quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Era uma vez… Portugal na Suíça

  Estou em pulgas para ir à Suíça contar as histórias do nosso Portugal, os amores de Pedro e Inês, o Milagre das rosas, a Ínclita geração, o grande cavaleiro D. Nuno Alvares Pereira, a famosa Padeira de Aljubarrota e  o D. Fuas e o milagre da Nossa Senhora da Nazaré serão os heróis que vão chegar ás crianças da nossa comunidade portuguesa na Suíça.

Será com todo o carinho que eu irei mostrar o papel fulcral da História de Portugal no Mundo e da importância da preservação das lendas e tradições, que são os nossos” fios de memória”.

Aqui fica uma lenda Helvética, muito apreciada e valorizada pelos Suíços:

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Guilherme Tell

Este Herói lendário da Helvécia é companheiro de Robin Hood no que diz respeito a arte com a flecha. Mas por mais que ambos fossem europeus, suas histórias nunca se entrecruzaram.

Conta a história que Guilherme Tell era um caçador com célebres qualidades de arqueiro. Ele morava junto com seu filho na Suíça, onde governava o autoritário Gessler . Este, em sua arrogância, tinha prazer em amedrontar o povo. Em uma das suas atitudes, mandou erguer no centro da cidade um enorme poste, onde colocou exposto seu chapéu. De acordo com as ordens de Gessler, todos deveriam se curvar ao passar pelo poste. O povo, com medo, obedecia tal ordem.

Entretanto um citadino não se sujeitava a tal ordem. Guilherme Tell não tinha medo do impiedoso governante, e por sua vez não se curvava para o chapéu. E assim fazia diariamente. Entretanto, em um dia, o Gessler estava junto ao seu chapéu e assistiu à desobediência de Tell, que passava com seu filho de 8 anos.

Em um gesto brutal, o governante mandou seus guardas interceptarem Guilherme. Por não ter se curvado, o Gessler condenava o caçador a morte. Entretanto havia uma chance de salvar-se. Em frente a toda a população, o filho de Guilherme foi colocado contra uma parede e em sua cabeça colocaram uma maça. Teria Guilherme o dever de acertar a maça com uma flecha, estando ele a uma grande distância do menino. O fracasso no desafio representava a morte. Sem esbravejar, o filho postou-se com a maça e com breves palavras encorajou o pai.

Tell, com precisão e muito receio, procurou o longínquo alvo. Ao soltar a flecha, que voou de sua besta, o único alvo atingido foi a maça, sem ferir a criança. Sob os olhos atentos da população, o governante assistiu o sucesso do caçador, que pode sair de mãos dadas com o seu filho.

Wilhelm Tell, nome original deste herói, é personagem do alemão Johann Christoph Friedrich von Schiller, que além de poeta é dramaturgo e filósofo. A história de Schiller foi base para Rossini compor sua ôpera homônima. Guilherme é personagem vivo de peças teatrais e concertos de música. A Suíça adotou este arqueiro, que com bravura é lembrado nos monumentos e prédios das cidades onde seu espírito ainda vive.

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