sábado, 29 de outubro de 2011

Conhecer melhor… Hans Christian Anderson

 

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   A Vendedora de Fósforos, de Hans Christian Anderson, era umas das histórias que mais me impressionava na minha meninice.

Eu não conseguia entender como se podia deixar uma criança morrer ao frio… e de como era possível haver tanta injustiça no mundo. Cheguei a chorar … por aquela pobre menina.

Naquela altura, eu não percebia que esta menina simbolizava tantas outras, que morreram devido às duras condições de vida  após a industrialização.

 

Hans Christian Anderson

Era uma vez… um menino pobre e feio que queria ser ator. Uma de suas poucas alegrias era assistir histórias populares encenadas pelo pai, que era sapateiro, num teatrinho feito de papelão. Quando o pai morreu, o sonho do menino ficou mais distante, já que ele teria que sustentar a família. Um dia, o menino partiu para bem longe e passou fome e frio até conhecer um homem que pagou seus estudos e viagens pelo mundo. O menino não se tornou ator, mas ficou rico e famoso escrevendo histórias infantis.

A vida do dinamarquês Hans Christian Andersen (1805-1875) daria um conto de fadas.   Na sua narrativa   há um pouco de suas tristezas e alegrias, como em O Patinho Feio. Ele é autor de cerca de 160 contos e seis romances, além de poesias e de uma autobiografia. Sua obra foi traduzida para mais de 100 línguas.

Ele foi, segundo estudiosos, a "primeira voz autenticamente romântica a contar histórias para as crianças" e buscava sempre passar padrões de comportamento que deveriam ser adotados pela nova sociedade que se organizava, inclusive apontando os confrontos entre "poderosos" e "desprotegidos", "fortes" e "fracos", "exploradores" e "explorados". Ele também pretendia demonstrar a ideia de que todos os homens deveriam ter direitos iguais.

A genialidade de Andersen está na leveza, na poesia e na melancolia com que trata o sofrimento infantil. Os escritores que o antecederam, como o francês Charles Perrault (1628-1703) e os irmãos alemães Jakob (1785-1863) e Wilhelm Grimm (1786-1859), apenas registravam no papel as histórias já contadas oralmente pelo povo, como Chapeuzinho Vermelho. Andersen é definitivamente o primeiro escritor infantil.

Entre os contos de Andersen, destacam-se: O Abeto, O Patinho Feio, A Caixinha de Surpresas, Os Sapatinhos Vermelhos, O Pequeno Cláudio e o Grande Cláudio, O Soldadinho de Chumbo, A Pequena Sereia, A Roupa Nova do Rei, A Princesa e a Ervilha, A Pequena Vendedora de Fósforos, A Polegarzinha, entre outros.

domingo, 23 de outubro de 2011

Fadas das histórias

 

Quando eu vou contar histórias, a minha essência transforma-se e eu sinto-me uma autêntica fada.

 

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Nas faces,  levo um sorriso rasgado e maroto, de quem leva o maior segredo do mundo.

Nas costas, umas asas cintilantes, que me fazem voar para mundos de encantar

Da minha pele exala o aroma das flores, que sorriem na primavera.

O meu riso, genuíno de criança  faz cócegas  deliciosas nos ouvidos das crianças.

Da minha boca saem palavras de sonho e encantamento que fazem alimentar a  alma.

Do meu coração palpitam os  sons que tecem as linhas da fantasia.

Ah!..  e os meus olhos, ganham a cor da infância, e com eles abro janelas para um enorme arco-íris de esperança.

escrito e criado
Vanda Furtado Marques

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Conta-me uma História…

 

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As crianças encantam-se pelas histórias tradicionais, porque a maioria delas, contam o triunfo do mais fraco, do mais novo, do mais pequeno, do mais simplório e do mais feio do grupo. O coelho engana a Raposo, o filho mais novo tem mais êxitos que os mais velhos, os pobres ficam ricos, as gatas borralheiras torna-se princesas.

As crianças adoram ouvir estas situações, pois também elas, por vezes se sentem mal-amadas, injustiçadas, traídas, feias, amedrontadas. Com estes contos, a crianças sonha com o dia em que o mundo irá descobrir como ela é fantástica e especial, e como também irá ter direito a um final feliz.

Os contos são desta forma um carregador de baterias do ego e autoestima, além de serem um ótimo entretenimento

domingo, 16 de outubro de 2011

Vamos precisar … de muito altruísmo.

