quinta-feira, 28 de outubro de 2010

As histórias, um passaporte para o mundo mágico

   O mundo do Era uma vez… abre portas para o mundo de sonhos e magia, onde  todas as crianças devem “entrar”  para carregar as baterias de felicidade e de encantamento.

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Era uma vez...

...Um sonho... O sonho de manter acesa a chama vibrante, intensa e colorida da infância. Um tempo marcado pelo encantamento da atmosfera onírica que rege a primeira e mais importante fase de nossas vidas. Uma época singular, rica, pessoal e intransferível. Período em que representa uma galáxia em meio a todos os outros milhões de sistemas estelares produzidos pela fértil imaginação infantil. Imaginação livre de preconceitos, de negativismos e de limitações. A pureza, a ousadia e o espírito quase selvagem dos primeiros anos nos marcam de forma indelével por toda a existência... É como se esse período fosse comandado pelo ritmo de um relógio cujos ponteiros marcam só diversão e alegria... Um tempo cujo cheiro, gosto, cor e som continuamos perseguindo, de forma consciente ou inconsciente, por toda a vida.

Muito dessa beleza e dessas qualidades da infância é adquirido e aprimorado por meio das histórias que, quando crianças, ouvimos de nossos familiares – pais, mães, avôs, avós, tios e tias – e professores. Histórias que também chegam por leituras, filmes, desenhos animados, peças de teatro.

Sem o passaporte mágico dessas narrativas, é difícil conceber viagens, aventuras, conquistas, temores, medos e receios imaginários fundamentais ao nosso desenvolvimento intelectual e emocional. As histórias nos permitem conhecer e criar mundos fantásticos, repletos dos seres mais extraordinários e das sensações mais diversas...Sem elas, a infância, a adolescência, a juventude e a maturidade estariam condenadas a ocupar um palco sombrio, triste, desprovido de actores verdadeiramente apaixonados.

Mais do que nunca, é preciso dar um novo sentido a esses pequenos seres iluminados que ocupam almas e corações...Crianças interiores que habitam castelos, vales e montanhas edificados quando ainda arquitectávamos sonhos...Meninos e meninas comprometidos apenas em bater a meta diária da felicidade.

Lembremos que estamos vivendo os primeiros anos de um novo milénio, um tempo propício para recomeços, novas tentativas e escolhas. É chegada a hora de assumir o comando dessa embarcação em direcção ao futuro. Não podemos esperar que as novas gerações modifiquem o que está errado se não despertarmos para o facto de que cabe a nós, desde já, dar o exemplo. Para isso, nossos pensamentos e acções devem ser um misto de altruísmo, capacidade de doação e amor ao próximo.

Mas como faremos se os valores que deveriam nortear a vida em sociedade parecem cada vez mais esquecidos? Como educar nossas crianças e jovens num tempo em que a aparência vale mais do que a essência e a competição e o individualismo teimam em ditar as regras dos relacionamentos, acabando por minar qualquer possibilidade de companheirismo, de amizade e de amor?”

Acreditamos que as dificuldades, os conflitos, as guerras e a intolerância que gradativamente se apoderam do mundo são resultado dessa total inversão de valores que predomina nas sociedades – configurando um tempo em que até mesmo a esperança parece estar mais escassa. Cabe a nós estar conscientes da importância de nosso papel e amparar, reerguer, reavivar os sentimentos, valores e atitudes que poderão renovar a confiança em dias melhores.”

Gabriel Chalita , Pedagogia do amor,

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Notícias do Luxemburgo

Sarau literário com escritores lusófonos em Dudelange

Informação - Luxemburgo

Quinta, 14 Outubro 2010 08:53

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Três escritores lusófonos, Vanda Furtado (Portugal), Carlos Espírito Santo e José Henriques (Cabo Verde) participam esta quinta-feira, em Dudelange, no sarau literário Mil Folhas.

Vanda Furtado (foto), escritora de livros para crianças intervém no sarau, a partir de Portugal, através de vídeo-conferência.

Os outros participantes são a poetisa Miriam Krüger (Peru) e o grupo de Gospel da Associação Mokpokpo (Togo).

