quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Receita para 2010

Mousse Maravilhosa

3 latas de afecto
2 pacotes de abraços
1 pacote de bolachas solidárias
2 pudins de mimos
4 colheres de sorrisos rasgados
5 ovos de galinhas tolerantes
3 colheres de açúcar mágico

Bata as três latas de afecto com os dois pacotes de abraços, mexa muito bem e irá obter uma massa que se vai pegar a si de uma forma deliciosa. Depois parta as bolachas solidárias, que lhe saltarão para o colo e junte-lhe dois pacotes de mimos e os cinco ovos tolerantes. A sua massa está cada vez mais afectiva e até poderá ouvir uns sussurros, que lhe dirão – És uma pessoa maravilhosa. Por fim junte as três colheres de açúcar mágico e as quatro colheres de sorriso rasgado, que o deixarão super sorridente. Com essa boa disposição levem o doce, dois minutos ao frigorífico. A sua mousse resplandece de harmonia e paz.

Depois vá se servindo durante o ano inteiro, para que não se esqueça, que cabe a cada um de nós, lutar por um mundo melhor.

Escrito e criado por
Vanda Furtado Marques

sábado, 26 de dezembro de 2009

Uma excelente exposição em Alcobaça

images.a marionetas no seu melhor…

Tragam os filhos, os primos, os netos e visitem uma exposição que vos vai dislumbrar.

Parabéns

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Vale a pena dar sempre o melhor de nós

O espírito Natalício ajuda e abre o coração das pessoas para os actos de solidariedade e partilha e torna-nos mais preocupados com os outros.

Mas e depois… depois devemos dar o melhor de nós, todos os dias e às vezes basta um sorriso, uma palavra carinhosa, um abraço, um elogio para poder mudar o mundo. Cada um de nós é responsável por essa mudança…

Sê… como diz Pablo Neruda.


Se não puderes ser um pinheiro, no topo de uma colina,
         Sê um arbusto no vale mas
         Sê o melhor arbusto à margem do regato.
         Sê um ramo, se não puderes ser uma árvore.

Se não puderes ser um ramo,
         Sê um pouco de relva e dá alegria a algum caminho.

Se não puderes ser uma estrada,
         Sê apenas uma senda,

Se não puderes ser o Sol,
         Sê uma estrela.

Não é pelo tamanho que terás êxito ou fracasso...
Mas sê o melhor no que quer que sejas.
Pablo Neruda

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Uma sugestão de Natal

Para os meninos e meninas e grandes que gostam de histórias.

Um lobo extravagante.

Um suculento capuchinho vermelho… onde tudo e nada foi deixado ao acaso num enredo idealizado por uma das mais criativas e visionárias equipas de design parisiense.

Da liberdade de criar, à liberdadede pensar, deixamos um sério convite à capacidade inventiva das nossas crianças, porque aqui não há fronteiras e a história não se repete.

Para cada jogo, uma multiplicidade de usos e finais felizes; Para cada material proposto, pais e filhos podem e devem criar e recriar contos, lendas ou histórias, jogos de equilíbrio em delicadas texturas, peças de encaixe ou livros no mais subtil dos materiais e escutar vezes sem conta a acústica suave das caixas de música, enternecedora e relaxante.

Edicare editora

Um conto de Natal

Deixo-vos aqui um excerto do meu conto da Natal preferido.

“A noite de Natal” da grande escritora Sophia de Mello Breyner.

“Será um lobo?” pensou.
Parou para escutar.
O barulho dos passos aproximava-se.
Até que viu surgir entre os pinheiros um vulto muito alto que caminhava ao seu encontro.

“Será um ladrão?”, pensou.
Mas o vulto parou à sua frente e ela viu que era um rei.
Tinha na cabeça uma coroa de oiro e dos seus ombros caía um longo manto azul todo bordado de diamantes.

- Boa noite - disse Joana.
- Boa noite - disse o rei - Como te chamas?
- Eu, Joana - disse ela.
- Eu chamo-me Melchior - disse o rei.
E perguntou:
- Onde vais sozinha a esta hora?
- Vou com a estrela - disse ela.
- Também eu - disse o rei - também eu vou com a estrela.
E juntos seguiram através do pinhal.

E de novo Joana ouviu passos.
E um vulto surgiu entre as sombras da noite.
Tinha na cabeça uma coroa de brilhantes e dos seus ombros caía um grande manto vermelho coberto de muitas esmeraldas e safiras.

