segunda-feira, 15 de setembro de 2008

O Milagre de Isabel e Dinis no Jardim de Infância da Azambujeira

Na sexta-feira, 12 de Setembro, veio-me parar às mãos, o jornal do Agrupamento da Benedita: "Pedra Filosofal" e foi com muita alegria que li um artigo lindíssimo sobre a minha ida ao Jardim de Infância da Azambujeira.
Não resisti  e decidi, partilhá-lo.
Está verdadeiramente delicioso... Parabéns Educadora Paula

“Aconteceu uma magia!...” Carolina
“...veio cá a professora Vanda...” António
“...e contou a história...” Madalena
“…do Milagre das Rosas...” Luís
“...não, da Isabel e do Dinis!” Martim

“A professora Vanda deixou as rosas caírem no chão!...” Luís
“...isso foi quando o D: Dinis na história perguntou a Dona Isabel o que tinha no regaço, ela disse que eram rosas!” Madalena

“O D. Dinis precisava de plantar pinheiros para a água não ir para o outro lado!...” Joana
“...para não estragar as hortas.” Madalena

“Depois começaram a fazer luta o D. Dinis e o filho!... Luís
“...apareceu a Rainha no meio..." Carolina
“...montada num burro!...” Madalena
“...e disse assim: - Só saio daqui quando acabarem a luta.” Anita

“Quando D. Dinis morreu a Dona Isabel foi para um convento!...” Madalena
“...de freiras!” Joana

“Quando acabou de contar a história, escreveu no livro e autografou…” António
“...e depois pôs estrelinhas e pozinhos nas nossas mãos!...” Madalena
“…e depois nós esfregámos na cara!...” António
“...para a magia entrar em nós para nós sermos amigos.”

“A visita da prof. Vanda foi gira...” Anita
“...tinha uma coroa de oiro!...” Luís
“...e um pano branco na cabeça!...” Joana
“...era um lenço porque no tempo das rainhas, elas eram muito brancas e não se queriam queimar com o sol!...” Madalena
“...porque elas viam as veias e diziam que eram de sangue azul!” António

“A prof. Vanda escreve a história depois manda-as para uma menina e ela faz os desenhos!...” António
“...é a Susana.” Martim

Obrigado e muitos beijinhos para os meninos do Jardim de Infância da Azambujeira.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

A Psicanálise dos Contos de Fadas

Lê contos de fadas às tuas crianças e oferece-lhes a magia e encantamento, para que elas possam sonhar...

A LUTA PELO SIGNIFICADO
Os que não encontram significado nas suas vidas perdem o gosto de viver e entram em depressão: a vida, para eles, perdeu o sabor, não possui o mínimo dos significados. Há todo um processo para a compreensão do significado da vida e que se inicia na mais tenra infância e não subitamente. A compreensão deste significado conduz-nos à maturidade psicológica.
Os pais, na sua grande maioria, exigem que as suas crianças pensem como eles pensam esquecendo-se de que este é um processo gradativo que se inicia na infância. É o mesmo que se exigir da criança que comande o crescimento do seu corpinho, imediatamente.
Uma das tarefas primordiais entregues aos pais é a de ajudar os seus filhos a encontrarem significados na vida
Com o seu desenvolvimento centrado no melhor entendimento de si mesma, a criança capacita-se para uma melhor compreensão em relação às pessoas e ao seu meio ambiente. A criança necessita, urgentemente, do PENSAMENTO MÁGICO contido nos "Contos de Fadas" que falam "dos problemas interiores dos seres humanos e sobre as soluções correctas para seus predicamentos em qualquer sociedade", diz um psicanalista especializado em crianças problemáticas.
"Os "Contos de Fadas" são significativos para a criança que ainda não consegue compreender o sentido dos conceitos éticos abstractos. Eles trazem mensagens à mente consciente, ao pré-consciente e ao inconsciente, em qualquer nível que a mente esteja funcionando no momento. Lidando com problemas humanos universais, particularmente os que preocupam o pensamento da criança, estas estórias falam ao ego em germinação e encorajam o seu desenvolvimento, enquanto aliviam as pressões pré-conscientes e inconscientes. À medida que as estórias se desenrolam, dão validade e corpo às pressões do id, mostrando caminhos para satisfaze-las e que estão de acordo com as requisições do ego e do superego". Dr. Bruno Bettelheim.
E o Dr. Bettelheim prossegue: "A mensagem dos “Contos de Fadas” transmite o seguinte recado às crianças e de uma forma múltipla: que uma luta contra dificuldades graves na vida é inevitável, é parte intrínseca da existência humana - mas que se a pessoa não se intimida mas se defronta de modo firme com as opressões inesperadas e muitas vezes injustas, ela dominará todos os obstáculos e, ao fim, emergirá vitoriosa".

