regueira de Pontes(Leiria)

Obrigado à minha colega de escrita e educadora Leonor Lourenço

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