- Boa noite - disse ela - Chamo-me Joana e vou com a estrela.
- Também eu - disse o rei - também eu vou com a estrela e o meu nome é Gaspar.
E seguiram juntos através dos pinhais.

E mais uma vez Joana ouviu um barulho de passos e um terceiro vulto surgiu entre as sombras azuis e os pinheiros escuros.
Tinha na cabeça um turbante branco e dos seus ombros caía um longo manto verde bordado de pérolas. A sua cara era preta.

- Boa noite - disse ela - O meu nome é Joana. E vamos com a estrela.
- Também eu - disse o rei - caminho com a estrela e o meu nome é Baltasar.

[...]

Até que chegaram ao lugar onde a estrela tinha parado e Joana viu um casebre. Mas não viu escuridão, nem sombra, nem tristeza. Pois o casebre estava cheio de claridade, porque o brilho dos anjos o iluminava.

E Joana viu o seu amigo Manuel. Estava deitado nas palhas entre a vaca e o burro e dormia sorrindo.”

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Uma pergunta ao Pai Natal

No Pólo Norte, a azáfama era grande…

Os duendes embrulhavam os presentes com grandes fitas douradas, o Pai Natal ia conferindo as listas, as renas treinavam os seus voos pelos céus, a Mãe Natal separava os presentes por países…

Que lufa, lufa, se vivia na aldeia do Pai Natal.

Á última da hora chegou a cegonha carteira, com uma carta que dizia URGENTE.

O Pai Natal, os duendes, as renas e a Mãe Natal reuniram-se, muito ansiosos à volta da cegonha.

- Vá Pai Natal! … Abre a carta, depressa!

O Pai Natal abriu o envelope, pegou na carta e leu alto:

Querido Pai Natal

Espero que estejas bem, tal como a tua família, os duendes e as renas.
Preciso de uma explicação, sobre algo muito, muito importante. Como é sobre ti, achei melhor escrever directamente, para ti. Tu, Pai Natal dás presentes aos meninos que se portam bem? Não é?
Mas, eu conheço meninos que se portam bem e que não recebem presentes, e eu não consigo perceber o porquê? .Os adultos disseram que como eles eram pobrezinhos, não recebiam presentes.

Ó Pai Natal que resposta mais parva! … Como se tu não desses presentes a esses meninos, por eles serem pobrezinhos… Tu és um Homem justo e isso não é possível? Pois não?

Preciso de uma reposta.
Beijinhos
Catarina

O Pai Natal, os duendes, as renas e a Mãe Natal ficaram a olhar uns para os outros, sem saber o que responder. O Pai Natal muito emocionado disse que ia sentar-se no seu sofá, pois precisava de encontrar uma resposta para esta menina.

As renas, os duendes e a Mãe Natal voltaram para o seu trabalho, mas também eles se sentiam inquietos.

Entretanto,o  Pai Natal pensou, repensou e fez-se luz…

No dia 24 de Dezembro, o Pai Natal desceu pela chaminé da casa da Catarina, deixou-lhe os presentes e uma carta vermelha, onde se lia:

URGENTE: para a Catarina

No dia de Natal, a Catarina acordou, correu para junto da árvore para abrir os presentes e foi então, que  viu uma carta vermelha com o seu nome, muito nervosa, abriu-a e leu-a:

Querida Catarina

Fizeste muito bem, em escrever-me, pois às vezes as pessoas não sabem responder por nós. Ainda bem, que me disseste que estavam a acontecer problemas desses, com alguns meninos.

Sabes, é que eu já estou a ficar mais velho, e nem sempre ponho os óculos, sou um bocado teimoso e resmungão. Por isso, não li  com cuidado, a lista com nome dos meninos que se portaram bem.

Prometo-te que a partir de agora, nunca mais me esqueço de pôr os óculos.

Com as minhas desculpas.
Um grande beijinho,
Pai Natal

Catarina, sorriu de orelha a orelha, ela sabia que o Pai Natal era um homem bom e desta vez, conseguiu perceber bem a resposta, pois ela por vezes, por teimosia também acaba por fazer “coisas” menos boas.

Terá sido, ou não, Magia do Natal, mas nesse ano todos os meninos, sem excepção receberam presentes de Natal.