A iniciativa é de várias associações, nomeadamente da CCPL e da Maison des Associations e vai ter lugar às 20h00 no Centro de Documentação sobre as Migrações Humanas (Gare Usines).

Os saraus literários Mil Folhas pretendem afirmar-se como "um espaço intercultural e de expressão livre".

Apareçam… com as crianças

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“O Rei e a estrela”

Os bonecos lindos e fofinhos feitos pela Lurdes ( ilustradora) que vão estar na apresentação do novo livro” O Rei e a Estrela”

 

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A Estrelinha …                                                                                                    O Rei poderoso…

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Vem lá uma história nova…

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Desta vez uma história criada por mim , onde pretendo de forma brincalhona e divertida apelar para  a importância dos valores.

Os protagonistas são uma estrelinha linda e amarelinha e um Rei Poderoso e maldoso…

Aqui fica um cheirinho…

Era uma vez… uma estrelinha amarela, amarelinha que brilhava no céu.

Um dia o Rei do Mundo decidiu que a havia de ter só para ele.

Pulou, subiu a um escadote, voou num avião.

Tanto insistiu que a apanhou nas suas mãos papudas.

Mas, as estrelas são mágicas e vão dar uma grande lição ao Rei do Mundo.

 

 

Apareçam e tragam as crianças … momentos de  encantamento irão viver

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Esta história chegou a Luxemburgo

Esta história chegou via skyp a um serão de literatura organizado pela comunidade portuguesa, onde o tema era a Natureza ou Natureza Humana.

Eu iniciei a minha intervenção, dizendo que nós muitas vezes camuflamos e escondemos a nossa verdadeira  Natureza Humana, e deixamo-nos inebriar pelos valores materiais e  supérfluos . Com esta ânsia materialista, esquecemo-nos dos afectos, do sonho e encantamento.         

É urgente sonhar…

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Era uma vez… um país onde crianças, mães, pais e até os avós tinham deixado de sonhar.

Quando os pais davam as boas noites aos filhos, já não diziam - “Sonhos Cor-de-Rosa”, nem contavam histórias de encantar.
Os adultos sempre apressados no seu dia-a-dia, pareciam máquinas de trabalhar.
Os corações  tinham enferrujado e nenhuma emoção, os fazia vibrar. As pessoas já não se abraçavam, nem se ajudavam, pois isso fragilizava-as e trazia-lhes as emoções à flor da pele. Os filhos tinham deixado de contar os seus sonhos aos pais, e os pais já não partilhavam as memórias com os filhos.

Neste país, os adultos pensavam que as crianças eram felizes tendo muitos brinquedos e roupas bonitas. Acho, mesmo que os afectos e os carinhos, tinham ido junto com os sonhos, sabe-se lá para onde?

Um dia um menino, tocou o sino, e chamou todos à praça principal:
- “Fiz uma grande descoberta e quero-vos contar”.

A população, sem paciência para brincadeiras, voltou costas e ignorou as palavras do menino.  Mas a criança, voltou a falar…
- “Esperem eu sei onde estão os sonhos e os carinhos!”

Os adultos que já estavam mecanizados, continuaram a andar, mas as crianças… as crianças… perceberam que era importante escutar.

O menino falou, contou-lhes que os adultos foram fechando à chave as gavetinhas dos sonhos, e que agora tinham de ser elas, as crianças a ensinar, como abri-las de novo.

Nessa noite, foi a vez das crianças contarem histórias aos adultos, mundos coloridos, castelos de encantar, florestas mágicas e sorrisos de princesas inundaram os lares deste país longínquo.

Foi uma noite mágica, os adultos deixaram-se embalar pelas histórias de encantar e os sonhos foram voltando para o seu lugar.

Nessa noite todos sonharam… Sonhos Cor-de-Rosa.

