segunda-feira, 28 de junho de 2010

Mãe !!! eu quero outra vez a história do Capuchinho Vermelho

Quando os nossos filhos nos pedem insistentemente aquela história, e nós já cansados da contar, lhe dizemos:

- Oh! filha a do capuchinho vermelho, outra vez  não!.. eu vou-te contar uma outra, muito mais bonita… a da Cinderela.

Mas na realidade, a criança precisa é de ouvir a do Capuchinho Vermelho, pois  nessa história, existe algo que a está a ajudar a resolver alguma dúvida e inquietação.

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“Quando contamos uma história, dificilmente nos damos conta que debaixo daquela roupagem ingénua, existe uma mensagem muito importante.

Os contos infantis ajudam as crianças a sonhar acordadas e a resolver os seus problemas através do imaginário, por isso mesmo é que existem fases em que uma determinada história é pedida insistentemente.

O tema da história que o seu filho pede, tem relação directa com algum problema que actualmente poderá estar a angustiá-lo.

O facto de a ter que a contar sempre da mesma maneira é um meio de lhe transmitir segurança.

É como se ele pensasse – "vou ter muita atenção a isto que estou a ouvir, porque só assim vou poder encontrar a solução que necessito."

 

retirado do site “ Consultório da criança e adolescente”da Dra Teresa Marques

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Comparações entre as crianças

 

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A maioria de nós foi treinada para nos compararmos com os outros: está embutido em nossa cultura. "Eu não sou tão bonita como a Jéssica", ou "Eu não sou tão bom futebolista como o João!”

É sempre possível achar alguém que faz as coisas melhor do que você. Isso é particularmente verdade para as crianças. As crianças crescem em famílias com pais que são mais velhos e mais capazes, e muitas vezes, com irmãos mais velhos que podem fazer melhor.

Nas escolas, muitas vezes a criança é comparada com as outras na sua classe, em vez de compara-la como ela mesma no ano passado ou a dois anos atrás. Isso significa que a criança pode fazer progressos notáveis que ninguém vai notar – porque a criança ainda está "abaixo da média" comparada com as outras. Com os sistemas escolares onde, em cada ano, as crianças têm novos professores, é muito difícil, mesmo para um bom professor, saber qual o progresso da criança com o passar do tempo – e, portanto, difícil ajudar uma criança a valorizar o seu progresso e usar isso como base para a auto-estima e motivação.

Comparações

Quantos de vocês já não tiveram os filhos a chegar  a casa a  dizer "Joey é melhor do que eu em tal e tal coisa" ou "Eu sou muito melhor do que o meu irmão menor." Todos fazem comparações. As crianças fazem comparações com as outras crianças. Os seus filhos comparam o que eles podem fazer com o que os seus irmãos e irmãs fazem. Professores comparam as crianças – o processo de avaliação nas escolas as comparam com as outras crianças.

Quando as pessoas se focam nas comparações entre elas e as outras pessoas, alguém tem que aparecer como o perdedor. É impossível para todo mundo ser o melhor. Alguém tem que ser pior.

Para muitas crianças, essas comparações podem ser prejudiciais. Se por acaso elas não estiverem no topo da classe, ou forem o irmão mais competente, muitas vezes se sentem mal porque se focam numa área onde podem achar alguém melhor do que elas. Outras crianças decidem que são "melhores" do que todo mundo, agem como arrogantes e perdem os amigos.

É improvável as crianças pararem de fazer comparações. A questão então é: "Como podemos ajudá-las a fazer comparações que vão aumentar a auto-estima delas?"

Substitua as comparações self-outras pelas comparações self-self

Você pode treinar o seu filho para fazer um tipo de comparação diferente – uma que dê autoconfiança ao seu filho, e que aumente a motivação para seu filho aprender mais. Que tipo de comparação irá fazer isso? Comparações entre as

habilidades que ele tem agora e as habilidades que tinha em algum momento do passado (comparações self-self).

