terça-feira, 31 de agosto de 2010

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Temos nós adultos… que dar o exemplo

 

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Como estimular nas crianças qualidades como respeito,generosidade e solidariedade…

A palavra tem um impacto imediato no quotidiano das crianças. É a entonação que damos a ela que faz com que os pequenos percebam nossas intenções. O aprendizado de conceitos e valores se dá também através do que é observado, absorvido e vivenciado. Como os valores que aprendemos na infância são os que carregamos pela vida fora, é importante que os pais ou os responsáveis pela criança sejam influências positivas no seu quotidiano. Os pequenos são super atentos, apanham em flagrante os adultos  a dizer algo e tendo um comportamento incoerente com o discurso. Então, é necessário que palavra e atitude estejam em conformidade com a verdadeira intenção dos pais.

O “não” é o limite, é a palavra-conceito que estrutura a convivência em sociedade, que dá a noção de perigo, de reconhecimento de fronteiras. O “por favor” é quase mágico, abre caminhos e possibilidades de conquista. O “obrigado” ganha simpatia e deixa portas abertas e assim por diante. Mas a palavra sozinha pode perder seu valor quando é exaustivamente repetida e não tem a respectiva atitude que a valide, que a torne coerente.

O “não” gratuito, sem reflexão, num primeiro momento deixa a criança indignada porque ela simplesmente quer. Então a criança insiste, insiste, e muitas mães e pais acabam cedendo porque o “não” adveio muito mais do vício na palavra que proporciona “conforto” para os pais do que por um motivo realmente consistente. A criança logo percebe que basta choramingar para conseguir o que deseja, e assim o “não” perde seu sentido. Mais tarde a criança será taxada de desobediente e os pais não se darão conta de que eles mesmos a ensinaram a não dar importância a um pedido ou a um limite explícito.

De nada adianta ensinar a criança a pedir “por favor” quando solicita algo, se os pais não o fazem, mas “ordenam”.A dizer “obrigado”, se eles mesmos não reconhecem as gentilezas dos filhos, dizendo que não fizeram nada mais que a obrigação diante de uma atitude solidária dos pequenos. Ou pedir à criança que não grite quando ela observa seus pais gritando um com outro e assim por diante. Esses são exemplos clássicos de questões simples do quotidiano, mas que ilustram como a base do carácter é formada através de observação e repetição de comportamentos.

São inúmeras as oportunidades que os pais têm para mostrar a importância de desenvolver e cultivar valores como respeito, generosidade, gratidão, responsabilidade e solidariedade.

Eis alguns exemplos:

Uma vez por ano, no dia das crianças e/ou Natal, por exemplo, peça que seu filho identifique os brinquedos que não usa mais e avise-o que enquanto ele faz esse “trabalho” você estará fazendo o mesmo com suas roupas. Deixe que ele vá com você num orfanato ou igreja para fazer a doação. Isso lhe dará um senso de realidade, aprenderá a repartir suas coisas e a não acumular o que não usa. É uma lição de desapego.

  • Procure não esquecer de agradecer ou de manifestar sua alegria não apenas por suas solicitações atendidas, como também pelos os gestos de carinho e atenção que crianças que estejam sob sua responsabilidade demonstram nas pequenas atitudes. Elas aprenderão a importância do reconhecimento e da gratidão e também se manifestarão quando as pessoas forem generosas com elas.
  • Se você puder tenha um animal de estimação. A amizade entre crianças e bichinhos promove um inestimável aprendizado com relação a aceitar as diferenças e desenvolverá nela sentimentos de compaixão, respeito e amor incondicional. Divida com ela os cuidados com o animal, como troca de água, oferta de alimento e banho, por exemplo. Isso lhe dará noções de compromisso com uma vida.
  • O livro das virtudes para crianças, organizado por William J. Bennett.Editora Nova Fronteira, 112 páginas

    Fonte: Revista Personare

    segunda-feira, 23 de agosto de 2010

    Receita especial

     

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    Receita Milenar para se tornar um "Contador de Histórias" e Encantador de Ouvintes.

     

    Ingredientes:

    .Emoção

    .Paixão

    .Entusiasmo

    Utensílios

    .Coração cheio de amor e paixão

    .Bons ouvidos

    .Bons olhos

    .Muitas histórias

     

    Modo de preparar

    .Leia bastante! Leia tudo!

    .Fique atento a tudo que acontece á sua volta. Preste atenção a cada movimento. Aguce os ouvidos!

    .Depois desse exercício, você já pode escolher a história que quer contar.Observe:

    1) Ela mexeu com suas emoções?

    ( ) sim ( ) não

    2) Você sentiu sua lingua coçar de vontade de contar essa história para primeira pessoa que encontrar?

    ( ) sim ( ) não

    3) Você ficou impressionado(a) com a verdade contida na história ou conto?

    ( )sim ( ) não

    Se todas as respostas foram afirmativas, você está realmente apaixonado(a) pela história seja ela qual for. Vale a pena dividi-la com quem quiser ouvi-la!

