sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Os floquinhos mágicos

 

Se todos distribuíssemos uns floquinhos… poderíamos mudar o mundo

 

Era uma vez uma pequena aldeia…onde o dinheiro não entrava.Tudo o que as pessoas compravam, tudo o que era cultivado e produzido por cada um, era trocado. A coisa mais importante, a coisa mais sublime, era o amor.

Quem nada produzia, quem não possuía coisas que pudessem ser trocadas por alimentos, ou utensílios, dava seu CARINHO.  O CARINHO era simbolizado por um floquinho de algodão.

Muitas vezes, era normal que as pessoas trocassem floquinhos sem querer nada em troca.As pessoas davam seu CARINHO pois sabiam que receberiam outros num outro momento, ou noutro dia.

Um dia, uma mulher muito má, que vivia fora da aldeia,convenceu um  menino a não dar mais os seus floquinhos. Desta forma, ele seria a pessoa mais rica da cidade e teria o que quisesse.  Iludido pelas palavras da malvada, o menino,que era uma das pessoas mais populares e queridas da aldeia, passou a juntar CARINHOS e em pouquíssimo tempo, a sua casa estava repleta de floquinhos, o que tornava difícil morar nela.

Quando a cidade já estava praticamente sem floquinhos, as pessoas começaram a guardar o pouco CARINHO que tinham, e toda a HARMONIA da cidade desapareceu.

Surgiram a GANÂNCIA, a DESCONFIANÇA, ROUBO,ÓDIO, a DISCÓRDIA, as pessoas  maltrataram-se pela primeira vez e passaram a  IGNORAR-SE pelas ruas.

Como este menino era muito querido na cidade, foi o primeiro a sentir-se TRISTE e SOZINHO.O que o fez procurar a velha . Não a encontrou mas,  tomou uma decisão muito séria. Pegou numa grande carroça, colocou todos os seus floquinhos em cima e caminhou por toda a cidade distribuindo aleatoriamente seu CARINHO. A todos que dava CARINHO, apenas dizia:

-Obrigado por receber meu carinho.

Assim, sem medo de acabar com seus floquinhos, ele distribuiu até o último CARINHO sem receber um só de volta. Sem que tivesse tempo de sentir-se sozinho e triste novamente.

Mas alguém caminhou até ele e lhe deu CARINHO.Um outro fez o mesmo...Mais outro... e outro... até que definitivamente a aldeia voltou ao normal.

Adaptação de uma história de autor desconhecido

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