sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Ser escritora…

 

 

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-Porque se tornou escritora para crianças?

Nas minhas andanças de escritora, há uma pergunta que as crianças têm sempre uma enorme curiosidade em saber:

-Porque se tornou escritora para crianças?

Esta pergunta também eu fui fazendo para mim própria… sim porquê! O que despertou em mim esta vontade de escrever?

Eu imediatamente recuo para a minha infância, onde tive a sorte de crescer num seio de uma família, onde os livros e as histórias preenchiam o nosso dia- a- dia. Desde pequenita, que me recordo da minha mãe contar as histórias das tias e dos avós, dos bisavôs. Eram histórias verdadeiramente fantásticas, onde tesouros antigos, amores incompreendidos e lutas pela liberdade me eram desvendados nos serões em família. Aqueles momentos eram mágicos, e nós, as crianças escutávamos sem pestanejar e com a respiração suspensa, pois haviam histórias que eram mesmo de arrepiar. Outras, mais infantis, terminavam sempre com uma lengalenga “ Se os sapatinhos de manteiga não se derreterem pelo caminho”, as personagens das histórias viriam visitar-nos. Este final causava-me sempre, um misto de alegria e medo. Pois tanto imaginava a Branca de Neve a bater-me à porta, como o malvado Lobo mau! Foi este conjunto de sensações que me foram dando estrutura para gerir as emoções e crescer feliz e com uma enorme imaginação.

Depois das histórias infantis… fui iniciada nos clássicos, que me trouxeram bagagem e um conhecimento mais alargado do mundo. Foi nesta fase, da adolescência, que decidi que queria ser escritora. Num Natal, pedi aos meus pais uma máquina de escrever e anunciei à família que queria ser escritora. Escrevi uns poemas e umas histórias da minha vida, mas essa febre durou apenas um ou dois anos. Depois como costumo dizer, eu a as histórias voltámos as costas, andamos desavindas durante uns largos e largos, anos.

A vontade de escrever só regressou com o nascimento da minha primeira filha. Foi nesta altura, que despoletei as minhas memórias de infância, as leituras, os serões em famílias, as sensações criadas pelas histórias e o amor pelas palavras e pelos livros, que me tinha sido transmitido.

Desde, então a minha vontade de escrever e contar histórias nunca mais cessou.

Por isso, costumo dizer às crianças: leiam muitos livros, mas não se limitem a ler, saboreiem-nos, sintam-nos e questionem-nos. Quando se apaixonarem pelos livros, nunca mais vão quere parar de ler, e a magia das palavras fará parte da vossa vida para sempre.

Beijinhos de Algodão doce.

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