 

Altruísmo: "Provém do latim, da raiz ‘alter’ que significa precisamente ‘outro’.
Designa o que preocupa e se interessa pelos outros, jamais negando auxílio e ajuda, sendo capaz de abrir mão de seus próprios interesses.
Numa extremidade está o egoísta, e na outra, oposta, o altruísta.
Se a característica do egoísta é mentir, trapacear e enganar para obter vantagens pessoais, a do altruísta é a generosidade, a nobreza, o amor ao próximo, o carácter recto.
É um valor que não cai do céu, não nasce nas árvores, e não se encontra no mar.
Mas que se forja no dia-a-dia, desde a tenra idade, desde a primeira infância, à medida que crescemos e amadurecemos para a vida."

Nós , devemos dar ênfase a estes valores e mostrar que vale a pena a pena ser altruísta, mostrando às crianças, que esta palavra é feita do veludo das estrelas e é macia como os colos-de-mãe.
Ser altruísta é abrir brechas nos muros mais duros e rochosos e não esperar que nos batam palmas.
É avançar com a nossas ideias ‘de mudar o mundo’, mesmo quando as pessoas não nos escutam e nos viram a cara.
É acreditar nas fadas e nos sonhos, não tendo receio que nos julguem ou nos achem loucos.

É lutar por dignas condições para todos.

É a generosidade, a nobreza, o amor ao próximo.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Era uma vez… O 5 de Outubro

 

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Era uma vez um povo  governado por Reis.

Neste país tinha havido Reis muito bons, reis médios e reis maus.

Mas povo sempre os amou e acarinhou.

Só que ultimamente o povo estava com muita fome e dor

e o Rei não estava a ajudar.

As crianças choravam de fome e os seus pais nada tinham para dar.

Mas o Senhor Rei vivia na fartura e luxo  nos seus  palácios de encantar…

esquecia-se que tinha um povo para  acarinhar e ajudar.

A população exigia outra forma de governar…

As crianças queriam escolas para estudar.

Os pais queriam empregos para trabalhar.

As mães queriam ter direitos para lutar.

Entretanto novas ideias surgiam no ar…

A República e a sua nova maneira de pensar.

-Instrução  para todos, direitos para as mulheres e condições dignas para os trabalhadores!

O povo gostou destas ideias, e cheios de coragem,

  uma Revolução fizeram estalar.

Em uníssono entoam vivas:   Viva Portugal …Viva a República.

Viva o 5 de Outubro.

Que grandes mudanças… se vão dar em Portugal

A partir de agora a  população já   podia votar e juntamente com o seu

governante,   uma solução para o país, vão poder encontrar.

Foi o fim  da monarquia e a bandeira verde e vermelha foi hasteada no ar.

Cantou-se o hino com esperança e todos gritaram com alegria

Viva a República, Viva Portugal.

escrito por Vanda Furtado Marques

sábado, 1 de outubro de 2011

Temos de cultivar as qualidade humanas

 

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Vamos agora olhar para nossa história enquanto civilização: o que vemos?

   Vemos que o homem, principalmente no último século, concentrou-se muito no desenvolvimento da ciência e tecnologia, o que sem dúvida melhorou nossas condições materiais de vida. Porém, visando o conforto exterior, o ser humano foi deixando de lado seu plano interior, esquecendo-se que é corpo, mente e espírito (MORAES,2003).
Esse enfoque tecnicista fragmentou a educação, e deu primazia ao conhecimento, à competição cerrada, o que provocou uma desestruturação do ser humano que, por sua vez, se reflete na realidade violenta de nossa sociedade. Estamos no meio de uma perigosa crise de valores.
   E assim vamos abrindo caminho para a violência que, sorrateira, nos espreita. Muitos são os flagrantes de intolerância, frieza e da transgressão da ética e moral.  As nossas crianças sentem-se perdidas, porque muitos de nós, adultos, também perdemos o rumo, sem saber para onde ir no rumo da vida. É como se a tênue linha divisória entre o bem e o mal, entre o certo e o errado se  estivesse  a apagar.