    Fonte: Baú do professor -Histórias e oficinas Pedagógicas - Manual
    Editora Fapi
    Autores:Walkiria Garcia, Áurea Rocha, Cláudia Miranda, Vanderci Castro

    http://rute-rute.blogspot.com/

     

     

     

    .

    quinta-feira, 19 de agosto de 2010

    O mundo cabe nos livros…?

     

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    «Que haverá nos livros? – costumava perguntar a mim mesma, quando tinha três ou quatro anos, sentada no meu banquinho, na livraria dos meus avós. Atrás da caixa, sentava-se a avó. Do outro lado do balcão, a minha mãe esperava os clientes. Por detrás dela, as estantes chegavam até ao tecto e, para se poder alcançar os livros das prateleiras de cima, uma grande escada, suspensa de uma barra de ferro por dois ganchos, deslizava da esquerda para a direita e da direita para a esquerda. Não pensem que me aborrecia! Quando um cliente entrava na loja, eu punha-me a adivinhar: irá escolher um livro das estantes inferiores, ou interessar-se-á por algum colocado nas de cima? Jovem, ágil e inteligente, a minha mãe sabia onde se encontrava cada livro, subia a escada se necessário, descia com um livro de capa azul, vermelha ou dourada e colocava-o diante do comprador. Eu sentia-me orgulhosa da minha mãe e cada vez me interessava mais e mais pelo que pudesse existir nos livros. Nas filas de baixo, também os havia de capa azul, vermelha ou dourada, cheios de letras negras, pequeninas, mas nenhum tinha desenhos tão bonitos como os meus!
    Em minha casa toda a gente lia. A minha mãe, o meu pai, os meus avós. Ao observar os seus rostos inclinados sobre um livro, ao ver que às vezes sorriam, que outras vezes se punham sérios, e que em certos momentos viravam a página com uma atenção tensa, interrogava-me: Por onde andarão? Se lhes falo, não me ouvem e, quando por fim me prestam atenção, parecem acabados de sair de algum lugar distante. Por que não me levam com eles? Que existe afinal nos livros? Qual é o segredo que não me querem contar?
    Mais tarde aprendi a ler. E descobri, enfim, o segredo dos livros. Descobri que neles estava tudo. Não apenas fadas, gnomos, princesas e bruxas malvadas. Também lá estávamos tu e eu com todas as nossas alegrias, as nossas preocupações, os nossos desejos, as nossas tristezas; o bem e o mal, a verdade e a falsidade, a natureza, o universo. Tudo isso cabe nos livros. Abre um livro! Ele partilhará contigo todos os seus segredos.»
    Éva Janikovszky

    terça-feira, 17 de agosto de 2010

    Estimulem a criatividade das crianças

     

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    " Era uma vez uma galinha branca que punha ovos azuis...

    Ovos azuis? - reclamou a professora, indignada, interrompendo a leitura da minha redacção, enquanto a turma se agitava em risinhos de troça e segredinhos maliciosos.

    Ovos azuis, sim, senhora professora - respondi eu. - A minha galinha põe ovos azuis.

    A menina está a brincar comigo? Já viu alguma galinha pôr ovos azuis? Sente-se imediatamente e faça já outra redacção.

    Voltei para o meu lugar, de cabeça erguida, enfrentando a galhofa da turma.

    Não baixei os olhos. Apenas os senti escurecer, num desafio.

    Durante o recreio fiquei na aula, de castigo. Mas não fiz outra redacção.

    Quando, depois do "toque", a professora me chamou para que lesse em voz alta a Segunda versão, comecei:

    Era uma vez uma galinha branca que punha ovos brancos, só porque não a deixavam pôr ovos azuis..."

     

    A URGÊNCIA DA CRIATIVIDADE
    VITOR MANUEL TAVARES RODRIGUES

    "Dar uma oportunidade à criatividade é uma questão de vida ou de morte para qualquer sociedade", como afirmou Arnold Toynbee, pois que uma sociedade que não cria e não inova está moribunda, também implementar a prática da criatividade na Escola é, no meu entender, uma forma de esta se manter viva, de não fenecer. Se a imaginação criadora for estimulada sistematicamente na Escola, a mudança e a inovação serão favorecidas e treinar-se-ão capacidades que têm sido esquecidas ou desvalorizadas -- como é o caso do pensamento divergente. Através do desenvolvimento da capacidade criadora promover-se-á autonomia, a responsabilidade motivadora e um crescimento mais equilibrado e global da criança. As suas manifestações criativas podem, de igual modo, ajudar-nos a compreender melhor o desenvolvimento emocional, intelectual, físico, perceptual, social, estético e criador da criança. Por exemplo, as crianças cuja criatividade fique inibida, por regras ou forças que lhes são alheias, podem retrair-se e, então, recorrer a formas estereotipadas de criação (cópias, linhas ou ideias de outros, adopção de perspectivas gastas, etc.) ou mesmo deixar de praticar e de ter gosto na própria criação. A criança emocionalmente livre, desinibida, na expressão criadora, sente-se segura e confiante ao abordar qualquer problema que derive das suas experiências.

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