quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Artigo na Revista Educadores de Infância

 

Histórias da História e outras de encantar

As minhas aventuras no País do Chocolates

            

 

 

Desta vez, irei levar-vos até ao país dos Chocolates, sim, porque para mim a Suíça, é sinónimo de chocolates. Gulosa, como eu sou, quando me convidaram para ir promover a História de Portugal e divulgar os meus livros, logo aí me imaginei na história do Hansel e Gretel a comer a casinha de chocolate, com os dois protagonistas, nhammm, nhammm.

Quem é apaixonado pelo imaginário infantil, irá ficar encantado com a Suíça. Viajar por este país é como folhear um livro de contos de encantar. As aldeias, com as suas casinhas de madeira, cobertas de flores coloridas, os pastos verdes sem fim, onde as vacas com os seus sininhos tilintam uma música que nos faz embalar, as montanhas altas, altíssimas cobertas de neve… que nos arrepiam e fazem cortar a respiração… Perante este cenário de encantar, eu olhava em redor, esperando que numa qualquer esquina aparecessem as figuras das histórias infantis. Este país enche-nos a alma e faz-nos sonhar.

Nos meus passeios, apercebi-me também, do enorme respeito que existe pela Natureza. Encantei-me em ver que no país dos chocolates se constroem pontes e não muros. Foi uma sensação tão grandiosa, sentir que as árvores, as flores, os bosques, os relvados estão lado a lado com as habitações, sem se ferirem uns aos outros; há um enorme sintonia entre o Homem e a Mãe- Natureza.

As crianças têm muita sorte, não as levam a Centros Comercias, os passeios ao ar livre são privilegiados, vemos pais e filhos a passearem de trotinete, de bicicleta, a caminharem em bosques, a brincar na lama e nos parques. Acho que saboreiam mais aquilo que está em redor deles, não preenchem os seus vazios no consumismo.

Enquanto, contadora de histórias, tenho que vos contar que as personagens mais queridas dos Suíços, são a Heidi e o Guilherme Tell, ao redor das quais existe um grande investimento cultural.

No país dos Chocolates, a educação é verdadeiramente gratuita, as crianças não pagam os livros nem qualquer material escolar, mas são educadas para dar valor ao que lhes é dado. Apercebi-me, também, que lhes é incutida, desde muito cedo, uma grande autonomia, mas com uma grande dose de responsabilização.

Nestas minhas aventuras, descobri também, que os suíços se deitam com as galinhas, tal como eu, e se levantam bem cedinho; fazem da bicicleta, um dos seus meios de transporte mais comum e adoram andar descalços, até nas ruas … são de uma descontração impressionante.

Foi uma experiência muito enriquecedora e uma grande lição de vida: se os suíços sabem tão bem tirar partido da sua riqueza natural, também nós temos de valorizar e apregoar bem alto o que temos de melhor: a História, as Tradições, a Gastronomia, as Praias, o Mar … e um Sol que nos oferece uma luminosidade sem par.

Como dizia Fernando Pessoa, no seu heterónimo, Alberto Caeiro ”

Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver no Universo...
   Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer
   Porque eu sou do tamanho do que vejo
   E não, do tamanho da minha altura...

Um beijinho de algodão doce e até à próxima aventura…

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