terça-feira, 29 de julho de 2008

Poemas a Inês

Agora que estamos de férias e há mais tempo para relaxar e pensar...
Revi uns poemas lindíssimos de Luís Vaz de Camões e de Ary dos Santos sobre Inês de Castro.
Não resisti, aqui ficam umas estrofes, para te deleitares.

Inês...

“Os cabelos parecem os choupais
 
Inês, Inês Rainha sem sossego
  dum Rei que por amor não pode mais.
  Amor imenso que também é cego
  amor que torna os homens imortais
  Inês, Inês distância a que não chego
  morta tão cedo por viver demais.
  Os teus gestos são verde. Os teus braços
  são gaivotas poisadas no regaço
  dum mar azul turquesa imtemporal.
  As andorinhas seguem os teus passos
  e tu morrendo com os olhos baços
  Inês, Inês, Inês de Portugal.”
                                                       
Ary dos Santos


“Estavas, linda Inês, posta em sossego,
  Dos teus anos colhendo doce fruito,
  Naquele engano de alma, ledo e cego,
  Que a fortuna não deixa durar muito,
  Nos saudosos campos do Mondego,
  Dos teus fermosos olhos nunca enxuitos,
  aos montes ensinando e às ervinhas
  O nome que no peito escrito tinhas…” 
                                               Luís Vaz de Camões

1 comentário:

aurea disse...

Este poema (que é lindissimo)foi declamado pelas alunas, do curso da noite, da professora Lucia, em Alcobaça, na biblioteca, quado eu lá fui fazer a rábula no lançamento do livro "festas e romarias" em 2006.É realmente muito bonito.Tenho o vidio se quiseres ver... bjs.

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