   Isto tudo é sinal de que nós, adultos, estamos a falhar…
Quando questionamos estas coisas, devemos compreender que o comportamento de nossos pequenos é um reflexo da formação recebida em casa e na escola, da falta de respeito pelo outro, do desconhecimento de limites, da ausência de disciplina e da inversão de valores presente na nossa sociedade que gera desestruturação nos nossos lares,  com a qual acabamos por nos habituar.
“Se a educação que fornecemos às nossas crianças enfatiza o desenvolvimento intelectual sem se preocupar com o cultivo das qualidades humanas, os meios de comunicação expõem os indivíduos a modos padronizados de pensar, de agir, de consumir. Um grande domínio é assim exercido sobre nós, pequenos e grandes, e então paramos de questionar! (MOWEN, 2003).

Reis, Rainhas, príncipes e princesas

 

Um niquinho de História para os mais pequeninos…

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   Quando as crianças ouvem uma história do género “era uma vez, um reino longínquo, uma princesa que...”, podem acreditar que tem grande hipótese de ser real ou, pelo menos, bem perto da realidade. Isso porque, há muitos e muitos anos atrás, mais precisamente durante a Idade Média , existiam castelos em todos os países da Europa, cada um deles com seu rei, rainha, príncipes, princesas e cavaleiros, formando um sistema social chamado de sistema feudal.

  O Rei era a figura principal de cada feudo. Era dele, que partiam as ordens, a justiça e também a distribuição do dinheiro, normalmente viviam em castelos e palácios. As Rainhas, eram as mulheres dos Reis, e tinham como principal missão gerar um herdeiros que garantisse a descendência real.

  Os príncipes e princesas eram os filhos dos reis e rainhas, e já nasciam com a missão de assumir o trono no caso morte do rei, mesmo que isso acontecesse quando eram ainda crianças.

  Os cavaleiros também eram personagens que realmente existiam nesta época. Eram os filhos dos nobres que eram treinados desde cedo para esta função. Ainda jovens aprendiam a usar as armas e a montar. Depois de muito treinar, quando demonstravam coragem e nobreza eram nomeados cavaleiros pelo rei. Sua função era proteger o rei e defender o castelo do ataque de inimigos. Participavam de guerras usando espadas escudos e lanças compridas.

Ao redor do castelo eram construídas grandes e grossas muralhas, para dificultar o máximo possível qualquer tipo de invasão. Os cavaleiros ficavam constantemente em vigília, em pontos estratégicos ao longo das muralhas para observar se havia algum perigo à vista.

O valor dos contos de fadas

 

Todas as histórias ancestrais possuem alguns elementos estruturais comuns, encontrados universalmente em mitos, contos de fadas, sonhos e filmes.

No livro a “Jornada do Escritor” de Christopher Vogler podemos compreender essa estrutura comum, que está inerente à própria humanidade.

“Assim que entramos no mundo dos contos de fadas e dos mitos, observamos que há tipos recorrentes de personagens e relações: heróis que partem em busca de alguma coisa, arautos que os chamam à aventura, homens e mulheres velhos e sábios que lhes dão certos dons mágicos, guardiões de entrada que parecem bloquear seu caminho, companheiros de viagem que se transformam, mudam de forma e os confundem, vilões nas sombras que tentam destruí-los, brincalhões que perturbam o status quo e trazem um alívio cómico. Ao descrever esses tipos comuns de personagem, símbolos e relações, o psicólogo suíço Carl G. Jung empregou o termo arquétipos para designar antigos padrões de personalidade que são uma herança compartilhada por toda a raça humana.

Jung sugeriu que pode existir um inconsciente colectivo, semelhante ao inconsciente pessoal. Os contos de fadas e os mitos seriam como os sonhos de uma cultura inteira, brotando desse inconsciente colectivo. Os mesmos tipos de personagem parecem ocorrer, tanto na escala pessoal como na colectiva. Os arquétipos são impressionantemente constantes através dos tempos e das mais variadas culturas, nos sonhos e nas personalidades dos indivíduos, assim como na imaginação mítica do mundo inteiro. Uma compreensão dessas forças é um dos elementos mais poderosos no baú de truques de um moderno contador de histórias.

O conceito de arquétipo é uma ferramenta indispensável para se compreender o propósito ou função dos personagens em uma história. Se você descobrir qual a função do arquétipo que um determinado personagem está expressando, isso pode lhe ajudar a determinar se o personagem está jogando todo o seu peso na história. Os arquétipos fazem parte da linguagem universal da narrativa. Dominar sua energia é tão essencial ao escritor, como respirar.”

Se quiseres saber mais sobre os arquétipos, podes ler o Livro de Jung “Os arquétipos e o inconsciente colectivo”

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