Desejo a todos um Feliz Natal e que o espírito de partilha e de solidariedade esteja presente em nós.

escrito e criado por Vanda Maria Furtado Marques

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Fadas no Divã

Deixo-vos aqui um excerto do livro: “Fadas no Divã” de Diana e Mário Cors.
Reforça a importância e o poder que as histórias têm sobre nós

“As histórias não garantem a felicidade nem o sucesso na vida, mas ajudam. Elas são como exemplos, metáforas que ilustram diferentes modos de pensar e ver a realidade e, quanto mais variadas e extraordinárias forem as situações que elas contam, mais se ampliará a gama de abordagens possíveis para os problemas que nos afligem. Um grande acervo de narrativas é como uma boa caixa de ferramentas, na qual sempre temos o instrumento certo para a operação necessária, pois determinados consertos ou instalações só poderão ser realizados se tivermos a broca, o alicate ou a chave de fenda adequados. Além disso, com essas ferramentas podemos também criar, construir e transformar os objetos e os lugares.

Uma mente mais rica possibilita que sejamos flexíveis emocionalmente, capazes de reagir adequadamente a situações difíceis, assim como criar soluções para nossos impasses. Certamente essas qualidades dependem de que tenhamos recebido um suporte adequado na infância, ou seja, uma família que nos ofereceu a proteção e o estímulo necessários para crescer, um nome e uma missão na vida. Porém, independente do quanto nossa família tenha nos providenciado um bom acervo emocional, os problemas, as dúvidas e as exigências surgirão, como uma esfinge devoradora que se interpõe no caminho. Bem, essa é a hora em que uma boa caixa de histórias é de grande valia.

Por acreditar no poder da fantasia, nos lançamos na tarefa de refletir sobre o que as histórias antigas, que ainda são narradas, e as novas, que surgiram modeladas por valores contemporâneos, têm a dizer às pessoas que recorrem a elas. Supusemos que há uma relação pragmática com a ficção, usamos o que nos é útil. Porém, essa utilidade não depende de mensagens diretas, pois, se esse fosse o caso, apenas se consumiriam livros de auto-ajuda e manuais variados, o que felizmente não é verdade. Muitos adultos caem nessa cilada, fato que somente os torna mais pobres de espírito, na medida em que esse tipo de leitura não os alivia das obsessões, nem os livra de suas ruminações labirínticas.

Por sorte, as crianças são muito mais espertas, elas são adeptas irrestritas da ficção e quanto mais mágica, onírica, radical e absurda, melhor. Pode-se também traçar um paralelo interessante com a poesia, através da qual as palavras se tornam ferramentas polivalentes. Crianças adoram trocadilhos, rimas divertidas, sentidos surpreendentes e humor, e é nisso que as julgamos sábias, pois o domínio da língua flexibiliza o entendimento da realidade e faz nosso pensamento mais versátil e ágil. Enfim, é uma sorte que na mesma época em que estamos em formação, arrumando as malas que conterão os fundamentos que vamos levar na viagem pela vida afora, sejamos consumidores vorazes de ficção”.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Quero mais surpresas destas!

Ontem ia buscar a minha Luisinha ao Centro Paroquial de Turquel, quando deparo com a turminha dela, no local dos contos. Estava a minha filhota com o livro “A Fonte da Senhora” a fazer de mãe, achei uma delícia.

Só que os meninos quando me viram, pediram: - Vanda, conta-nos a história!

Como podia eu resistir? Sentei-me  e deliciei-me a contar a Lenda da Fonte da Senhora.

Venham mais surpresas destas… que eu adoro.

Ah! e obrigado à Aurea (grande contadora de histórias) pela foto-reportagem.

“O amor de Pedro e Inês” no Brasil

Conheci pela net, uma contadora de histórias brasileira, Eliana Cavalcanti e acabamos por partilhar material.

Eu enviei-lhe o meu livro “O Amor de Pedro e Inês”, dizendo-lhe que era uma das mais belas histórias portuguesas.

