quarta-feira, 28 de julho de 2010

Uma rainha inspiradora

D. Leonor foi uma Rainha que nos deixou um grande legado social- as Misericórdias, a  imprensa, fundou o Hospital Termal das Caldas da Rainha, protegeu as artes e literatura, foi uma grande “Senhora do Renascimento”.

Dará uma bela história infantil…

SOBRE D. LEONOR DE LENCASTRE...

  in Museu José Malhoa, Caldas da Rainha

D. Leonor de Lencastre foi rainha de Portugal pelo seu casamento com D. João II, o Príncipe Perfeito, em 16 de Setembro de 1473, na cidade de Lisboa.

    Nasceu em Beja, a 2 de Maio de 1458.

    Terceira filha dos infantes D. Fernando e D. Brites era neta paterna do rei D. Duarte e da rainha D. Leonor de Aragão e neta materna do infante D. João, filho legítimo do rei D. João I, e da infanta D. Isabel, filha do bastardo do rei D. João I, D. Afonso, 1º duque de Bragança.

    Intimamente ligada, por laços de parentesco, à família real e à grande nobreza, D. Leonor envolver-se-á nos jogos de poder e de influência de importantes casas senhoriais, nomeadamente as de Bragança e de Viseu, principais opositoras à política centralizadora de seu marido, o rei D. João II.

    A morte do duque de Viseu, D. Diogo, seu irmão, em 1484, às mãos de D. João II, após a condenação e execução do duque de Bragança, seu cunhado, em 1483, marcou o seu progressivo distanciamento do rei, acentuado com a morte do seu único filho, D. Afonso, em meados de 1491, e as tentativas de legitimação, por parte de D. João II, do bastardo D. Jorge.

    D. João II pretendia legar a sucessão do trono a D. Jorge, mas a rainha entendia que, na falta de filhos legítimos, o trono pertencia a seu irmão D. Manuel, duque de Beja. O conflito entre os dois  agravou-se, ao ponto de a rainha se recusar a assistir aos últimos momentos de vida do marido e de proibir D. Manuel de obedecer ao rei. Venceu a rainha e D. Manuel sucederá  D. João II.

    Senhora de um vasto património, no qual se contam rendas na cidade de Lisboa e as vilas de Sintra, Torres Vedras, Torres Novas, Alvaiázere, Alenquer, Aldeia Galega, Aldeia Gavinha  e Óbidos, D. Leonor de Lencastre distinguiu-se no campo da assistência, ao  criar o primeiro hospital termal, nas Caldas da Rainha e fundando a Misericórdia de Lisboa, instituição que se estenderia a todo o país. Mulher culta, protegeu Gil Vicente, Damião de Góis, as artes e a imprensa. Muito religiosa, fundou os conventos da Madre de Deus e da Anunciada, a igreja de Nossa Senhora da Merceana e, talvez, a obra das Capelas Imperfeitas, no Mosteiro da Batalha.

    Morreu em Lisboa, a 17 de Novembro de 1525, ficando sepultada no Convento da Madre de Deus.

    Embora o seu retrato histórico não seja, ainda, fácil de traçar, mereceu do seu biógrafo, frei Jorge de S. Paulo, a designação de "  a  mais Perfeita Raynha que nasceo no Reyno de Portugal ".  

1 comentário:

Tia Verinha disse...

Cheguei até aqui através da Caixinha das trapalhadas...e adorei! Já estou seguindo. Trabalho na componente de apoio à família num jardim de infância e adoro contar histórias...mas gosto de as contar de forma diferente. Neste momento encontro-me em férias fora do país, mas quando regressar vou procurar estas histórias...como pouco tenho para fazer, pois afinal estou de férias, aproveito para planificar as actividades do próximo ano escolar. Prometo que vou ler o blog todinho pois acho que vou aprender muito com ele. Se puder espreite o que temos feito no milsorrisoscoloridos.
Beijinhos e milsorrisoscoloridos

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