domingo, 6 de Dezembro de 2009
A importância do Maravilhoso nas histórias infantis
Em seus primórdios, a Literatura foi essencialmente fantástica. Nessa época era inacessível à humanidade o conhecimento científico dos fenômenos da vida natural ou humana, assim sendo o pensamento mágico dominava em lugar da lógica que conhecemos. A essa fase mágica, e já revelando preocupação crítica às relações humanas ao nível do social, correspondem as fábulas. Compreende-se, pois, porque essa literatura arcaica acabou se transformando em Literatura Infantil: a natureza mágica de sua matéria atrai espontaneamente as crianças.
A literatura fantasista foi a forma privilegiada da Literatura Infantil, desde seus primórdios (sec. VII), até a entrada do Romantismo, quando o maravilhoso dos contos populares é definitivamente incorporado ao seu acervo (pelo trabalho dos Irmãos Grimm, na Alemanha; de Hans Christian Andersen, na Dinamarca; Garret e Herculano em Portugal; etc.)
Considera-se como Maravilhoso todas as situações que ocorrem fora do nosso entendimento da dicotomia espaço/tempo ou realizada em local vago ou indeterminado na terra. Tais fenómenos não obedecem às leis naturais que regem o planeta.
O Maravilhoso sempre foi e continua sendo um dos elementos mais importantes na literatura destinada às crianças. Através do prazer ou das emoções que as estórias lhes proporcionam, o simbolismo que está implícito nas tramas e personagens vai agir em seu inconsciente, actuando pouco a pouco para ajudar a resolver os conflitos interiores normais nessa fase da vida.
A Psicanálise afirma que os significados simbólicos dos contos maravilhosos estão ligados aos eternos dilemas que o homem enfrenta ao longo de seu amadurecimento emocional. É durante essa fase que surge a necessidade da criança em defender sua vontade e sua independência em relação ao poder dos pais ou à rivalidade com os irmãos ou amigos.
É nesse sentido que a Literatura Infantil e, principalmente, os contos de fadas podem ser decisivos para a formação da criança em relação a si mesma e ao mundo à sua volta. O maniqueísmo que divide as personagens em boas e más, belas ou feias, poderosas ou fracas, etc. facilita à criança a compreensão de certos valores básicos da conduta humana ou convívio social. Tal dicotomia, se transmitida atravás de uma linguagem simbólica, e durante a infância, não será prejudicial à formação de sua consciência ética..
retirado do blog:
literatura infantil
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Vanda Furtado Marques
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19:55
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sábado, 5 de Dezembro de 2009
Momentos Especiais
Mais uns momentos mágicos com as crianças e os papás.
As Lendas da nossa História vão encantando quem as ouve.
D. Fuas e a Padeira são duas figuras muito cativantes para
as crianças .
Obrigado criançada e também aos pais que me tem apoiado, nesta luta de levar a nossa História
de Portugal aos pequenitos.
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Vanda Furtado Marques
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18:59
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Que ternura!
Adorei estes azulejos.
São lindooos.
Atelier * Av. 15 de Agosto-112 - Alvarinhos, na estrada Sintra - Ericeira
Sara Teixeira:sarat.lua@gmail.com
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Vanda Furtado Marques
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16:42
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sexta-feira, 4 de Dezembro de 2009
Recomendo-vos o último livro da minha mãe
A paixão pela escrita já nasceu com a família.
A minha mãe, Maria Zulmira Albuqerque Furtado Marques é escritora e investigadora
na área da História de Portugal.
Publicou onze livros, que nos ajudam a desvendar a história do Mosteiro e a sua ligação à História de Portugal.
Recomendo-vos a leitura do” Mosteiro de Alcobaça e a Dinastia de Bragança”
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Vanda Furtado Marques
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18:26
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domingo, 29 de Novembro de 2009
A importância das palavras
Quem melhor que Eugénio de Andrade para nos fazer sentir o poder das palavras
As palavras
São como cristal,
as palavras.
Algumas, um punhal,
um incêndio.
Outras,
orvalho apenas.
Secretas vêm, cheias de memória.
Inseguras navegam:
barcos ou beijos,
as águas estremecem.
Desamparadas, inocentes,
leves.
Tecidas são de luz
e são a noite.
E mesmo pálidas
verdes paraísos lembram ainda.
Quem as escuta? Quem
as recolhe, assim,
cruéis, desfeitas,
nas suas conchas puras?
Eugénio de Andrade
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Vanda Furtado Marques
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19:21
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sexta-feira, 27 de Novembro de 2009
Fátima, a menina cor de chocolate escuro
Fiz esta história, para a Fátima a minha afilhada que vive na comunidade de
Momola em Moçambique.