Escrito por Vanda Furtado Marques

sábado, 9 de outubro de 2010

A importância da Fantasia nas Histórias infantis

 

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“Se se quiser falar ao coração dos homens, há que se contar uma história. Dessas onde não faltem animais, ou deuses e muita fantasia. Porque é assim suave e docemente que se despertam consciência”. (Jean de La Fontaine, século XVII )

A Os Contos de Fadas são histórias muito  antigas e ainda hoje podem ser consideradas verdadeiras obras de arte, lembrando sempre que os seus enredos falam de sentimentos comuns a todos nós, como: ódio, inveja, ciúme, ambição, rejeição e frustração, que só podem ser compreendidos e vivenciados pela criança através das emoções e da fantasia. Os contos de fadas funcionam como instrumentos para a descoberta desses sentimentos dentro da criança (ou até mesmo de adultos), pois os mesmos são capazes de nos envolver em seu enredo, de nos instigar a mente e comover-nos com a sorte de seus personagens. Causam impacto no nosso psiquismo, porque tratam das experiências quotidianas, permitindo que nos identifiquemos com as dificuldades ou alegrias de seus heróis, cujos feitos narrados expressam, em suma, a condição humana frente às provações da vida.

Histórias como: Capuchinho Vermelho, Rapunzel, Cinderela, o Lobo Mau e todos os seus companheiros continuam sendo os antídotos mais eficientes contra as angústias e temores infantis. Quando essas histórias são apresentadas às crianças, os personagens podem ajudá-las a tornarem-se mais sensíveis, esperançosas, optimistas e confiantes na vida. A fantasia é fundamental para o desenvolvimento emocional da criança. Nessas histórias, a criança identifica-se mais facilmente com os problemas dos personagens. Ao mergulhar com prazer no faz-de-conta, as crianças dão vazão às próprias emoções.

Os contos começam de maneira simples e partem de um problema ligado à realidade como a carência afectiva de Cinderela, a pobreza de João e Maria ou o conflito entre filha e madrasta em Branca de Neve. Na busca de soluções para esses conflitos, surgem as figuras “mágicas”: fadas, anões, bruxas malvadas. E a narrativa termina com a volta à realidade, em que os heróis se casam ou retornam ao lar.

A fantasia facilita a compreensão das crianças, pois aproxima-se mais da maneira como vêem o mundo, já que ainda são incapazes de compreender respostas realistas. Não esqueçamos que as crianças dão vida a tudo. Para elas, o sol é vivo, a lua é viva, assim como todos os outros elementos do mundo, da natureza e da vida.

domingo, 3 de outubro de 2010

O Vale Encantado

 

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Estava a amanhecer...no Vale Encantado, a  azáfama era grande, os coelhos limpavam as tocas, os passaritos lavavam as caras no orvalho matinal, as raposas ajeitavam as suas caudas farfalhudas e os esquilos armazenavam as nozes nos buraquinhos das árvores.

Lá em cima, nas nuvens , aterrava uma cegonha muito, muito cansada.

- Ufa! Finalmente encontrei a morada certa para deixar a encomenda.

- Ora deixa-me ler bem! Vale Ecantado – Rua das Cenouras, nº 6.

A cegonha abriu as suas longas asas e desceu a grande velocidade para o vale. Olhou com atenção e procurou a morada que vinha na encomenda.

Não havia nome nas ruas, mas também não foi preciso, porque assim,que avistou um grande cenoural , a cegonha riu de satisfação.

Pousou lentamente, baixando as asas, procurou a casa com o número seis e ia pensando “mais uma missão cumprida”.

Bateu à porta…TOC , TOC, TOC, pousou o cesto e voou para o céu.

Dentro da casa ouviram-se uns guinchinhos histéricos:

- Maee! chegou o novo mano, nós vimos a cegonha pela janela.

A mãe coelhinha abriu a porta e recolheu o cesto, como sempre fazia.

Levantou o cobertor, espreitou , arregalou os olhos de espanto e disse para os filhos:

- Desta vez a senhora cegonha trouxe um mano bem diferente!

-   Diferente,como? – perguntaram os coelhinhos.

Venham ver e olhem com os vossos próprios olhos.

No entretanto, por debaixo do cobertor já se via uma patinha.

- Mãe , este bebé não tem patinha de coelho!

Depois começaram a ver-se umas orelhitas.

-Mãe,o bebé não tem orelhitas de coelho!

