sábado, 26 de fevereiro de 2011

A menina que tropeçava nas letras

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Era uma vez uma menina que andava sempre com um saquinho de pano no bolso da saia.

Sim, esta menina tinha um poder especial, ela consegui perceber quando as pessoas deitavam as palavras fora e por isso as letras metiam-se com ela.

Um dia, ela fartou-se de dar  chutos e tropeçar  nas letras que andavam pela chão … às vezes ficava com o pé preso no X, outras vezes , levava com o R nas canelas, o pior  mesmo, era quando o I se prendia nos sapatos  e soltava-se um som horripilante…IIIIIIIIIII. As pessoas não paravam de olhar para ela  e tapavam os ouvidos. Ás vezes diziam-lhe

-Menina veja lá se muda de sapatos, que esses fazem um barulho insuportável.

Ela ficava vermelha com um tomate e batia com os pés no chão e para ver se o I se soltava da sola.

Certo dia, a menina fartou-se de ver as palavras espalhadas pelo chão e pediu à mãe :

- Mamã arranjas-me um saquinho de pano, tens cá em casa algum?

-Tenho um, que usava quando era da tua idade.

A menina ficou tão contente, finalmente ia deixar de tropeçar nas letras, agora ia apanhá-las e guardá-las no saquinho mágico.

No dia seguinte, parecia que as pessoas tinham-se fartado de deitar” palavras da boca para fora”, a rua estava cheia de letras amarfanhadas e zangadas. Com muito cuidado, a menina apanhou-as  e colocou-as no saquinho.

As letras, estavam agora aconchegadas no saco e  muito satisfeitas.

Quando chegou a casa, foi abrindo o saco com muito carinho e de lá de dentro soltaram-se palavras Maravilhosas… Obrigado, Maravilha, Carinho, Amor, Ternura , Amizade, Compreensão, Solidariedade e muito mais.

Foi então, que  a menina percebeu o que as letras lhe estavam a dizer , assobiou para elas e disse-lhes:

- Venham comigo, tenho uma ideia super especial.

As letras enfiaram-se no saco e a menina correu para a rua e  disse:

- Com a ajuda do poder da magia e do universo, faz com que as pessoas sintam as palavras que não são verdadeiras a cair das suas bocas…

Bem… o dia tornou-se complicado, de repente as pessoas começaram a babar-se de palavra e letras que iam caindo para o chão,estas ficaram tão assustadas,  que  começaram a culpar-se  umas às  outras.

Esta maluquice durou, até que a menina com um megafone gigante disse:

- Que tal experimentarem soltar palavras vindas do coração, com sinceridade e amor!

Primeiro, voltaram a zaragatear, mas depois acharam melhor , experimentar.

Foi verdadeiramente fantástico… as palavras que se criaram no ar.

Agora, o saquinho voltou a ficar guardado, não vá ser preciso um dia destes ser usado por outra menina.

Escrito por:

Vanda Furtado Marques

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

A Lenda da Fonte da Senhora

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Uma visita à EB1 dos Freires

A Lenda da Fonte da Senhora foi a história escolhida pelas professoras e crianças. Na nossa sessão, recuámos até ao tempo do nosso primeiro rei.

Segundo reza a História ... D. Afonso Henriques cavalgava com os seus soldados pela Serra dos Candeeiros (na época-Alabardos) para  conquistar  Santarém, e  ao avistar uma imensidão de terras despovoadas de gente, prometeu ali mesmo:

- Se eu triunfar  na conquista de Santarém, doarei todos estes territórios à notável Ordem de Cister.

A promessa foi cumprida, e os monges  vieram para estas terras, onde erigiram um dos mais notáveis mosteiros da ordem cisterciense: Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça.

É  nesta envolvência  que  se desenvolve a história da Lenda da Fonte da Senhora ... uma história que explica o nascimento da vila da Benedita( lugar que pertencia aos coutos de Alcobaça).

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Era uma vez…

 

As histórias infantis … e uma fotógrafa que capta o imaginário da fantasia Adele Enersen.

Fantástico!

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                           A princesa e a ervilha

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Os segredos da Lua

 

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Era uma vez… um menino chamado Simão

Simão era um menino de olhos grandes e cabelos revoltos que era muito, muito curioso, quando os seus enormes olhos se abriam ainda mais, pareciam duas lanternas de um explorador.

Simão adorava explorar, andava sempre com um bloco de notas, uma lupa e uma caixa de fósforos.

Simão queria perceber para onde tinha ido as palavras bonitas e fofas, estava farto de ouvir as pessoas a ralharem, de atirarem palavras feias umas às outras, as palavras tinham perdido a suavidade e tornaram-se pesadas, bicudas e  cortantes.

Sempre que Simão  saía de casa vestia o fato e o capacete de explorador, pois mais tarde ou mais cedo uma letra bicuda iria querer magoá-lo.

Foi, então que a vizinha do lado lhe disse:

Simão, Não me pises a relva e faz pouco barulho a andar.

Ai, Ai, lá vem as palavras pesadas e feias.

Simão correu e escondeu-se na floresta.Como excelente explorador que era, pensou alto” Para onde terão ido as PALAVRAS BONITAS? o que mudou no nosso planeta?

