terça-feira, 17 de agosto de 2010

Estimulem a criatividade das crianças

 

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" Era uma vez uma galinha branca que punha ovos azuis...

Ovos azuis? - reclamou a professora, indignada, interrompendo a leitura da minha redacção, enquanto a turma se agitava em risinhos de troça e segredinhos maliciosos.

Ovos azuis, sim, senhora professora - respondi eu. - A minha galinha põe ovos azuis.

A menina está a brincar comigo? Já viu alguma galinha pôr ovos azuis? Sente-se imediatamente e faça já outra redacção.

Voltei para o meu lugar, de cabeça erguida, enfrentando a galhofa da turma.

Não baixei os olhos. Apenas os senti escurecer, num desafio.

Durante o recreio fiquei na aula, de castigo. Mas não fiz outra redacção.

Quando, depois do "toque", a professora me chamou para que lesse em voz alta a Segunda versão, comecei:

Era uma vez uma galinha branca que punha ovos brancos, só porque não a deixavam pôr ovos azuis..."

 

A URGÊNCIA DA CRIATIVIDADE
VITOR MANUEL TAVARES RODRIGUES

"Dar uma oportunidade à criatividade é uma questão de vida ou de morte para qualquer sociedade", como afirmou Arnold Toynbee, pois que uma sociedade que não cria e não inova está moribunda, também implementar a prática da criatividade na Escola é, no meu entender, uma forma de esta se manter viva, de não fenecer. Se a imaginação criadora for estimulada sistematicamente na Escola, a mudança e a inovação serão favorecidas e treinar-se-ão capacidades que têm sido esquecidas ou desvalorizadas -- como é o caso do pensamento divergente. Através do desenvolvimento da capacidade criadora promover-se-á autonomia, a responsabilidade motivadora e um crescimento mais equilibrado e global da criança. As suas manifestações criativas podem, de igual modo, ajudar-nos a compreender melhor o desenvolvimento emocional, intelectual, físico, perceptual, social, estético e criador da criança. Por exemplo, as crianças cuja criatividade fique inibida, por regras ou forças que lhes são alheias, podem retrair-se e, então, recorrer a formas estereotipadas de criação (cópias, linhas ou ideias de outros, adopção de perspectivas gastas, etc.) ou mesmo deixar de praticar e de ter gosto na própria criação. A criança emocionalmente livre, desinibida, na expressão criadora, sente-se segura e confiante ao abordar qualquer problema que derive das suas experiências.

1 comentário:

Tia Verinha disse...

Olá Vanda! Vi que está seguindo o meu blog...é com muito prazer que visito e sigo o seu.
Esta história fez-me lembrar de uns pintos rosa, laranja, lilás...que vi nos Picos da Europa e que até postei no meu blog. Tal como os ovos parece impossivel mas que existem, existem.
Beijinhos e milsorrisoscoloridos

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