terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

As fórmulas para entrar na magia das histórias…

 

“O livro é aquele brinquedo, por incrível que
pareça que, entre um mistério e um segredo põe
ideias na cabeça”.

Maria Dinora


ERA UMA VEZ...; CERTA VEZ...; HAVIA UMA VEZ UM REI ...;
ACONTECEU...; ANTIGAMENTE...; NAQUELE TEMPO...; UM DIA...;
HÁ MUITO TEMPO HAVIA...; MUITO, MUITO LONGE DAQUI...;
NUM CERTO LUGAR... ; NUMA CERTA ÉPOCA..

Fórmulas mais longas

Era uma vez

Um conto curtinho

Que começava

E terminava logo, loguinho…

 

Era uma vez

Um conto feliz

Que acabava sempre

A comer perdiz…

 

Era uma vez

Um conto divertido

Só para contar

Num dia aborrecido…

 

Era uma vez

Um conto distante,

Mas quero alcançá-lo,

E pego-o num instante

 

Era uma vez

Um conto engraçado,

Tinha dois duendes,

E um urso cansado…

 

Era uma vez

Um conto sem fim,

Nunca terminava

E perlim, pim, pim…

 

Eu vou contar-lhes um conto,

Um conto lhes vou contar.

E uma vez que o comece,

Nunca o vou terminar.

O meu conto tem princípio.

Porém, não vai terminar.

E aqui quiserem ouvi-lo

A todos vai encantar.

Já lhes disse que o meu conto

Não consegue terminar.

Eu vou contar-lhes um conto,

Um conto lhes vou contar…

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

A história de Amor mais bela do mundo inteiro

 

Hoje, dia dos Namorados deixo-vos aqui um excerto de um artigo que eu fiz para a Revista Educadores de Infância, sobre o Amor de Pedro e Inês.

 

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A história de Pedro e Inês está ligada a minha meninice, por um episódio mágico que nunca mais esquecerei

Nasci e cresci em Alcobaça e para mim, o Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça, era um local para eu jogar às escondidas e descobrir mistérios, como os dos livros de aventuras, que eu lia. Numa determinada noite, a minha mão levou-me a ver a peça “ A Castro” de António Ferreira… eu tenho algumas memórias difusas, como uns monges a cantarem pelas naves laterais, a Inês morta por amar tanto o seu grande amor, um Pedro que chorava de amor e depois, e depois um final apoteótico, com uma chuva de pétalas de rosas a caírem misteriosamente da abóboda, sobre o corpo de Inês, deixando-me completamente deslumbrada e atónita.

Este grande amor, marcou- me para sempre e também eu sonhava … “algum dia alguém me há-de amar com a intensidade e com a paixão que o Pedro e Inês sentiam um pelo outro.

Tornei-me adulta e achei que estava na altura de escrever esta história às crianças, pois tal como eu me apaixonei e vibrei com este grande amor, estava na hora de passar esse meu testemunho às crianças, para elas o perpetuarem.

Vanda Marques

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Educar com muito amor…

 

 


Cada vez, nós mães e pais temos mais dúvidas como educar os nossos filhos…

Aqui ficam algumas dicas que eu própria sigo, outras que me irei esforçar para as realizar.


“Uma maneira de educar as crianças é através do que chamarei de pedagogia do amor e do amor incondicional. Aquele que não espera que o outro mude para começar a amá-lo. Aquele que não diz que a criança deveria ser diferente, mas que valoriza todos os seus sentimentos comportamentos, iniciativas. Aquele amor que não tem a intenção de ter nenhum tipo de controle sobre a criança, que não quer manipular suas reacções e comportamentos e moldá-los de acordo comum padrão, ou de acordo com um objectivo que não foi traçado por ela.

Aquele amor que permite que ela simplesmente seja ela mesma, que "deixa o rio correr", sem
apressá-lo, que acompanha o fluir livre e leve da criança. Que jamais diz que ela não deveria sentir
raiva de alguém, mas que procura compreender seus sentimentos e ensiná-la que quando não se
luta contra os mesmos, eles passam por nós bem mais depressa. deixar o rio correr... sempre...