Os seus filhos terão uma sensação de autoconfiança mais sólida e segura se eles aprenderem a perceber o próprio progresso, em vez de desenvolver a sensação de auto-estima sobre ter que ser melhor do que as outras pessoas. Em vez de ensinar seus filhos a se compararem com os outros, você pode ensinar o seu filho a comparar suas habilidades de agora com as habilidades menores do passado. Desse modo o seu filho pode se sentir satisfeito com suas realizações e progressos, e se sentir motivado para continuar a conseguir ainda mais(…)

"Positive Self-Concept: Setting Your Children Up For Success" está no site da NLP Comprehensive.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

As histórias podem curar…

 

Através do uso das metáforas e da linguagem simbólica, usado nas histórias infantis, as crianças podem ultrapassar alguns dos seus medos, doenças e  angustias.

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“Escreva uma história que cura

Qualquer um pode escrever uma história que cura. Veja como fazer.

1. Qual é o problema? O seu filho está com medo de ler em voz alta na frente da classe? Ele está assustado porque as outras crianças podem não gostar dele? Ele se sente inferior porque não consegue fazer a lição de matemática?

2. Do que o seu filho gosta? Quais os heróis com que ele mais se identifica? Quais são os bichos de pelúcia que ele mais gosta? Quais os programas de televisão? O que ele gosta de realizar? Quais são os seus desportos ou actividades favoritas? Quais são os seus traços característicos peculiares?

3. Escolha um personagem e um contexto para a história. Escolha um mundo no qual a criança será capaz de se divertir. Príncipes, planetas, animais ou insectos podem ser boas opções. Decida que animal ou bicho de pelúcia será o personagem principal e que representará seu filho.

4. Elabore um começo para a história na qual o personagem principal tem muitas aventuras divertidas, mas também tem problemas similares aos sintomas da criança. O personagem não deve ser doente, apenas ter o problema.

5. Depois imagine um final no qual o personagem principal chegou onde ele queria: ser mais forte, mais inteligente, livre dos sintomas, capaz de comer o que quer, etc.

6. Invente o percurso que o personagem principal fará para chegar até lá. É sempre conveniente ter na mão um outro herói do mundo do seu filho para dar bons conselhos ao personagem. Por exemplo, uma mulher sábia, um mágico ou uma velha coruja conta para o personagem que ele tem ajudantes de todos os tipos na sua barriga e que isso o mantém sempre com boa saúde. Um deles, não teve más intenções, mas causou acidentalmente os sintomas. Estes ajudantes ou aliados vão ajudá-lo  a  livrar –se dos sintomas, e por isso o seu estômago vai ficar forte e completamente curado. ‘’

 

Histórias que curam para crianças”, Paul Liekens e Ann Delnoy (Ankh-Hermes, ISBN 90 202 6040 5), um livro – disponível somente na língua holandesa – com ‘metáforas para crianças com reacções alérgicas, supersensíveis ou medrosas’.

domingo, 20 de junho de 2010

As crianças e a importância da Auto- Estima

 

Cabe, a nós adultos ajudar as crianças a encontrarem o seu lugar especial no Mundo em que vivem.

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“Todas as crianças de todas as idades, precisam que lhe digam que são amadas e que sempre o serão, independentemente do que fizeram ou não.

Faça com que cada criança saiba que é especial apenas por ser quem é. Ajude-a a descobrir e desenvolver os seus talentos ao seu próprio ritmo”

O Que é a auto-estima ?

Uma boa auto-estima é um sentimento que todos os dias te faz lembrar: “ Gostam de mim. Eu estou feliz por ser que sou”.

Para teres uma boa auto-estima não tens que ser a criança mais rápida, mais esperta ou mais bonita.

És importante por seres como és !

Retirado do livro
“Feliz por ser quem sou”
da editora Paulinas

terça-feira, 15 de junho de 2010

Feira Medieval dos pequenitos em Aljubarrota

 

Aljubarrota encheu-se de crianças para recordar a Época Medieval.

As figuras da Padeira e de D. Nuno Álvares Pereira serviram de mote para os adornos das crianças.

Lenços e faixas enfeitavam as centenas de crianças que por ali se divertiam e aprendiam.

Foi na  singela  igreja dos Prazeres, que contei a uma imensa plateia de crianças, a história de D. Nuno, O Santo Cavaleiro .

Igreja, onde há 625 anos D. Nuno entrou para rezar a S. Jorge e Santa Maria para lhe dar força na  dura Batalha de Aljubarrota.

