quarta-feira, 27 de abril de 2011

Feira do Livro do Redondo

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De 30 de Abril de 2011 a 8 de Maio de 2011, no Pavilhão de Exposições de Redondo.

Entre os dias 30 de Abril e 8 de Maio, a Feira do Livro de Redondo regressa às bancas com milhares de livros em exposição. Integrada no objectivo da Biblioteca Municipal de Redondo em estimular a leitura e promover o livro, este certame tem vindo a ganhar visitantes que o procuram pelos livros a preços atractivos e pelas inúmeras actividades desenvolvidas.


Dia 30 de Abril (Sáb.)

14h00 - Abertura da feira - Animação

Exposição patente “A floresta ainda é verde”, integrada no Ano Internacional das Florestas.

15h00 - Contadora de histórias - Vanda Furtado Marques

Dia 1 de Maio (Dom.)

16h00 - Apresentação do livro “ Laço de Esperança “ do jovem Redondense Pedro Salvador .

Dia 4 de Maio (Quarta-feira)

15h00 – Apresentação do livro infantil de Ana Leitão Neves

Dia 7 de Maio (Sábado)

15h00 - 3º. Encontro de poetas Populares (Dinâmica Sénior)

Local – Enoteca de Redondo

15h00 – WorKshop de Ilustração com Angêla Serra e Bruno Balegas

Dia 8 de Maio (Domingo)

15h00. – Era, uma vez…. Peça de teatro Infantil pelo Centro Lúdico de Redondo

Local - Centro Cultural de Redondo

20h00. - Encerramento da Feira

Horário da feira :

De segunda a sexta - 9h30-12h30 e 14h00- 20h00

Sábado e Domingo: 14h00-20h00

domingo, 24 de abril de 2011

Uma História em volta do 25 de abril…

Uma conversa em Liberdade

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-O que é o 25 de Abril, Mãe?

-O 25 de Abril é o dia da liberdade…meu amor!

-Ah! Foi a partir desse dia que nós pudemos começar a brincar todo o dia e se soltaram os passarinhos das gaiolas?

-Mais ou menos… hummm, eu preciso de acabar este trabalho no computador.

O Diogo continuou…

-Ah! Então foi quando os pais nos deixaram comprar todos os doces do mundo?

-Ai, ai, é um bocado complicado explicar-te… bem, antes do 25 de Abril, não havia liberdade, as pessoas não podiam dizer mal dos governantes, havia uns homens que nos espiavam e nos prendiam se nós disséssemos mal deles. Até podíamos ser presos. Por isso, nesse dia houve uma revolução feita pelos militares e pelo povo que libertou Portugal do Fascismo e da repressão.

-Chiiiii, então quer dizer que até ao 25 de Abril, tínhamos que falar muito baixinho e aos segredos para esses tais maus não nos apanharem?

- Sim, tínhamos de ter cuidado, pois naquela altura, até as paredes tinham ouvidos…

-Bolas, bolas, não me digas que eles punham orelhas nas paredes?

- Calma, filho, isto é uma maneira de dizer que as pessoas não podiam confiar em quase ninguém.

-Mãe… Mãe, diz-me outra coisa, tu chegaste a ser presa?

-Não, eu já nasci no tempo da Liberdade, mas o teu bisavô esteve na prisão …

-Verdade… o que ele disse? Gritou alto que não gostava dos Homens que mandavam?

-Não… como ele não concordava com o regime, encontrava-se secretamente com outras pessoas para tirar os mandões do governo.

-Uaaaaau… era um agente secreto, não sabia que tinha um bisavô tão importante, e tu nunca me contaste!

-Nunca tinha pensado dessa maneira, mas sim, pode-se dizer que ele era um agente secreto que lutava pela liberdade.

-Agora estou mesmo curioso… quem o prendeu?

-A tua avó contou-me que numa noite, lá por volta das duas da manhã alguém bateu á porta de uma forma violenta…

- Ai… assim tipo o Lobo Mau quando queria comer a avozinha!

- Sim, só que em vez de dizerem que eram o capuchino vermelho, disseram:

- Somos a PIDE… e meu amor, quando as famílias ouviam estas vozes, era como se fosse um filme de terror, era o pânico completo. Estes homens reviravam a casa à procura de pistas para acusar, e depois muitos eram levados para serem interrogados e torturados.

-Mãe, mas isso aconteceu mesmo aqui em Portugal, não é um filme?

- Infelizmente, não foi um filme e muitos homens e mulheres, que não concordavam com o regime fascista sofreram terrivelmente, nas prisões.

- Oh Mãe! E o bisavô …

- O bisavô foi para a prisão de Caxias, onde sofreu algumas torturas e humilhações.

O Diogo estava impressionado, nunca tinha imaginado que alguém podia ser preso e torturado por não concordar com as ideias dos governantes.

- Mãe, ele chegou a ver o 25 de Abril?

- Não, para grande tristeza da nossa família, ele morreu antes desse grande dia… e por isso nunca pode ver como era viver em Liberdade.

- Acho que fiquei um bocadinho triste pelo bisavô, mas graças a lutadores como ele, os meninos como eu podemos viver em Liberdade e não ter medo de dizer o que pensamos.