Eis a Resposta carinhosa e emocionada da Eliana:

“Olá VANDA, recebi ontem o livro que você me enviou:
"O AMOR DE PEDRO E INÊS" o livro é simplesmente maravilhoso! AMEI!
(...) É apaixonante... E fato de os personagens terem vivido ainda que num tempo distante do nosso, reforça a veracidade da história...
A ilustração é MAGNÍFICA!!! Os cenários, feitos a partir de papéis "rasgados" inclusive as cortinas, dão um toque mais que especial na obra.
Achei extremamente criativo o uso de uma coroa ou grinalda de junco enfeitada com flores... Simboliza de maneira sutil e carinhosa a verdadeira coroa que Pedro gostaria de ter tido a oportunidade de colocar em sua amada.
Ainda teve todo aquele empenho em fazer para ela um sepultura tão bela como jamais havia sido vista até então...
Também o fato de ele não ter se rebelado e se tornado um mal rei, é muito comovente: FOI UM GRANDE E JUSTO REI... MUITO AMADO POR SEU POVO.
A "morte" para PEDRO, não era algo de que se devia temer... Ao contrário disso, ele a ansiava, esperava por ela dia após dia. Vivia sim. Se mostrava alegre mesmo tendo o coração contrito e esperançoso pelo reencontro com sua amada ALÉM DA VIDA...”

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Contos de Fadas III

Eu valorizo muito os contos de fadas, devido à sua riqueza metafórica, simbólica e essencialmente a sua força espiritual e moral.

Os contos de Fadas:

  • Podem contar ou não com a presença de fadas, mas fazem uso de magia e encantamentos;
  • Seu núcleo problemático é existencial (o herói ou a heroína buscam a realização pessoal);
  • Os obstáculos ou provas constituem-se num verdadeiro ritual de iniciação para o herói ou heroína;

A palavra portuguesa "Fada" vem do latim Fatum (destino, fatalidade, fado etc). O termo reflete-se nos idiomas das principais nações européias: fée em francês, fairy em, fata em italiano, Fee em alemão e hada em espanhol.
Por analogia, os "contos de fadas" são denominados conte de fées na França, fairy tale na Inglaterra, cuento de hadas na Espanha e racconto di fata na Itália. Na Alemanha, até o século XVIII era utilizada a expressão Feenmärchen, sendo substituída por Märchen ("narrativa popular", "história fantasiosa") depois do trabalho dos Irmãos Grimm.
No Brasil e em Portugal, os contos de fadas, na forma como são hoje conhecidos, surgiram em fins do século XIX sob o nome de contos da carochinha. Esta denominação foi substituída por "contos de fadas" no século XX.

Algumas histórias tratam de temas que fazem parte da tradição de muitos povos e apresentam soluções para problemas universais, pois funcionam como válvula de escape e permitem que a criança vivencie seus problemas psicológicos de modo simbólico, saindo mais feliz dessa experiência.
A obra de Bettelheim (2001) foi “a pedra fundamental” da produção psicanalítica sobre os Contos de Fadas, ensinando-nos os mecanismos de sua eficácia na vida das crianças – eficácia observada a partir do diálogo da criança com aquelas histórias que lhe agradam.
De acordo com Corso (2006), retomando aspecto já destacado por Betttelheim, essas histórias oferecem soluções para possíveis conflitos e transmitem a mensagem de que a luta contra as dificuldades e os medos é inevitável, mas a vitória é possível.

Segundo Bettelheim (2001), os Contos de Fadas abordam – tendo como base o elemento fantástico - problemas interiores dos seres humanos e apresentam soluções válidas para qualquer sociedade, contribuindo para formar a personalidade e atuando significativamente no desenvolvimento emocional infantil. A criança aumenta seu repertório de conhecimentos sobre o mundo e transfere para os personagens seus principais dramas.

Para Corso (2006), o simbólico apresentado nas histórias infantis possui importância fundamental, pois expressa anseios humanos tais como: encontro e desencontro, angústia, medo, tristeza, alegria, amor e dor. O sentido da vida começa a ser traçado quando ainda a única linguagem entendida pela criança, é a do afecto. Deste modo, crianças sensibilizadas desde cedo para o universo da linguagem e para a utilização da capacidade simbólica tornam-se pessoas com um sentido de vida verdadeiro, capazes de lançar para o mundo um olhar de doação, generosidade e transformação.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

A simbologia nos Contos Infantis

Contos de Fadas, mitos, lendas e fábulas, são temas que mexem com o nosso interior. Muitas vezes, estas histórias estão cheias de simbologia, que nos vão ajudar a resolver problemas no nosso eu.