Ensiná-la a reconhecer que todo comportamento tem uma intenção positiva. Se ela aprender a
reconhecer isto em si mesma, terá muito mais facilidade em reconhecê-lo nos outros. Se ela
aprender a ser compreensiva e paciente consigo mesma, também o será com as demais pessoas.

Se ela está sentindo inveja de alguém, ajudá-la a reconhecer que provavelmente ela tem dentro de si
uma parte (um "lado") que acredita que ela também merece ser como aquela pessoa, ou ter o que
ela tem, e que não há nada de errado nisso. Se ela está com raiva de alguém que brigou com ela,
talvez seja porque possui uma parte que acha que ela merecia ser tratada de uma maneira melhor. e
assim por diante. (…)

Ajudá-la a confiar em seus sentimentos, sensações, intuições, em seu julgamento interno, em sua
voz interior, na "voz do seu coração". ao invés de ficar lhe dizendo o que deveria fazer, perguntar-lhe
"o que você acha disso?" "o que você sente em relação a isso?" ajudá-la a formar seus próprios
valores incentivando a reflexão, fazendo-lhe perguntas que a  ajudem, a confiar na sua sabedoria
interna. Esta é a maior herança que os pais podem deixar aos filhos, já que pais não são eternos.”

Pedagogia do amor
Beatriz m. p. penteado (*)

Programação Neurolinguística

domingo, 12 de fevereiro de 2012

À descoberta do Mosteiro da Batalha

 

                    

Dia 12 de Fevereiro

  Mais um Domingo com Pais e Filhos no Mosteiro da Batalha.

Fomos presenteados com mais um dia maravilhoso de sol, que nos permitiu ver a luz mágica e divinal que nos é dada pelos fabulosos vitrais.

Percorremos toda a história de D. João e D. Filipa que marcaram de forma incontornável a nossa História de Portugal. Foi na Capela do Fundador que podemos apreciar o  túmulo conjugal de D. João e D. Filipa de Lencastre, que repousam de mãos dadas, revelando a grande união que mantiveram em todo o seu reinado, tal como o carinho e afeto que transmitiram aos seus filhos. Pude também mostrar como o número oito está presente em toda a capela do Fundador (estrela de oito pontas, oito chaves na abóboda, oitos nervuras, etc), revelando como os oito filhos de D. João e D. Filipa ficaram eternizados para o todo o sempre junto dos pais.

A estrela que sempre os acompanhou … lá está altaneira, no alto da abóboda,   “protegendo e iluminando”  D.Filipa  e D. João para toda a eternidade e depois…  seis dos seus filhos que nos trouxeram uma grande Herança para Portugal (Duarte, Pedro, João , Isabel, Henrique e Fernando). Esta geração de príncipes cultos e solidários, que Camões apelidou da Ínclita Geração.

Foi esta família marcante, que trouxe para Portugal uma nova era de fé e esperança … unindo todo o povo português numa construção coletiva – A Expansão e Descobrimentos .

Foi um prazer, acompanhar Pais e Filhos do Centro Escolar da Benedita,que aderiram de maneira espantosa, ao projeto Crescer a ler em família promovido pelo Agrupamento  e pela Câmara Municipal de Alcobaça.

Como dizia Fernando Pessoa:

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D.JOÃO O PRIMEIRO

O homem e a hora são um só

Quando Deus faz e a história é feita.

O mais é carne, cujo pó

A terra espreita.

Mestre, sem o saber, do Templo

Que Portugal foi feito ser,

Que houveste a glória e deste o exemplo

De o defender.

Teu nome, eleito em sua fama,

É, na ara da nossa alma interna,

A que repelle, eterna chama,

A sombra eterna.

D.PHILIPPA DE LENCASTRE... (ouvir)

Que enigma havia em teu seio

Que só génios concebia?

Que archanjo teus sonhos veio

Vellar, maternos, um dia?

Volve a nós teu rosto sério,

Princeza do Santo Gral,

Humano ventre do Império,

Madrinha de Portugal!

Fernando Pessoa

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