- Sabes mãe, nunca mais me vou esquecer das mudanças que o 25 de Abril trouxe para Portugal! Nunca…

Escrito por Vanda Furtado Marques

sexta-feira, 22 de abril de 2011

O próximo livro… D. Leonor

Autores da região participam em sessões nas Caldas

Vanda Marques (ao centro) prometeu escrever um livro sobre a Rainha D. Leonor e a fundação das Caldas

O Dia Internacional do Livro Infantil, a 2 de Abril, foi assinalado na Biblioteca Municipal das Caldas com a presença da escritora Vanda Furtado Marques. A professora, natural de Alcobaça, é escritora de livros infantis sobre temas relacionados com a História de Portugal. Na sessão, contou às crianças e famílias presentes a história de D. Nuno Álvares Pereira e  do grande amor de D. Pedro e D. Inês. No final não faltaram os pedidos de autógrafos e ficou a promessa de um livro sobre a Rainha D. Leonor e a fundação das Caldas da Rainha.

No final de Março, o jovem Tiago d’Almeida apresentou o seu livro

“Versos Rasgados” na Semana da Leitura da EB 2,3 D. João II. A obra foi dada a conhecer por Isabel Santos (ex-professora de Português do autor) a uma turma do 9º ano daquela escola. Os estudantes fizeram várias perguntas a Tiago D’Álmeida e também leram poemas do seu primeiro livro.

Tiago d’Almeida, pseudónimo de Tiago Carvalho, tem 20 anos, frequentou a Escola D. João II e a Secundária Raul Proença, e está agora na Academia Militar no curso de piloto aviador

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Tertúlia de Poesia na Benedita

Tertúlia de Poesia

Dia 29 de Abril

21:30

EB2Frei António Brandão

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Aparece e partilha os teus textos e poemas…

Organização : Terra Mágica das Lendas

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Para relembrar as lutas de Abril.

 

Um Poema do chileno Pablo Neruda …tendo Portugal Fascista  como pano de fundo

 

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A LÂMPADA MARINHA

Quando desembarcas
em Lisboa,
Céu celeste e rosa,
estuque branco e ouro
pétalas de ladrilho
as casas,
as portas,
os tetos,
as janelas
salpicadas do ouro verde dos limões,
do azul ultramarino dos navios,
quando desembarcas
não conheces,
não sabes que por detrás das janelas
escuta
ronda
a polícia negra,
os carcereiros de luto
de Salazar, perfeitos
filhos de sacristia e calabouço
despachando presos para as ilhas,
condenando ao silêncio
pululando
como esquadrões de sombras
sob janelas verdes,
entre montes azuis,
a polícia,
sob outonais cornucópias,
a polícia
procurando portugueses,
escarvando o solo,
destinando os homens à sombra(…)

Pablo Neruda

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Dia Internacional do livro infantil

2 de Abril

 

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Mensagem difundida pelo IBBY

O LIVRO RECORDA*

“Quando Arno e o seu pai chegaram à escola, as aulas já
tinham começado.”

No meu país, a Estónia, quase toda a gente conhece esta frase de cor. É a primeira linha de um livro intitulado Primavera. Publicado em 1912, é da autoria do escritor estónio Oskar Luts (1887-1953).
Primavera narra a vida de crianças que frequentavam uma escola rural na Estónia, em finais do século xix. O Autor escrevia sobre a sua própria infância e Arno, na verdade, era o próprio Oskar Luts na sua meninice.
Os investigadores estudam documentos antigos e, com base neles, escrevem livros de História. Os livros de História relatam eventos que aconteceram, mas é claro que esses livros nunca contam como eram de facto as vidas das pessoas comuns em certa época.
Os livros de histórias, por seu lado, recordam coisas que não é possível encontrar nos velhos documentos. Podem contar-nos, por exemplo, o que é que um rapaz como Arno pensava quando foi para a escola há cem anos, ou quais os sonhos das crianças dessa época, que medos tinham e o que as fazia felizes. O livro também recorda os pais dessas crianças, como queriam ser e que futuro desejavam para os seus filhos.
Claro que hoje podemos escrever livros sobre os velhos tempos, e esses livros são, muitas vezes, apaixonantes. Mas um escritor actual não pode realmente conhecer os sabores e os cheiros, os medos e as alegrias de um passado distante. O escritor de hoje já sabe o que aconteceu depois e o que o futuro reservava à gente de então.
O livro recorda o tempo em que foi escrito.
A partir dos livros de Charles Dickens, ficamos a saber como era realmente a vida de um rapazinho nas ruas de Londres, em meados do século xix, no tempo de Oliver Twist. Através dos olhos de David Copperfield (coincidentes com o olhar de Dickens nessa época), vemos todo o tipo de personagens que ao tempo viviam na Inglaterra — que relações tinham, e como os seus pensamentos e sentimentos influenciaram tais relações. Porque David Copperfield era de facto, em muitos aspectos, o próprio Charles Dickens; Dickens não precisava de inventar nada, ele pura e simplesmente conhecia aquilo que contava.
São os livros que nos permitem saber o que realmente sentiam Tom Sawyer, Huckleberry Finn e o seu amigo Jim nas viagens pelo Mississippi em finais do século xix, quando Mark Twain escreveu as suas aventuras. Ele conhecia profundamente o que as pessoas do seu tempo pensavam sobre as demais, porque ele próprio vivia entre elas. Era uma delas.
Nas obras literárias, os relatos mais verosímeis sobre gente do passado são os que foram escritos à época em que essa mesma gente vivia.

O livro recorda.

*Tradução: José António Gomes

*A Mensagem do Dia Internacional do Livro Infantil é uma iniciativa do IBBY (International Board on Books for Young People), difundida em Portugal pela APPLIJ (Associação Portuguesa para a Promoção do Livro Infantil e Juvenil), Secção Portuguesa do IBBY.

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