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domingo, 13 de junho de 2010

O Velho Carvalho

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Era uma vez…

Um velho carvalho, cujos braços salpicados de folhas  acolhiam os passaritos que por ali passavam. No meio da folhagem ainda se via uma casinha de madeira abandonada. No seu tronco imponente abanava  ao saber vento um baloiço esquecido e enferrujado.

Mas nem sempre fora assim…

Outrora,  muitos risos de crianças   chegavam aos ouvidos do velho carvalho. Ele sentia-se tão importante !

Quando as crianças trepavam por ele  e faziam da casinha, o seu mundo de aventuras, o velho carvalho também sonhava e tantas aventuras, ele viveu junto com elas.

Quando as crianças estavam na sala de aula,  e as janelas se abriam, também ele aprendia a tabuada o abecedário, e as contas de vezes e de dividir… sim pois as de somar e de subtrair , já ele, as sabia de cor.

“Mas um dia… as crianças partiram para uma Escola nova e … não me levaram com elas.

Primeiro, nem reagi,  durante uma semana chorei desalmadamente.

Ficou tudo tão diferente, não se ouviam as gargalhadas das crianças,  as vozes das professoras, a campainha a tocar, o baloiço a baloiçar.

Senti – me perdido, abandonado e sem forças.

Depois,  decidi reagir… sequei as lágrimas, abanei as folhas, estiquei os braços e olhei bem à minha volta!…

Resolvi sorrir e mostrar  a força do velho carvalho.

Nesse mesmo dia, um casal de passaritos apaixonado resolveu pernoitar nos meus galhos.

Uns tempos depois… um ninho cheio de ovinhos estava nos meus braços.

Estive sempre alerta para que nada lhes acontecesse.

Até que o grande dia chegou … cinco bebés passarinhos  chilreavam nos meus ouvidos.

Foi tão bom… voltar a sentir vida dentro de mim!

Hoje, sou um Carvalho muito concorrido, os passarinhos adoram os meus troncos grossos  e acolhedores.”

Se por acaso, precisarem de um velho carvalho que tome conta dos vossos ninhos, aqui fica o meu mail:

www. velhocarvalho@gmail.com.

Beij

 

Escrito por Vanda Furtado Marques

 

 

 

 

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quinta-feira, 10 de junho de 2010

Qual é a Moral da História?

 

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Estava  a contar a história do “ Amor de Pedro e Inês” a crianças do 1º ciclo, quando um menino me perguntou:

Qual é a moral desta história?

Eu disse-lhe não há uma só moral, pode haver várias.

Queres ver, vamos começar por ti, qual é a moral da história para ti?

- Eu percebi, que esta história mostra que não devemos tomar decisões sem ponderar muito bem e que devemos ouvir sempre a razão do nosso coração.

- Muito bem!

Depois ouvimos um outro menino:

- Esta história  fala sobre a importância do Amor.

- Lindo!

Ainda outro:

- A vida é uma luta, mas devemos lutar sempre pelo que queremos.

- Boa!

E agora? alguma delas está mais certa do que a outra?

Não, disseram todos…

Depois desta conversa, quis mostrar às crianças, que nós adultos, não devemos limitar os valores morais das crianças.

Quando apresentamos um livro  podemos conversar sobre o tema da história, a época, as condições em que o enredo se desenrolou, porém não nos cabe moralizar as histórias com frases do tipo” vês o que acontece quando não és bonzinho e não obedeces à mãe!

Nós devemos acolher o conteúdo do seu universo psíquico, em vez de o dirigir para a nossa visão de adultos.

Só desta maneira estamos a respeitar as crianças, a sua individualidade e sua capacidade de expressão.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Pedagogia do Amor


Cada vez, nós mães e pais temos mais dúvidas como educar os nossos filhos…

Aqui ficam algumas dicas que eu própria sigo, outras que me irei esforçar para as realizar. 

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“Uma maneira de educar as crianças é através do que chamarei de pedagogia do amor e do amor incondicional. Aquele que não espera que o outro mude para começar a amá-lo. Aquele que não diz que a criança deveria ser diferente, mas que valoriza todos os seus sentimentos comportamentos, iniciativas. Aquele amor que não tem a intenção de ter nenhum tipo de controle sobre a criança, que não quer manipular suas reacções e comportamentos e moldá-los de acordo comum padrão, ou de acordo com um objectivo que não foi traçado por ela.

