quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Uma história bem divertida

Vou-te aqui deixar uma história, que li hoje, num livro muito interessante, "Pedagogias do Imaginário".
Vale a pena ler...

O Espelhinho
Era uma vez uma terra onde não havia espelhos. Nem nunca tinha havido. Era uma aldeia longe de tudo, onde nada chegava. Nem espelhos.
Uma vez o senhor Chamisso, lá da aldeia, foi à cidade. IH, que assombro! Ruas carros, gente com pressa, casas altas de pasmar... Atarantado, o Senhor Chamisso o que queria era voltar para a sua aldeia. Ia a passar por uma loja e viu, na montra , um espelho: - "Olha o retrato do meu pai"!! - exclamou. O pai do Senhor Chamisso tinha morrido há anos e não era de estranhar que o filho estivesse parecido com ele. Entrou na loja e comprou o espelho. Depois, com o espelho embrulhado debaixo do braço, voltou para a aldeia.
Chegou já era de noite.
Na manhã seguinte, quando acordou, virou-se para a mulher, ainda meio estremunhada, e disse-lhe: - "Calcula o que encontre na cidade? Nem mais nem menos que o retrato  do meu pai. Vai ver que eu deixei- o embrulhado na cozinha". A mulher calçou os chinelos e ainda desgrenhada e mal pronta, foi ver. Quando desembrulhou o espelho, indignou-se: - "Ai que mentiroso que é meu marido. A dizer que tinha trazido o retrato do pai, quando o que trouxe para casa foi o retrato de uma mulheraça com cara de porca".
E foi fazer queixa à mãe: - "Só queria que a mãe visse a feiosa que ela é, toda mal pronta e esguedelhada. Uma pouca vergonha  de mulher". "Deixa estar filha que eu vou ver, e se for como tu dizes, nós  damos uma lição ao teu marido" - respondeu-lhe a mãe.
A mãe foi espreitar o espelho: - "Ai que velha aventesma!" - gritou. Com o susto, largou o espelho, que caíu no chão e se partiu em mil bocados. Pois foi assim tal e qual. Naquela família continuaram a não saber o que era um espelho...
Olhem!... Melhor para eles...

domingo, 24 de agosto de 2008

Poema à Rainha Santa Isabel

Estava a remexer nos trabalhos que  os meninos me foram fazendo ao longo do ano lectivo e descobri um poema muito bonito, feito pela Rute Santos, do Externato Dom Fuas Roupinho da Nazaré.

Rainha Santa
"Ainda criança já eras bondosa,
cuidavas dos outros sem querer ser recompensada.
Isabel  crescia, cada vez mais bela...
Parecia uma estrela!
Tão doce presença...

Casou muito nova, como era de costume,
E veio viver para Portugal.
Acolheu o Reino que a tornou Rainha;
Por vezes sózinha afastou o mal.

Perto de Isabel tudo melhorava:
Apaziguava muitas discusões;
Visitava todos e espalhava ternura
E a sua candura , calava traições!

Contam-se milagres da Rainha Santa;
Recorda-se o seu importante papel.
Trouxe a paz ao reino  e fé  aqueles que ainda
confiam na ajuda na ajuda da Santa Isabel."

Rute Santos

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