E depois o narizito.

-Mãe,o bebé não tem narizito de coelho.

Até que uma cara e um corpo muito fofinhos saíram do cestinho.

- Mãe!.. que giro que ele é! Mas é um bocadinho diferente de nós?

- Vamos mostrar ao papá, ele vai adorar.

Caminharam até à cozinha, onde o pai preparava uma cheirosa sopa de cenoura.

- Paiiiiiiiii, anda ver o novo mano, olha bem como ele é giro !

O pai, olhou, voltou a olhar, arregalou os olhos e disse:

- Este nosso filho é mesmo diferente, mas é tão giro!..

Nessa noite, a família coelhinha foi cumprir o ritual lá do vale, apresentar o bebé ,à Rainha coruja.

A Rainha coruja já os esperava, no seu tronco real.

- Mostrem-me lá o vosso novo bebé, para eu o abençoar.

A mãe coelhinha levantou o cobertor e a Rainha Coruja  olhou, voltou a olhar e arregalou os olhos.

- Que bebé giro, mas ele não é um coelhinho!

- Nós sabemos, mas ele é nosso filho na mesma, e é tão giro!..

- Só há um pequenito problema é que este bebé vai ficar grande, enorme!- disse a Coruja

- Enorme! Como?

A coruja, cheia de sabedoria disse:

-Vai ficar do tamanho de seis raposas.

-Como! Mas quem é este bebé?

A coruja ajeitou os óculos e disse:

- Este bebé chama-se Leão. Ele é tão grandioso, que é  chamado, o  Rei da Selva.

Os coelhinhos olharam uns para os outros aflitos e perguntaram à coruja:

Com iremos tomar conta dele? E como o iremos alimentar? Onde o iremos deitar?

- Calma, vocês vão tratar dele como se fosse um coelhinho, vão lhe dar cenouras e ervinhas e por enquanto deitem-no berço dos coelhos.Daqui a um mês voltaremos a conversar para ver como está tudo a correr.

Um mês depois … o Leãozinho estava enorme, a família coelhinha já não conseguia passar despercebida na rua e todos os animais do vale, queriam saber quem era aquele animal estranho.

A Rainha Coruja, teve de fazer uma reunião com todos os animais e explicar-lhes quem era este novo animal.

- Animais do bosque, este filhote, chama-se Leão e habitualmente mora na selva, mas a senhora cegonha trocou a encomenda, agora ele viverá entre nós!

- Mas ele é perigoso?

Os animais começaram a agitar-se:

- E se ele nos fizer mal e assustar os nossos filhos!

- Nós não queremos cá este estranho…

-Vamos expulsá-lo,  não merece estar aqui!

A Rainha percebeu que tinha que fazer alguma coisa e falou:

-Para a segurança de todos o Leão irá ficar na prisão do vale,daqui a uma semana voltaremos a reunir para nova decisão.

A família coelhinha chorava, o Leão tinha o coração despedaçado e pequenino, mas os animais do vale achavam que tinham tomada a decisão mais justa para a sua segurança.

Até ao dia … em que uma alcateia de lobos uivava Auu… Auuu,  correndo pelo vale assustando tudo e todos.

Os animais  aflitos , corriam em todas as direcções, fugindo da fúria dos lobos.

O Leão assistia a todo este desespero, por detrás das grades de madeira da prisão.

-Isto não podia continuar “pensou o Leão”, por isso abriu a sua enorme boca e soltou um rugido, tão forte e tão assustador  que os lobos se encolheram de susto.

Depois soltou mais um rugido, e outro Grauuu… Grauuuuuuuuuuuuu…Grauuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu

De lobos nunca mais se ouviu falar no vale encantado… pois, porque um vale de um bosque, que tem como Rei, um leão, não deve haver  no mundo inteiro.

Podem achar que esta história não é verdadeira, mas se forem falar com os leões da selva, não há um único que não conheça  esta história, ela faz parte do Maravilhoso Livro das Histórias dos Leões.

escrito e criado por

Vanda Furtado Marques

 

 

 

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Educação Inclusiva - Maurício de Sousa &Turma da Mônica

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