Aquele amor que permite que ela simplesmente seja ela mesma, que "deixa o rio correr", sem
apressá-lo, que acompanha o fluir livre e leve da criança. Que jamais diz que ela não deveria sentir
raiva de alguém, mas que procura compreender seus sentimentos e ensiná-la que quando não se
luta contra os mesmos, eles passam por nós bem mais depressa. deixar o rio correr... sempre...

Ensiná-la a reconhecer que todo comportamento tem uma intenção positiva. Se ela aprender a
reconhecer isto em si mesma, terá muito mais facilidade em reconhecê-lo nos outros. Se ela
aprender a ser compreensiva e paciente consigo mesma, também o será com as demais pessoas.

Se ela está sentindo inveja de alguém, ajudá-la a reconhecer que provavelmente ela tem dentro de si
uma parte (um "lado") que acredita que ela também merece ser como aquela pessoa, ou ter o que
ela tem, e que não há nada de errado nisso. Se ela está com raiva de alguém que brigou com ela,
talvez seja porque possui uma parte que acha que ela merecia ser tratada de uma maneira melhor. e
assim por diante. (…)

Ajudá-la a confiar em seus sentimentos, sensações, intuições, em seu julgamento interno, em sua
voz interior, na "voz do seu coração". ao invés de ficar lhe dizendo o que deveria fazer, perguntar-lhe
"o que você acha disso?" "o que você sente em relação a isso?" ajudá-la a formar seus próprios
valores incentivando a reflexão, fazendo-lhe perguntas que a  ajudem, a confiar na sua sabedoria
interna. Esta é a maior herança que os pais podem deixar aos filhos, já que pais não são eternos.”

Pedagogia do amor
Beatriz m. p. penteado (*)

Programação Neurolinguística

sábado, 5 de junho de 2010

A História de D. Nuno,O Santo Cavaleiro

 

A História do D. Nuno  permite trabalhar com as crianças, vários aspectos aspectos que são importantes na sua vida:

. Importância dos sonhos e como estes são importantes para o seu crescimento;

.  Importância da Espiritualidade;

. Necessidade de tomar opções  no percurso de vida;

. Saber Partilhar , ser solidário e generoso;

. Respeito pelas decisões dos outros;

Aprender a dar o seu melhor.

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EB1 da Palheira ( Coimbra)

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Pode sempre ajudar o próximo

 

O Movimento ao Serviço da Vida  é uma instituição de solidariedade social onde estudantes universitários ou jovens trabalhadores desenvolvem vários projectos de voluntariado em Portugal e no Brasil, junto das populações mais desfavorecidas, nomeadamente com pessoas sem-abrigo e pedintes, doentes infectados com HIV, idosos sem família, crianças vítimas de pobreza e maus tratos... (Para saber mais  www.msv.pt).

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PROJECTOS

Os trabalhos desenvolvidos pelo MSV passam por estar com pessoas que se encontrem em situações de vida difíceis, respeitando integralmente a sua dignidade e a sua condição. Estes não pretendem ser valorizados pela visibilidade que possam adquirir, mas pelo bem que realizam na vida de pessoas concretas, transformando realidades de sofrimento em sinais de esperança.

Os projectos que o MSV põe em prática partem da constatação de necessidades reais e procuram ser uma resposta humana a situações de não vida.
Nestes 19 anos de existência o MSV tem desenvolvido um conjunto variado de acções de carácter social e humanitário em Portugal e no Brasil.
Em 2010, o MSV está particularmente empenhado em 2 novos trabalhos:

• Na ampliação da Casa das Cores para o acolhimento de mais 2 crianças, passando para um total de 14 crianças acolhidas.
• Na implementação de um novo projecto na Casa das Cores, um CAFAP - Centro de Apoio Familiar e Aconselhamento Parental. Este é um projecto que surge da vontade de inovar na intervenção junto de famílias que vivenciam situações de vulnerabilidade social, nomeadamente aquelas que já incluem ou poderão incluir num futuro próximo crianças e jovens no agregado.


geral@msv.pt

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