Há muito, muito, pouco tempo, numa aldeia em África vivia uma mãe e uma menina.
Nesta aldeia o chão era de terra, não havia televisão, casas de banho, computadores, nem lojas de brinquedos.
Por outro lado, havia um calor bom, animais selvagens, poças de água para brincar e muita terra para fazer bolinhos.
Nesta aldeia as mães e as filhas gostavam muito de estar juntas e conversar:
-Mãe, mãe porque é que nós somos castanhos?
-Ora, Fátima, tu já viste cor mais bonita que o castanho?
-O castanho é a cor dos quadradinhos de chocolate e da terra que nos dá alimento.
-Sim, Mãe, mas eu gostava de ser branca. O branco é a cor da neve e das pombas da paz. Tu já viste que coisa mais maravilhosa?
- Ó meu amor, a cor da nossa pele não é o mais importante, o que é mesmo, mesmo importante é o nosso interior.
- Ah! Sim, os pulmões, a barriga de dentro e o coração?
- Não, minha querida, o nosso interior, é a nossa capacidade de fazer coisas boas e ajudar os outros, mesmo quando por vezes estamos tristes ou zangados.
- Já estou a perceber, eu às vezes fico zangada contigo, porque me mandas ir buscar água ao poço… mas depois olho para ti e estás tão cansada, que agarro nos meus pés descalços e lá vou eu.
- Isso mesmo , minha filha!!!
Mãe e filha continuaram a conversar e só foram para casa quando o sol já estava a esconder-se por entre as montanhas.
Naquela aldeia, nenhuma filha se ia deitar sem uma boa conversa e uma história de encantar.
Digo-vos, muito a sério, naquela aldeia havia paz e harmonia…
escrito por Vanda Furtado Marques
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Vanda Furtado Marques
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18:32
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terça-feira, 24 de Novembro de 2009
D.Fuas voltou aPorto de Mós
“A escritora e também professora, Vanda Furtado Marques apresentou o seu novo livro aos pequenos portomosenses, no passado sábado.
A Biblioteca Municipal recebeu duas sessões, uma vez que a sala tornou-se pequena para acolher tanta gente, na única sessão prevista.
O livro infantil intitulado “D. Fuas Roupinho” conta a lenda deste nobre cavaleiro português e o milagre da Nossa Senhora da Nazaré, onde enquadra e muito bem o belo castelo de Porto de Mós.
O livro, com a ilustração de Gabriel Colaço, faz parte da Colecção “Contado aos Pequenotes”, que a escritora lança sob a chancela da editora “7 Dias 6 Noites”.
Vanda Maria Furtado Marques nasceu em 1969, é licenciada em História pela Universidade de Coimbra, e publicou, até agora, os livros “O Amor de Pedro e Inês”, “O Milagre de Isabel e Dinis”, “A Padeira de Aljubarrota” .”
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Vanda Furtado Marques
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15:23
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sábado, 21 de Novembro de 2009
O meu amor pelas histórias
Acho que desde que nasci que as histórias circulam nas minhas artérias e bombeiam o meu coração.
Até acho que eu e as histórias… nascemos no mesmo Hospital.
A determinada altura perdemos-nos e cada uma, foi para o seu lado.
Então eu corri o mundo, saltei montanhas, percorri atalhos, embati contra paredes… baralhei-me e até fiz nós.
Até que um dia, presas a um fio, lá vinham as histórias.
Abraçámos-nos, jurámos amizade eterna, jogámos às escondidas e ao rei manda.
Hoje, andamos sempre juntas, e o nosso sonho é fazer cócegas na imaginação das crianças e segredar-lhes:
Sonhem com mundos de algodão doce onde reis e rainhas, cavaleiros e heróis são vossos amigos.
Ah! e não se esqueçam…
Se os sapatinhos de manteiga não se derreterem pelo caminho terão o mundo das histórias aos vossos pés.
escrito por Vanda Furtado Marques
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Vanda Furtado Marques
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13:53
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Ao grande Homem de paz- M. Luther King
“É melhor tentar, ainda que em vão, do que sentarmo-nos e não fazer nada até o fim.
Eu prefiro na chuva caminhar, que em dias frios em casa me esconder.
Prefiro ser feliz embora louco, que em conformidade viver”
“Temos aprendido a voar como os pássaros, a nadar como os peixes, mas não aprendemos a sensível arte de viver como irmãos.”
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Vanda Furtado Marques
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13:42
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