sábado, 25 de outubro de 2008

A origem dos Contos de Fadas

CapuchinhoCharles Perrault (1628-1703)
É considerado por muitos, como o primeiro autor para crianças. No Sec. XVII  Perrault ouvia histórias contadas por narradores populares, e adaptava-as ao gosto da corte francesa. Apesar de ser burguês, Perrault foi imortalizado por criar uma literatura de cariz popular.
Perrault considerava que a principal característica do livro infantil era, evidentemente, a moralidade de inspiração cristã, mas apresentada disfarçadamente.
Posso citar algumas das suas obras: Bela Adormecida no bosque, Capuchinho Vermelho, Gato das Botas, Pequeno Polegar, Cinderela, entre outras. 
Diz Tatar: "É evidente que Perrault não pretendeu mostrar originalidade absoluta, e as aventuras que narra são tiradas das fontes encontradas no mundo inteiro, as quais ele teve a inteligência de explorar. É nas narrativas do povo, nas epopeias rústicas que ele foi buscar a sua inspiração. Ele soube memorizar e ouvir. Isso é pouco? Soube seleccionar e, de uma forma apurada, com elegânciae mão leve, compor e embelezar os textos".

Rapunzel

Irmãos Grimm (Alemanha, século XIX)
Também realizaram um trabalho de colectânea popular. Inicialmente este interesse em reunir os contos, teria a ver com o foclore alemão e com o próprio estudo da lingua alemã. Posteriormente os Irmãos Grimm mudam de ideias e publicam esta obra para ser lida às crianças na hora de dormir. Como homens do período Romântico, suavizam as versões de Perrault. Nasce aqui o gosto pelo maravilhoso, pelo humanismo, esperança e confiança na vida. Surgem os finais felizes: "E foram felizes para sempre..."
Temos assim uma nova versão do Capuchinho Vermelho, da Branca de Neve, Rapunzel

 

 

AndersenHans Christian Anderson (Dinamarca, 1805-1875)
Sendo de origem popular soube descrever os desejos de uma população que ansiava conhecer as suas raízes. Diz-se que a genialidade de Anderson está na forma poética e melancólica como aborda os temas. Escreveu 156 contos para crianças.
Posso destacar as personagens frágeis e desamparadas que ele cria no "Patinho Feio", no "Soldadinho de Chumbo", na "Pequena Sereia" e na  "Vendedora de Fósforos".
Anderson criou as suas próprias histórias, para poder retratar a vitória dos fracos, a promessa de transformação e muitas vezes o triunfo final na imortalidade.
Diz Tatar: "Quer o conto fosse seu ou de outrem, a maneira de contar era inteiramente sua, e tão intensa que as crianças ficavam arrepiadas. Gostava, também de dar rédea solta ao seu humor, a sua fala não tinha fim, era ricamente adornada com as figuras de linguagem que as crianças conheciam bem(...) Até as frases mais secas ganhavam vida. Não dizia "as crianças entraram na carruagem e partiram", mas "elas entraram na carruagem - Adeus Mãe - o chicote estalou pléc! pléc! E lá se foram..."

Questionamo-nos porque razão estes contos se tornaram clássicos?
Talvez porque acontecem... "há muitos, muitos anos", numa relidade distante das crianças, permitindo transportá-las para o mundo do encantamento e fantasia e depois, porque trazem conflitos pertinentes à vivência humana".

1 comentário:

Anónimo disse...

parabens gostei muito

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