Simão ficou pensativo e depois foi abrindo os seus olhos grandes e  sorriu com uma grande gargalhada e disse:

Claro…Claro…

Correu para casa, sempre com muito cuidado, pois de vez em quando lá saltava uma palavra cortante e bicuda no seu caninho.

Já dentro de casa , baixou-se, pois ia ser atacado por mais palavras mal educadas:

O irmão disse-lhe:

Ó seu chato, para de fazer barulho!

Fechou-se no quarto e abriu o  mapa de explorador, e com o dedo percorreu o caminho que tinha de fazer.

Desta vez, achou melhor vestir o fato de astronauta … e esperar que fosse noite.

Preparou o foguetão que tinha no quintal, ligou o botão e VUMMMMMMMMMMMMMMMMM voou para o universo.

Ah!.. lá estava ela gorda como nunca, há um mês que a Lua se mantinha cheia e gorda. Ele tinha a certeza que as palavras bonitas se tinham escondido na barriga da lua.

Aterrou no planeta ao lado da lua e com um grande sorriso disse:

- A senhora lua é melhor fazer dieta, está a ficar muito gordinha…

- Ai! não me digas isso… nota-se muito!!

- O Simão perguntou:

- O que anda a comer que a está a deixar dessa maneira?

- Sabe, passam por aqui umas palavras deliciosas, redondas, suaves, fofinhas e carinhosas e eu não resisto!

- Sabe, senhora lua, as pessoas lá debaixo não guardaram as palavras boas e elas fugiram aqui para o espaço, mas eu precisava que a senhora as soltasse, ainda para mais voltava a ficar elegante…

Concordo, mas preciso que me faças um favor… de vez em quando lança-me umas palavras doces e bonitas cá para cima… é tão bom senti-las na barriga.

- Está combinado, senhora Lua…

Percebes agora, Luísa porque razão a Lua fica cheia e gorda e outras vezes fica magrinha e elegante.

escrito por Vanda Furtado Marques

 

 

 

 

 

 

 

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Na Escola Silva Gaio em Coimbra

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Os Amores de Pedro e Inês e a História da Rainha Santa Isabel  encantaram as crianças dos 3ºe 4º anos das Escolas do Agrupamento Silva Gaio.

Os miúdos aprendem a nossa História de Portugal , fazendo uma associação ao Fantástico e às histórias de Contos de Fadas.

Entre, estas crianças estava um menino invisual, que através das suas mãozinhas sentiu a minha coroa de princesa, o meu vestido comprido e a  seda da minha capa. Fiquei a pensar que às vezes nos esquecemos que estes meninos devem ter acesso à leitura.  Vou assim, propor que os meus livros possam ser traduzidos para braille . 

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Contadores de Histórias, guardiões de memórias

 

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A arte de contar histórias existe desde os mais remotos tempos da história da humanidade. Nas culturas tradicionais essa forma de comunicação sempre teve a função de armazenar, difundir e perpetuar conhecimentos e valores, configurados em relatos míticos, contos e lendas.
Transmitidos cuidadosamente de geração em geração com fidelidade exemplar, os contos de tradição oral atravessam fronteiras. Viajam do Oriente para o Ocidente, de antigamente para hoje, manifestando, segundo Ítalo Calvino,” uma infinita variedade e, ao mesmo tempo, uma infinita repetição”.
Nos últimos séculos no Ocidente, os contos tradicionais foram assimilados à cultura infantil em grande medida. Ao mesmo tempo tornaram-se alvo de investigação de pesquisadores, como os Irmãos Grimm, por exemplo, que reuniram e estudaram esses materiais, permitindo que chegassem até nossos dias.
Em alguns lugares do mundo, contadores populares guardam o que sobrou da imensa riqueza de nossas raízes, expressando nossa identidade e diversidade cultural em meio à balbúrdia dos modernos meios de comunicação. Além disso, a arte de contar histórias vem renascendo nos grandes centros urbanos do mundo todo, desafiando as hipóteses sociológicas que previram sua extinção, por supor sua inadequação aos avanços tecnológicos da sociedade contemporânea. Parece que esta arte abre um espaço simbólico no corre-corre da vida quotidiana, propiciando reflexão e contato com questões humanas importantes, de uma forma distendida e lúdica. Através de variadas situações - desafios, exposição ao perigo, ao ridículo, ao fracasso, encontro de amor, enigmas, encantamento, humor - os contos tradicionais produzem efeitos em diferentes níveis: podem intrigar, fazer pensar, trazer descobertas, perguntas, provocar o riso, a perplexidade, o maravilhamento etc... Esses contos falam das possibilidades de transformação da existência humana.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Era uma vez...

Momentos com histórias...

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Era uma vez...O amor de Pedro e Inês  em Alcobaça

 

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Estafeta de Contos das Palavras Andarilhas eu e Lúcia Serralheiro no Centro Cultural da Benedita com as crianças do Centro Paroquial e alunos do Externato.

 

 

 

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A Estafeta de Contos na Biblioteca da Alpiarça, com as crianças do Jardim de Infância.

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