Castelo” Introspecção ao nosso mundo interior; busca de autoconhecimento;

Espelho mágico” Símbolo do conhecimento e da sabedoria é o instrumento da iluminação; simboliza também o coração do iniciado;

Floresta” Símbolo do inconsciente, pela obscuridade e pelo enraizamento profundo;

Relógio” Ligado ao simbolismo do tempo e ao ciclo da vida;

Castiçal” Símbolo de luz espiritual, de semente de vida e de salvação;

Pai” Ligado ao simbolismo da dominação, da posse, do valor, é uma forma de representação da autoridade; representa a consciência diante dos impulsos instintivos e dos desejos espontâneos do inconsciente;

“Lobo” Imagem inciática e arquetípica cujo simbolismo está ligado ao fenômeno de alternância dia-noite, mortevida; também simboliza a sexualidade instintiva.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Como os contos são importantes…

 

“O conto é um espelho mágico no qual somos convidados a mergulhar, a fim de nos reconhecermos.

Não no sentido de nos afogarmos numa auto-contemplação estéril, como Narciso, mas antes no de nos observarmos tal e qual somos, para além das aparências.”

Marilene Tavares de Almeida

A importância do Maravilhoso nas histórias infantis

“Nos seus primórdios, a Literatura foi essencialmente fantástica.

Nessa época era inacessível à humanidade o conhecimento científico dos fenômenos da vida natural ou humana, assim sendo o pensamento mágico dominava em lugar da lógica que conhecemos.

A essa fase mágica, e já revelando preocupação crítica às relações humanas ao nível do social, correspondem as fábulas.
Compreende-se, pois, porque essa literatura arcaica acabou se transformando em Literatura Infantil: a natureza mágica de sua matéria atrai espontaneamente as crianças.

A literatura fantasista foi a forma privilegiada da Literatura Infantil, desde seus primórdios (sec. VII), até a entrada do Romantismo, quando o maravilhoso dos contos populares é definitivamente incorporado ao seu acervo (pelo trabalho dos Irmãos Grimm, na Alemanha; de Hans Christian Andersen, na Dinamarca; Garret e Herculano em Portugal; etc.)

Considera-se como Maravilhoso todas as situações que ocorrem fora do nosso entendimento da dicotomia espaço/tempo ou realizada em local vago ou indeterminado na terra.
Tais fenómenos não obedecem às leis naturais que regem o planeta.

O Maravilhoso sempre foi e continua sendo um dos elementos mais importantes na literatura destinada às crianças. Através do prazer ou das emoções que as estórias lhes proporcionam, o simbolismo que está implícito nas tramas e personagens vai agir em seu inconsciente, actuando pouco a pouco para ajudar a resolver os conflitos interiores normais nessa fase da vida.

A Psicanálise afirma que os significados simbólicos dos contos maravilhosos estão ligados aos eternos dilemas que o homem enfrenta ao longo de seu amadurecimento emocional.
É durante essa fase que surge a necessidade da criança em defender sua vontade e sua independência em relação ao poder dos pais ou à rivalidade com os irmãos ou amigos.

É nesse sentido que a Literatura Infantil e, principalmente, os contos de fadas podem ser decisivos para a formação da criança em relação a si mesma e ao mundo à sua volta.
O maniqueísmo que divide as personagens em boas e más, belas ou feias, poderosas ou fracas, etc. facilita à criança a compreensão de certos valores básicos da conduta humana ou convívio social.
Tal dicotomia, se transmitida atravás de uma linguagem simbólica, e durante a infância, não será prejudicial à formação de sua consciência ética.”

retirado do blog: www.graudez.com.br

sábado, 5 de dezembro de 2009

Momentos Especiais

Mais uns momentos mágicos com as crianças e os papás e as Lendas da nossa História vão encantando quem as ouve; D. Fuas e a Padeira são duas figuras muito cativantes para as crianças.
Obrigado criançada e também aos pais que me tem apoiado, nesta aventura de levar a nossa História de Portugal aos pequenitos.

Que ternura!

Adorei estes azulejos. São lindooos!!!!!

Atelier * Av. 15 de Agosto-112 - Alvarinhos, na estrada Sintra - Ericeira
Sara Teixeira: sarat.lua@gmail.com

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Recomendo-vos o último livro da minha mãe

 

A minha paixão pela escrita já nasceu com a família.

A minha mãe, Maria Zulmira Albuqerque Furtado Marques é escritora e investigadora na área da História de Portugal.

Já publicou onze livros, que nos ajudam a desvendar a história do Mosteiro de Alcobaça e a sua ligação à História de Portugal.

Recomendo-vos a leitura do seu último livro:

“O Mosteiro de Alcobaça e a Dinastia de Bragança”.

LinkWithin

Blog Widget by LinkWithin