A PERPLEXIDADE EXISTENCIAL
Aprendendo e sabendo o que acontece dentro do seu "eu inconsciente", quando vai enfrentar as "dores" do crescimento psicológico: decepções narcisistas, dilemas édipicos, rivalidades com os irmãos, dependências mantidas desde a tenra infância, a criança precisa se cercar dos sentimentos de auto-avaliação e de individualidade além de um sentido de obrigação moral. Como uma criança realizaria estas façanhas?
Através da sua fantasia, quando se perde nos seus devaneios a respeito do que disseram ao seu inconsciente os heróis da estórias de fadas. A criança irá adequar às pressões do seu inconsciente às suas fantasias conscientes o que irá capacita-la a lidar com todo este conteúdo.

A FORMA E A ESTRUTURA DOS CONTOS DE FADAS
reunião de fadasSão um factor importante por fornecerem à criança as bases onde estruturar os seus devaneios, de lhes fornecer também um melhor direccionamento à sua vida."Na criança e no adulto, o inconsciente é um determinante poderoso do comportamento".
Quando se consegue que a imaginação trabalhe o material fornecido pelo inconsciente, danos potenciais serão reduzidos e acontecem resultados muito positivos.
Passamos para os nossos filhos imagens muito distorcidas da realidade da vida, nós não lhes ensinamos que somos os únicos responsáveis pelos nossos fracassos ou insucessos. Nós lhes inculcamos a ideia de que todo o ser humano é bom e nenhum deles é agressivo, egoísta, sente raiva ou ansiedade e que estas são algumas das causas de muitos fracassos. A criança SABE muito bem que esta não é a verdade! Ouvindo os pais afirmarem a Bondade Universal e já conhecendo um pouco mais, a criança irá se sentir como se fosse, ela própria, um monstro fabricado pela natureza... ou que os seus pais mentem e que não pode confiar neles!
A criança tem que aprender que há um lado escuro em todo o ser humano. Freud criou a psicanálise, exactamente, "para capacitar o homem a aceitar a natureza problemática da vida sem ser derrotado por ela ou levado ao escapismo. Só lutando corajosamente contra o que parecem ser probabilidades sobrepujantes o homem pode ter sucesso e extrair um sentido da sua existência."
Os "Contos De Fadas" ajudam a criança a fazer a sua opção sobre quem ela quer ser e facilitam o desenvolvimento ulterior da sua personalidade que irá ser construída.

FONTE : http://www.jornalinfinito.com.br/series.asp?cod=38

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Uma história de carinho

Esta foi a história de eleição dos meus filhos durante as férias, na Ilha do Farol - Algarve.Ilha do Farol

A Avó e a Neta Mariana
Sentadas à lareira da velha casa, a avó e a neta começaram a pensar qual havia  de ser a última história do dia.
- Conte lá a história da Carochinha! - pediu a Mariana.
A avó admirou-se: - Outra vez?!  Mas tu nunca me deixas acabar como  deve ser...
- Hoje deixo! - prometeu a menina.
E a avó contou a história da Carochinha, como ela é conhecida. Falou da Carochinha à janela, toda contente por ter encontrado uma moeda a varrer a  sua casinha:
- Quem quer casar com a Carochinha que é formosa e bonitinha?
- "Quero eu, quero eu"- tinha dito um cão,  um gato, um boi, um burro...
Mas a Carochinha não tinha gostado da voz de nenhum deles e todos se tinham ido embora.
Até que apareceu um ratinho: - "Quero eu, quero eu! "
- Oh, como és engraçado!, ora fala um bocadinho para eu ouvir bem a tua voz!
- Chi... Chi... Chi...
- Que linda fala! Vamos já casar!
E assim foi. No dia da boda, já iam a caminho da igreja para o casório, quando a carochinha deu por falta de uma luva que tinha esquecido na cozinha, ao mexer o panelão  que fervia ao lume.
- Vou já buscar a luva! - disse o ratinho muito amável.
- Tem cuidado, não te debruces no caldeirão!!! - avisou a noiva.
- Bem - continuou a avó - o ratinho foi até à cozinha e...
A neta, que ouvia a história com muita atenção, disse de repente:
- Mas a porta estava fechada!!!
A avó continuou: - Pronto, a porta estava fechada e o ratinho foi logo ver da chave...
- Mas não a encontrou!!! - disse muito depressa a Mariana
- Bem continuou a avó - o ratinho subiu um muro  com grades que dava para a cozinha, e ...
- Viu que não cabia entre as grades!!!- acudiu muito aflita a Mariana.
A avó não desistiu: - Bem então o ratinho, que era muito esperto, pôs-se à procura de um buraco na porta pelo qual entrasse...
- Mas não encontrou!!! a porta era nova. - interrompeu a Mariana.
Bem, então o João Ratão não pode ir buscar a luva e voltou muito triste para junto da Carochinha, que...
- Ó avó escusa de dizer que agora ela lhe deu a chave da cozinha, porque eu sei que não deu nada!!! - quase gritou a neta.
- Por acaso era isso mesmo que ia dizer... - riu a avó.
E as duas , a avó e a neta, ali ficaram a rir e a brincar à beira do lume e à beira de uma velha história da carochinha que a neta não queria, por nada deste mundo que acabasse:

                                                              "Com o João Ratão,  cozido e assado,  dentro do caldeirão!"

[ Autora:  Maria Alberta Menéres ]

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